Lista de Poemas
Poemas publicados
Declínio.
DECLÍNIO.
Claudio Silveira
Não foi apenas a criança que chorou
foi o homem que sofreu também
não foram lagrimas do homem
o sofrimento …
Do riso em mim com mares e correntezas
Meu riso
é um jeito
explícito
de ficar comigo
é que me consinto
mesmo baldio
atravessar todas as léguas
do que desafio
nada c…
Das saliências introspectivas do medo
No medo
rescindo meu segredo
e construo de tarde
o que era cedo
nada do que me é tanto
é tão discreto
De bordados e sonos em rápido olhar
Tanger o sono para os olhos
inventa um sonho apressado
que mistura o jeito do dormir
com os futuros do passado
é assim como se o tempo
fosse um imenso b…
Rapsódia em termos
Rapsodo
deixo-me estar no jogo
a história é só um mar
impune e revolto
rapsodo me convoco
a estar na palavra
em que me jogo
verbos são f…
Da passeata em avanço
a passeata navega as ruas
com a exata compostura
de uma nau que singra as praças
dos combates, dos verbos e da luta
cada transeunte em passo
é um …
POESIA COTIDIANA
Vejo poesia em quase tudo no dia...
Nas horas duras que se arrastam
Durante o imenso dia,
Teimamos em viver!
Essa vida dura é poesia!…
Dos alinhavos da vida
que aquilo que alinhavo pela vida
na extensão inteira do seu curso
possa dizer exatamente tanto
quanto de verbo tenha o discurso
pois por te-la assim …
Dos egos e das avenidas
É que a vida
posta na avenida
antes de ser minha
é sempre coletiva
as larguras do eu
medem exatamente
onde se souber nos outros
tão completame…
O lado negro da noite
E assim fenece lentamente o dia quase aparatoso
A perseverança só acampa onde a esperança resplandecer
Onde a vida absoluta e absurdamente feliz endoidecer…
Do poema e da luta em concisão
que o poema
não se constranja
em embrenhar-se na luta
que se tanja
que a luta
não se engane
que o poema é bandeira
de tremular pelo sa…
Altar do tempo
No altar do tempo reza a solidão quase Divinal
A fé adocicada com palavras tão originais
Brota meiga, jovial, absurdamente genial
O silên…
Ali acaba o dia...
O dia acaba além onde a maresia capturada
Adormece fluidificante, solicita e afogada
Toda a luz fecunda e suculenta hiberna camuflada
As palavra…
dias vazios
Como alguém que por mares desconhecidos velejou,
sigo aqui entre aqueles que a vida dececionou,
os dias são vazios e as horas amargas,
fazem as dores que a …
Semente.
SEMENTE.
Claudio Silveira
Uma semente foi lançada
na fertilidade de um coração árido
que se achava infértil
mas que regado com carinho<…
Do grito insubstituível da vida
Meu vínculo
é o que sinto
pensar é só preciso
naquilo que o coração
é meu indício
A razão é quase gesto
de que prescindo
quando o cora…
Da liberdade em rasa textura
A liberdade
é fática
tudo que lhe mede
é a prática
e nem se conta
por unidades
seu corpo é a forma
da variedade
A liberdade
é…
Das velas de mim em teu encalço
Dos mares que velejo
perdido assim em teu abraço
tolerarei as ondas que não meça
dividirei os tempos que não possa
porque de nada-los a cada passo
do q…
ELEITOR
Pobre homem que veleja
No mar da especulação
O dedo dono da verdade
Decide o rumo da nação.
Sem poder ficar de fora
NOSSA POUCA FÉ
A dor que paralisa
Desacelera a hora
Observa vagarosa
Os segundos contados
Entre lágrimas sem fim.
A fé era s…
Noite
Noite minha grande inimiga,
Que só tristezas me traz.
Porque me faz recordar,
Você que amo demais.
Esse amor que é tão grande
Eu não consigo esque…
Poeminha filosófico com travos de incoerência
A possibilidade de tudo
nunca é definida
não há tempo que lhe caiba
sob medida
o curso de sua hipótese
é só perspectiva
que enche o peito de uma pa…
Breve rascunho
[I]
O que deveria ser certo? Por um momento imagino minha alma vagar, passando por lugares, nunca antes visitados pelo meu corpo.
Da recorrente condição de ser todos
Todo singular
é tão coletivo
que mostra seus ancestrais
em cada choro, em cada riso.
É que não há como detê-los
nessa transeunte lida
onde ne…