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Celso Ciampi
Celso Ciampi

APARECE OUTRA VEZ

Sumiu, não sei para onde foi,
Nem sei se foi, ou se existiu.
Era alucinação? Uma visão?
Pois se era foi real demais,
Te senti forte segurando minha mão.

112
joaoeuzebio
joaoeuzebio

A DOR DE UMA SAUDADE

A NOITE

INVADIU

MINHA ALMA

ILUMINADA

VEIO

MANSAMENTE

PELA ESTRADA

E MINHAS

LEMBRANÇAS

220
robsonvieira
robsonvieira

Mortis causa

Há medo em se tornar muito sábio?
Amedronta a possibilidade de ser muito feliz? 

Perturba a ideia de ser maravilhoso?
Destrói a possibilidade de ser essenci…

104
joaoeuzebio
joaoeuzebio

BRILHOS

A TEMPESTADE

CHEGOU

RELAMPIOU

PELAS PLANICIES

SUSSURRANDO

ME DISSE

ME ABRAÇA

AGORA

DEIXE …

224
RicardoC
RicardoC

INDECÊNCIAS

Mais promete a beleza da mulher 
Quando faz recordar doces prazeres,
Mostrando os ombros nus entre afazeres
Para acender-me os olhos de querer.

Parece …

210
Celso Ciampi
Celso Ciampi

FUI UM TOLO

Quanto arrependimento tenho,
De ter te dado meu amor,
Você não merecia tanto,
Só me causou muita dor.

Não percebi como era fria,
Era tudo sua arma…

40
André Medeiros
André Medeiros

O Garoto que perdeu o sorriso.



Na estrada quebrada da vida

Finda a viagem da partida

Retorno aquela esquina

Que um dia ao encontrar te vi

E quando te re…

190
RicardoC
RicardoC

NARCOLÉPTICO

O dia passa como se enevoado
Co'os olhos entreabertos, salvo engano.
N'um desarranjo de ciclo circadiano,
Caminho de mim mesmo alienado.

Atravesso o ex…

204
Celso Ciampi
Celso Ciampi

NO VARAL

Estão lá as roupas limpas,
Todas lavadas e cheirosas,
Estendidas no varal,
Secando prazerosas.

A lavadeira delicada,
Com suas mãos hábeis,
Es…

117
poetaantonioferreira
poetaantonioferreira

A Vigília da Madrugada

A vigília da madrugada
(Antônio Ferreira- Livro Poesia na Alma)


Todas as noites, olho a solidão
até mesmo ela está acompanhada
têm vários amantes…

39
Celso Ciampi
Celso Ciampi

SE NÃO ESCREVO SOFRO

Se escrevo para você
Sei que tudo vai para o lixo,
Se eu deixo de escrever,
Sofro muito com isso.

Me mantenho vivo escrevendo
Esses versos sem sen…

35
AurelioAquino
AurelioAquino

Ferroviárias moçōes do verbo

o trânsito das palavras
é quase um algoritmo
de mostrar nos homens
os becos do infinito

arrastadas,
no trem do verso,
carregam emoçōes
c…

92
AurelioAquino
AurelioAquino

Do Galo em concerto

o Galo da Madrugada
enche a rua de tanto
que o povo engole a vida
com o frevo na garganta

e os bemóis traduzidos
escritos, nos pés, na dança,

44
Frederico de Castro
Frederico de Castro

Onde flutua o silêncio


Onde flutua o silêncio flutua o poente ígneo, intenso e irrevogável
Hidrata a derme dos céus com um maremoto de palavras prorrogáveis
Incandesce o dia inundando …

151
douglasda
douglasda

Céu Emotivo

O choro do céu é firme  
E de certo que dele se acompanhe  
Um pensamento sublime  
Como o marejo de sangue  
Que toma conta do horizonte  

105
AurelioAquino
AurelioAquino

Matinal partida em onírica perda

travo a manhã
nos olhos insones,
no colo da noite
nos restos de sonho
e debruço o tempo, renitente,
no lastro dos ombros

a manhã, vadia e urg…

96
Paulo Sérgio Rosseto
Paulo Sérgio Rosseto

REPÚBLICA

Quando a minha língua te proclama
Não sou eu quem te anuncia
E sim meu ser que se descreve 
Liberto de costumes 
Farto de ansiedades por te buscar

133
AurelioAquino
AurelioAquino

Alternâncias

a vida segue
suga e saga
levita dramas
nas palavras

o verbo
assim, arma
transita o medo
pela alma

deixar-se vivo
é morre…

102
AurelioAquino
AurelioAquino

Da caatinga em clara jornada

a caatinga, assim paisagem,
pedaço da pátria recolhida,
revolve em si militantes
das longas curvas da vida

e nesse dar-se à vista
como sobrevivent…

87
RicardoC
RicardoC

ANTEPENÚLTIMO

A cada passo mais perto do fim
Caminho inopinado para o nada.
De ânsia apenas se fez a minha estrada,
Onde nenhuma glória coube a mim.

Parto tão fracas…

214
Ana Scuro
Ana Scuro

pássaros

os pássaros 
ensinam sobre
l i b e r d a d e

289
douglasda
douglasda

Uma vela apagada

Anéis, anéis, coroam como aúreos véus
De aspecto de mel no sol qu'mira os céus

Findando, sondando, fomentei o anseio 
De embrenhar-me nas aureúlas o seio

111
AurelioAquino
AurelioAquino

Da coletiva noção do verbo

a poesia, súbita,
flutua o verbo
nas cachoeiras lúdicas
dos rios do cérebro

volátil, sólida e mágica,
deixa-se exata
em todas as ilações

35
AurelioAquino
AurelioAquino

Legislação em espécies e tramas

a lei,
deitada em letras,
entorna nos homens
uma ordem alheia

tudo que proclama,
em decibéis armados,
é uma clara continência
a todos os…

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