Lista de Poemas
Poemas publicados
Aos tambores da pátria
A Nana Vasconcelos
O tambor
talvez não diga
tudo que inventou
nos desvãos da vida
mas na sua sina
de tocar o mundo<…
SEM HORA MARCADA
Vieste no tempo certo
Como num sonho... surgiste para mim
Nem tarde...nem cedo
Cruzaste a lua através de um raio de sol
Meu coração logo encantando.
Nos…
Auto da razão
o verbo
é só resquício
de tudo que restou
pelo comício
o amanhã de todos,
a contraluz - quem sabe?
decide o trânsito urgente
e pertinaz da li…
NO MEU MUNDO NAO TEM PONTES
*NO MEU MUNDO NÃO TEM PONTES*
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De onde venho
tudo é muito diferente
a minha gente
rala muito pra viver
A COVARDIA DE SER
Nada é original
Dentro do óbvio
E a massa é conduzida
Desequilibrada
E assustada
Delegando para o outro
A covar…
Mãe
minha mãe
tem caminhos
por onde ando displicente
como se fosse uma romaria
de passados e presentes
jogados no coração
assim tão constantemente
Das constrições ritmadas
a mulher
terça o terço
como se debulhasse
seu avesso
as aves
todas marias
voam a ansiedade
em romaria
à distância, no discurso,
os pais nossos…
Mendigo, por um dia
Sou um mendigo,
passo minha vida a mendigar,
vivo aqui e ali sem abrigo,
quem me vai ajudar?
ao anoitecer quero comer
mas nao tenho onde o buscar?…
O fardo da solidão
Curtida e mais despida fervendo deslambida
A solidão paira a bordo deste tempo já falido
Injecta em mim o fardo de cada lamento sentido
Cada hor…
Ciclo do Amor
Eu sonho contigo desde o adormecer até ao acordar.
Quando acordo penso em ti, o meu coração torna-se num paraíso e estar ao pé de ti é o que eu preciso.
Esse paraíso q…
à mercê da maré...
deixo a porta aberta à poesia
rios correm nas minhas veias
onde a saudade navega à mercê da maré,
faz-se amor quando o fogo me ateias
e eu mansa e desafiador…
Areia
Olhar à areia
É olhar para estrelas
A forma dos seus grãos
Reflete a infinitude
Do nosso universo
As suas marcas
São partes de momentos
Amigos no tempo.
AMIGOS NO TEMPO.
Claudio Silveira
Olhares encantados, correria às avessas
pulávamos sem medo de cair,
onde o perigo morava, era ali que vivía…
Brumas submersas
Numa bruma submersa a manhã espreguiça-se fragrante
Deita uma olhadela a cada hora que se esvai tão divagante
Dilui-se paralela a tanta migalha de luz flui…
Vaca paciência
do curral
nem se admite
que contenha apenas bois
postos em cabides
assim trançado
de pau a pique
o curral é antes vitrine
de um vago pr…
CAROL
No jardim das Oliveiras
Chora o Filho do Senhor
Pelos seus irmãos ingratos
Que lhe causaram tanta dor.
Quando Ele foi levado
Naquela pedra germino…
viver
vivo
e tudo que me vive
me explicita
nos risos que guardo
no bolso da camisa
vivo
como quem acredita
que só a dúvida tange
…
Ambiguidades do real
A realidade pode ser vista distorcida,
mas dita com convicção.
Pode ser uma opiniâo
a revelar uma condição.
Pode ser um desejo
pleno de efeitos.
Po…
Do poema em visceral informe
o poema
não joga
sua delação
é retalho
de sua norma:
decretar-se livre
mas em revolta
seu curso
é só recurso
do que informa
Alma Minha.
ALMA MINHA.
Claudio Silveira
Ó alma minha porque essa angústia
será que não percebes que é mais um dia de chuva.
Não te desespere com a dor q…
Vagar noturno
no fundo do copo
dramas e beijos
a angústia cabe inteira
num copo de cerveja
e quem não se mede
pela tristeza que engole
inventa um riso pela…
INTENSIDADE
Refletindo sobre atravessamentos, amor e afeto
Acho que o tempo não tá bom pras arianas
Ou estamos erradas
Ou somos demais pra esse mundão
Na real…
MUSEU
Museu! O que te aconteceu?
Luzia quase morreu!
Agora é somente cinza,
Faltou a lira de Orfeu.
Existem outros museus...
Cidades cuidem dos seus!
PINTOR
A poesia é um quadro!
Desenhado, escrevinhado,
Chique, rabiscado,
Bruto ou de fino trato.
Retrata a ferida, a cura, a vida.
Retrata o outro, retrata a p…