Lista de Poemas
Poemas publicados
Luz de Corrego
Ela suspirava dores à medida que sua pele era tragada por novos perfumes. A simetria do momento ocasionava êxtase, como aquele antigo blues ouvido por poucos. Simbiose mutua…
Juras de Pudor
Me rogava afagos como quem vendia flores secas Naturalidade de quem viria para ir De quem iria para voltar Voltava Sem Estar.
Vício de estar
Sentir o inebriar daqueles olhos é quase tão certo quanto a tração que tal sorriso ofusca nas sombras. O espanto, como se quisesse escalar o mundo a troca de um beijo, a vida,…
Socorrer-me
Eu quando imagino Estou vivendo Estou indo ao encontro de mim mesmo Eu quando te imagino Estou indo Estou sendo Tudo está aqui dentro Minha vida é o que eu imagino E se…
Laços
E eu acordo em seus braços, Tudo se foi, Desatamos os nós e trançamos laços, Mais uma vez vencemos. Pois queremos. Finada guerra, vamos comemorar, Aos beijos e amassos, R…
Poema do Fim (Prelúdio)
Já se são dez do mês e já passam das quatro. É abril. É, abriu.
Eu bem quis, por teimoso que sou, segurar os ponteiros do relógio. Mas são muitos relógio…
«Noutros Rostos» III
abrigaram-me na palavra paciente e sincera
envolver-me nas lágrimas de girassóis a gemer é como prolongo a vida
até à palavra se amar doce e inocente como quando…
Central Bacana
Central Bacana - Toca Raul! Evolui a noção de um, a Terra parou para sempre e todos desceram na estação das brumas do outono verdejante. O calor de …
«Noutros Rostos» VI
perdesses o medo gritarias toda a noite sem um arranhão sequer
erguerias numa taça de flanela o tamanho do medo miudinho e saberias que a tua memória se desfarela menor …
Retrato de mamãe
Uma lata ela abria Retirando toda a tampa Tão doce parecia O seu belo semblante. Criança, eu não entendia. Que mamãe criara poesia Cantarolava e a lata…
DOCE E VIRGINAL
Linda noite de amor ao luar, sob a luz de estrelas cadentes. Prateando corpos nus a brilhar, despojando as paixões evidentes. O rapaz deslumbrado e faminto, beijava suave a lin…
Poema do Fim (Prelúdio)
Já se são dez do mês e já passam das quatro. É abril. É, abriu.
Eu bem quis, por teimoso que sou, segurar os ponteiros do relógio. Mas são muitos relógio…
Averba a Ação
A frieza da madrugada não dispersa dias melhores, unificado a serenidade das ideias distintas. Noites ecoam na ausência da alma, em análise de memórias ressaltadas que atin…
Secando lágrimas
Por acreditar que me amavas, Despreparei meu coração para o sofrimento, Caí na rotina do véu do sentimento E agora rasgo o tecido, secando lágrimas...
«Noutros Rostos» X
amo a substância da dor sombras em pranto correm de um lado para outro sem olhar para trás ou para os lados ou nem sequer a pressenti-la
de frente só me apaixono pela f…
Algo sobre a saudade
Saudade é o que se sente - lá - no escuro quando a última luz se apaga triste. Saudade é não ter algo que existe, é sentir n'alma só, um vão murmuro.
Sauda…
«Noutros Rostos» XV
cá vais tu de vértebras nos braços a correr pelo estrangulamento do ar que te leva que te faz voar com o sangue como asas opacas mas brilhantes
de boca na cabeça e pulm…
Votos de silêncio
O ambiente lembrava suas mais obscuras insanidades. Paredes frias como a ausência interior denegrida em passos falsos. Quimera inevitável da essência contida em sua vil dor.
À minha mãe
Quando suas mãos santas cobriram-lhe a fronte e seu rosto lindo de desfez em pranto, eu tive a certeza de que o minuto nosso último se subtraiu. Eu me decompus. Foi naquele mome…
Descontrole
Desconfiei de mim Quando as pernas ficaram moles. E meu coração quando te sentiu... Enveredou pelo caminho do descontrole!
Matando a saudade
Tempo que vai Matando a saudade. Tempo que vem, Trazendo ansiedade, Deixa no peito A plantada a vaidade. E quando paramos Para pensar de verdade, Há muito que fomos en…
Aparição
Andava eu só e desgastado em tormentos cruéis, Vagueando no deserto que desde sempre percorrera, Partilhando o meu oco pensar rastejante em lamaçal, Com os vis f…
Adeus de Boas Vindas
Eu digo Vá Mas deixe Sem cores Rumores Amores
«Noutros Rostos» XIV
porque durante o silêncio da noite tudo respira tranquilo na mais breve insolvência musical e na cama ouço a inocência das eternas servidões...