Zatonio_Lahud

Zatonio_Lahud

n. 1956 BR BR

Morei por mais de 45 anos em Niterói e hoje vivo em Brasília. Estudei direito, história, jornalismo, mas não me formei em nada. Meu nome de batismo é José Antonio Lahud Neto. Gosto de ler, escrever, futebol (na verdade, gosto mais do Botafogo que de futebol) e de rir, principalmente dos poderosos.

n. 1956-07-20, Brasília

Perfil
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Onde estão vossos deuses

O dorso nu.
A pele negra
brilha sobre o
sol escaldante

Está acorrentado
ao tronco
o negro homem

O chicote sibila
no ar e rasga
a pele- dor lancinante!
Uma.... duas...trinta vezes...
O sangue escorre.
Vermelho,
como o meu
o seu
o do feitor
e o de seu dono.
Não soltou um ai.
O suor escorre
misturado ao sangue,
o corpo desfalecido
acorrentado ao tronco.
Onde estão vossos deuses?
Onde está vossa humanidade?
Mais no chicote que no tronco,
que acolhe o corpo torturado.
Precisamos aprender a ser troncos,
rijos e acolhedores.
é um longo caminho, pegajoso,
pelo sangue que brota
de corpos inocentes,
vítimas de homens e deuses
covardes e indecentes!
Ler poema completo
Biografia
Nasci em São José do Calçado (Espirito Santo) em 20/07/1956. Morei por mais de 45 anos em Niterói e hoje vivo em Brasília. Estudei direito, história, jornalismo, mas não me formei em nada. Meu nome de batismo é José Antonio Lahud Neto. Gosto de ler, escrever, futebol (na verdade, gosto mais do Botafogo que de futebol) e de rir, principalmente dos poderosos.

Poemas

33

O ato de escrever

O ato deescrever,

antes detudo é antever devaneios.

O queescrevo é sempre passado.

Ainda quecreia estar prevendo o futuro.

O escritor é um profeta da mente que mentebelezas infinitas,

para homensfinitos acreditarem na eternidade.

Este é o fimdo ato de escrever.

Fim.

635

O dia começa a morrer

o dia começa a morrer
a noite nasce
a lua se esconde
atrás de uma nuvem
o vento frio bate em meu rosto
caminho só rumo a lugar nenhum
alguma saudade ressuscita na mente

entro em um bar para comprar cigarro
vazio...
só um homem bêbado sentado solitário
na mesa uma dose de conhaque
anestesia das solidões
que vi em seus olhos

trocamos desilusões
no rápido encontro de nossos olhares

saio e vejo um garoto sorrindo alegremente
vejo-me nele
breve a vida vai tirar-lhe o sorriso puro

continuo andando sem rumo
preciso tomar um rumo na vida

ou parar e beber um conhaque
a noite está fria...
558

No meio deles uma linda mulher

Eu vi homens apressados
Caminhando rumo ao nada
Olhos rútilos, ensandecidos
Atropelavam o tempo
Como se fugissem da morte

Rumavam para o norte

No meio deles uma linda mulher
De cabelos negros, pele alva e corpo esguio
Nossos olhares se encontraram
Ela veio em direção a mim
Os lábios carnudos adornados por batom vermelho
Beijou-me com paixão inaudita

E foi-se, juntando-se à turba que marchava rumo ao norte

Ao longe gritei, voz ofegante:
Qual seu nome?
Solidão...
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CORASSIS

Poemas seletos de tamanha maestria Na minha humilde observação,e um dos grades poetas que nos presentearam com seus poemas parabéns