A Casa


Luz sobre as ruas escuras
um homem só/avenida 
imensa neblinada
madrugada.
Seu corpo anda em S  os
olhos profundos , negros nada
encherga.
Seus pés estão dormentes , a 
terra não sente,  seu corpo
ainda em  S  da avenida
não vê coisa alguma.
Mas vem uma claridade
dos céus e o carrega
no ar.
Até seu quarto sua solidão
onde sonha em amar.
Ouve uma voz " dorme
amor, sou eu seu ninar" .
Boa noite.

Ademir o poeta.

A terra Viaja II

O Tempo atravessa
o mundo/universal /
corre o atlântico
este céu azul esmeralda.
O tempo não para 
atravessa a terra/ os
animais / as árvores /  e as
pedras enormes de meu País.
O corpo absorve o tempo/
corre em nosso sangue/
envelhece a pele e a mente/
ai... o humano e animais
de todas as espécies
morrem.
O tempo leva a terra
ao espaço viajando/ de
encontro a um destino /
Este é Adonai no comando
de uma divina cruz./
e homens renascem como um
fogo eterno  e luz.

Ademir o poeta.

As Ninfas.

Antes 
Bem antes
Depois
bem depois...
céu claro um
pouco escuro (talvez)
estrelado mundo
madrugada terras.
Antes
Bem antes
depois...
dias se passam bem
claros - é o sol de verão.
Iluminando as ninfas
nas praias claras de
um azul transparente
- nos corpos de todas
elas - (prateadas )

Ademir o poeta.

Homenagem ao Padeiro

Ao comer o 
pão de trigo/ a 
mistura de fubá 
alimento/ o corpo
e o espirito, sente-se
forte.

O pão e o padeiro 
o forno batendo a massa
alimenta a minha esperança
da fome que um dia por
fim terminará.

A terra a fornalha, o amarelo
do milho/ do trigo / junta-se
criando alimentos  para os
famintos.

O Broto amarelo / a cevada /
o trigo/ o vinho / e finalmente
o pão /alimentam nossos
corpos/ os seres que estão vivos /
sem terem mais aflições.

Ademir o poeta.
 

Maldição II

Se pudese abrir
meu peito - tirar
dele meu coração/
colocalo em uma
bandeja de cobre
pulsando sangue-virando
água-matando esta sêde
de dor e solidão.

Nada eu entendo das 
águas quentes do plasma
vida longa/ mas
sei a sede da loucura
combatendo uma paixão.

Por fim esta bandeja de cóbre sêca
e virando - a  de lado - jogo-a na areia
seca - deserta de minha maldição.

Ademir o poeta.

 

Nascer - Adormecer - morrer-

Alegre é o sol
quando nasce como
um brilho de ouro.
O entardecer  quer que
o anoitecer  seja belo/
Pois é o sorriso da criança
que começa adormecer.
A tristeza é o sono 
eterno da morte/ pois
nascendo -adormecendo - 
escurecendo -  a lua
aparece / depois o
sol brilha /  sendo a
eternidade a que mais
prevalece.

Ademir o poeta.

Noites.

A noites
que entram nos 
corpos dos humanos/ e
ficam cheios de estrelas - 
luas - madrugadas - todas
nevoentas.
Você fica leve como as 
penas de  aves , ai  é neste
momento - nossa alma
revigora o corpo.
-Pois o universo está dentro
de todos nós .
-Maravilha
-Explendor
O sono do 
Sonhador.

Ademir o poeta.

O Abismo Humano.

A igreja potente na alta pedra
os santos ornamentados em ouro e
prata, olhos fixos na eternidade ... eles
não viam... não sentiam o choro 
do povo.
Os barracos desabando, pois
os santos nem por ali estavam...
pois protegidos pelas pedras se
sentiam.
(FORTES)
O povo desesperado clamavam ,  pois
a terra em que estavam  se derretiam
como lavas.
Foram levados pelas fortes chuvas -
onde animais - foram - humanos
foram desaparecendo > menos é
claro o Templo do Senhor.
Tenho a impressão que o senhor 
Adonai estava dormindo.
(Montanha do Macaco)

Ademir o poeta.
 

O Ator.

Anfiteatro... quem sou
eu ?  almas  das almas
-tablados sob o luar.
Humanos no passado -
mente absorvendo os
textos dos homens
letrados.
Teatros a céu aberto
circular - e a noite
as estrelas como
flores estáticas brilham
todo tablado.
( Estão a nos observar )
Um luar dos enamorados.
A sou ator! oh... somente
este meu corpo mental -
traz as luzes dos grandes
poetas universais!
-Letrados - sábios -
nos tablados sou
um ator consagrado.

Ademir o poeta.

O Céu é o limite.

