Quantos mais vão ser Quantos mais irei escrever Quão mais irei sofrer
Irás sofrer tanto quanto Mereces Por cada lágrima criada Uma rima será chorada
Ao menos a realização De que rumo dar ao coração Como preparar a navegação
Tudo em troca de nada Jogado à água Devias ir à espada Mas assim não aprendidas nada
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Humanos
Criados por seres limitados Educados por sistemas antiquados tudo de eles é esperado o resultado é ilimitado
Entram no proletariado para serem um ser limitado acorrentado ao Estado que por sua vez a eles está acorrentado
poucos são os que escapam aos sistemas que nos capam Paredes são erguidas igualdades são incutidas espero nunca paredes voltar a erguer não abandonar a perfeição do meu ser
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Se receber o que damos
Se receber o que damos Queremos e esperamos O coração desapontamos
Pois só nós somos O Deus que fomos E só nós agimos Segundo os nossos meios divinos
Os outros farão O que lhes vai no coração E deles mais esperar É a alma neles espelhar
Por isso continuaremos A fazer o que devemos Sem nada temer-mos Pois errados não estaremos E os outros ajudaremos
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A distracção de viver
A distracção de viver não ajuda o mundo ver andamos de olhos tapados às rotinas, a que estamos atados
Homem é feito de hábitos hábito de falar hábito de julgar hábito de deixar andar
Ainda assim inaugurar um hábito é tão difícil como largá-lo mas é pior ignorá-lo
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Momento
Por ele ansiamos não sabemos o que esperamos Sabemos que não o temos até lá poemas escrevemos
aproveita-o de todas as maneiras mesmo a fazer asneiras da vida tudo faz parte de matar, a criar arte
para o viver muito tens que aprender para o ignorar só tens de o perder ninguém no mundo se deve prender o fogo da vida devemos acender.
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As verdades que são dadas
As verdades que são dadas são verdades em águas paradas são apenas ilusões para não agitar as emoções
pois a verdade nunca está parada muda com cada lua faseada mudam com um milímetro insignificante com um milímetro estonteante
no momento são eternas mas depois do momento são externas e ficam sem pernas
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Prosa ou poesia tecer
Prosa ou poesia tecer É o melhor que podes fazer, Quando, o sentimento Não te sai do pensamento.
O pensamento, é como o mar Magico, lindo e fácil de adorar Todos nascemos a pensar Onde raio viemos parar
Do pensar até ao crescer Uma vida inteira temos que fazer Depois de crescer Está na altura de outra vida fazer
Escritas muito inspiradas Têm origens em vidas passadas Podem parecer pesadas Mas são verdades que nos são dadas
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Os sentimentos que temos,
Os sentimentos que temos, estão nos versos que escrevemos com eles sofremos com eles crescemos
por eles deixamos de pensar afinal sem isso o que seria amar seria apenas gostar, de quem achamos que podemos mudar
não vale a pena tentar do lugar deles os arrancar do nosso lugar abandonar
devemos tentar as crenças limitadoras apagar a dependência e independência equilibrar para a interdependência alcançar
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A Vida
A vida, escorre suavemente e incandescente o mundo roda e o espaço engorda, o vaguear da mente deixa-me descontente mas o seu domínio deixa-me reticente
Temos sempre uma escolha a realidade ou uma linda bolha que quando rebentada anda com a realidade à chapada e a alma acaba magoada
ninguém sabe o que fazer apenas deixamos o mundo acontecer choramos quando acontece o que tem de acontecer que era evitável se não nos guiarmos pelo apetecer
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Queremos
Queremos, por isso podemos Utopias, feitas de ilusões tecemos Entretanto, sofremos de espanto Recriando o mundo entretanto O mundo de ilusão destruído pela Flor-do-espírito-santo
Fazemos, o bem-estar A criação oriunda do falar Lavar a alma Amar a tua palma Revindicar a calma
Calma, o essencial para felicidade Origem da maldade Neuroticismo da vaidade Tranquilidade espelho da verdade Igualdade amor para a eternidade