Lista de Poemas
Poemas publicados
EM FALSO (décimas)
Há quem se faça de bobo,
Fingindo-se o que não é.
Cordeiro em pele de lobo,
Deseja a fama de probo
Como se digno de fé.
Mas, demasiado pedante…
VESTÍGIOS
'Inda devem haver restos de nós
Espalhados por esta residência.
Onde vestígios já d'outra existência
Debaixo de tudo quanto veio após...
Mas ma…
Eixo x
No eixo X
Naquele ponto distante
No trecho que sempre diz...
É este o ponto de encontro
Na curva que precede o queixo
No tempo que antecede o ser feliz
N…
pequena prosa poética...
o rendilhado das ondas apagam com suavidade as marcas deixadas na areia, uma nuvem baixa perdida, o crepúsculo cai rápidamente, nem vivalma, apenas o vento a fustigar-lhe o rost…
DOIS EFEBOS
Nus, têm pele de mármore polido
E cabelos em cachos sobre os ombros.
Por entre colunas jônicas, escombros
Do templo de Apolo, o esclarecido.
Et…
começo e fim...memórias
As minhas pernas, vão-se afoitando, pé ante pé seguem neste caminho e cá vou chegando, assim fiz o percurso do inicio até um não sei quando, um anoitecer em que me ausento perdi…
pensamento...
meus pensamentos são cavalos sem freios que me levam à desfilada, num desvario de emoções...
www.pensador.com/colecao/nataliarosafogo1943
Despertar é desilusão
Não há silêncio que se doe...
Não há silêncio que se doe,
Nem voz que me determine
Quanto dói o doer, contudo
Nem abafa a do…
pequena prosa poética...
há um lilás branco que me olha e lembra-me que as rosas mesmo que solitárias espalham seus odores com ternura, ainda que o tempo me enrugue o coração e me vá tirando o chão...le…
ASSOMBRAÇÃO
Não andes pela estrada da ribeira,
A mesma que vai dar no mangueiral.
Além d'aquela curva, o bem e o mal
Têm para si uma última fronteira.
Jama…
pequena prosa poética...
abro as gavetas às escondidas e meus dedos leves dedilham memórias, e enternecida recolho palavras debaixo da língua cheias de saudades de tudo que só eu sei...saudades tão gran…
canção d'amor...
aos meus olhos és
a frescura do vento
que nasce nas montanhas,
a canção dum pássaro
que se eleva em nostalgia,
a palavra azul com que escrevo AMOR..
a música que me habitava....
A minha história é uma história comum a qualquer criança que nasce no campo coabita com a natureza desde logo que abre os olhos, e repara nas peónias a rebentar no canteiro, olh…
já nada me derrota...
memórias....infância,
o pulsar do tempo alucinado
e cego de obscuridade
como o rumor de palavras que se perdem...
saudade... saudade
vôo lento duma gaiv…
mestras perfeitas...
trago recordações amontoadas
no fundo de mim mesma
lá fora os saramagos
e as papoilas orvalhadas
aqui as minhas mãos ainda vivas
esrevendo sonhos imposs…
horas incertas...
na minha mente
há sempre uma trémula lembrança
uma palavra a pulsar de esperança
no meu íntimo,
há uma voz em alvoroço que só eu ouço,
minha mão insegur…
A música pára a vida
Música
Pára a vida, evidente que não
Mas que toca em nós quanto
Manhãs de sol frio é certo,
Mas só música certa e o deserto …
estar e não estar...
não há muito mais tempo
os dias e as noites já não me suportam
e eu não quero mais estar aqui
onde tudo já vi, onde tudo já senti,
nesta viagem que não sabe …
pequena prosa poética...
pequena prosa
aqui na aldeia a linguagem é a da natureza... o rumor dos pinheiros, os pássaros girando por entre as árvores num rodopio, acasalando, emitindo uma orq…
como escapar?...
como escapar?
o fundo é negro de carvão
tenho a certeza que o dia morreu
morreu... e chegou a escuridão,
todos os meus dias morrem
duma forma atroz
SIMPLESMENTE POR TE AMAR
Não tem medida o meu amor...
só o que tenho a dizer...
e eu aceito você, assim...
com o coração e a alma partidos...
meu coração é o teu abrigo...…
amanhecer primaveril...
amanhecem as saudades em mim
sacodem-me com ternura
e desenrolam-se nas letras que escrevo
assim, com frescura nascem
palavras de maresia,
versos de me…
Paraviciado(a)s
Paraviciados
Senhor Deus Ti peço em oração
A cura para os desafortunados
Que perdem a consciência e
a sua compreensão!
Que a banca onde perdem se…
pássaro e flor...
lanço os anos ao esquecimento
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desvrabar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha h…