Andares, trinta ;
carretilhas cordas de
segurança , sou  um
pintor externo - meus
braços sobem e descem/
O rolo de tinta caminha
pintando andar por andar...
no primeiro penso!!! tenho
que ir até o último/
Em caso oro por minha família
e por mim - meses depois
estou no trigézimo / mas
continuo  , pois quero
pintar o céu de branco e 
amarelo./ cheguei as nuvens
e me sinto nos braços dos anjos /
estou cansado e durmo... o sono
dos justos  /  pois sou apenas um
simples pintor de paredes.
( trabalhador )

Ademir o poeta.

 

O Coração.

Bate...Bate...
apaixonado / faz
o sangue esquentar
e morar no corpo 
quente  que fica
no centro.
do peito.
Bate setenta vezes
por minuto e aumenta
a velocidade a
cento e vinte , deixando
seu corpo mole e 
arretado.
Não me responde
nem meus pensamentos
o acalma, mesmo dizendo
por favor pare.
Por favor  estou por ela
sendo muito amado.

Ademir o poeta.
 

O Parto.

Quente vermelhinho
iguais flores d'água
nos olhos claros verdes
de sua doce alma.
Andar vacilante, corpo
já envelhecido e no sol
clareia sua vida quando
anda.
Brilha no rosto o que foi
a tua juventude, corre
no tempo  e os filhos
chegados em sua velhice.
---Mamãe---
Quanto é doce 
teu amor no parto
---te amamos---

Ademir o poeta.

Os Quatro Elementos.

(Da terra) nascem toda
bela e em nossos
olhos brilham o feitio do
 corpo, aliviados por
longos abraços.
(Do ar) vem a vida caminhando
alegrias - tristezas - vivendo
no calor das cores do arvoredos
em infinitas belezas.
(Do fogo) aquecendo tudo 
tirado da natureza , derramadas
as  todas fazes  das vidas.
(Da água) bebida santificada
nas secas ...
sustenta as carnes - peixes -
rios - mares -  estes benditos
elementos.

Ademir o poeta.
 

Os três Amores.

Mar - Água - Sol 

Homem mulher
abraços nas águas
frias que do céu vinha .

Sol - água - mar
Queimavam suas peles
beijos ardentes
se viam.

Água - mar - sol
Amores benditos 
banhandos por  mundo
de amores.
de Amar.

Ademir o poeta.

Ouro e Fogo.

Almas Gemeas
na hora e o dia
que veres teu coração
sair do teu peito/
E junto bem na sua frente
um outro, tão brilhante
como ouro/
Ai estará a tua com teu amor
intenço e um brilho quente 
como eterno fogo.
Tu entrarás em extase
e serão felizes para
todo o sempre.

Ademir o poeta.
 

Patativa.

Breve estarei
longe daqui/ não
sei para onde
ir.
Breve...muito breve...
sei que vou partir...
para bem longe .
Longe dos abraços
dos ventos , das chuvas
que do céu vem caindo
a me divertir.
Breve estarei na terra 
dos sete palmos de onde
o criador me fez vir.
Ai... sim , saberei que 
finalmente Patativa do
Nordeste eu conheci.

Ademir o poeta.

Senhores

Andai nas ruas
friorentas , onde criaturas
-aleijadas - merecem -
seu respeito.
Respeito por homens
de quilates em diamantes...
olhando o próximo com
a si mesmo.
Andai na escuridão
de seus casebres, onde
a luz vem do sol e da lua.
Senhores de gerações
nobres - de poder puro
em teus corações... olhem
para as nuvens  e saibam
que os desafortunados - as
veem como algodões doces.
para serem os futuros de
todas as nações.

Ademir o poeta.
 

Solidão das Ruas.

Os vazios das noites
serenas - o latir dos cães -
pedras muitos molhadas
na maior escuridão.
- Olho as estrelas  tão
longe da terra e mesmo
assim brilhando - em
confronto com a luz da lua
e sua imensidão.
Os vazios do silêncio
a chuva fina no rosto/ é
doloroso - meus olhos soltam
lágrimas de dor.

Ademir o poeta.

Texto.

SOCIAL
DEMOCRACIA
HUMANISTICA
PREVALECIDA
POR

Estado de direito
e pelo império das leis.

SOCIAL
DEMOCRACIA
HUMANISTICA
FILOSÓFICA

-Do não ao capitalismo
selvagem e predador.
que esta nascendo em nossa
propia nação.

Esta será nossa única
salvação -

- LIBERDADE
-IGUALDADE
        -FRATERNIDADE
  E O FIM DE TODA OPRESÃO.

Ademir o poeta.

Uma Árvore do deserto.

É seca > e bem alta
seus galhos desabam
perante o sol em fogo/ mas
vivem na esperança
de água dos céus para
 animar.
Dias vão... dias vem... meses -
anos - a árvore resiste  à
seca - já quase sem vida - mas
um dia o céu se abre e ao 
seu deserto vem a molhar.
Resistiu anos para 
florir/ a primeira cheia de
explendor (flor)  como
a ceiva/ alegria de sua vida/ então
o céu anoitece, ela brilha com
o luar , representando a sua
vontade  de recriar.

Ademir o poeta.