Poemas

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Poemas publicados

AurelioAquino
AurelioAquino

poema ao meu avô

meu neto

dentro de mim

é um avô descontrolado
tantas as razões de células
que ainda guardo

e que entornam pelos olhos
quando em desagrado

107
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema ao jazigo do meu pai

O jazigo de meu pai tem cordilheiras

que atravessam meu peito pela tarde

e que inventam amarguras no meu riso

e que gargalham no meu pranto quando tardo
 …

127
AurelioAquino
AurelioAquino

Pequena digressão acerca do dia

que aquilo que alinhavo pela vida

na extensão inteira do seu curso
possa dizer exatamente tanto
quanto de verbo tenha meu discurso
 
pois por te-la a…

113
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema ao inconstruído rio

eu te percebo rio

pelo que contas de minhas veias

e não importa que incolor
exemplifiques o rubro dos meus medos
toda tua trajetória

é um desemboca…

99
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema ao Camarada Armando Aranha

não é de tê-las, camarada,

as razões, assim à pulso,
porquanto não vivê-las,

fosse a emoção melhor de uso,
sob os céus de Caracas
inventando com o …

84
Tsunamidesaudade63
Tsunamidesaudade63

Esperei uma vida inteira por ti


Te dei meu coração,
te dei minha alma,
deixaste-me sozinho aqui,
Esperando uma vida inteira por ti,
esperei, esperei ate que me cansei.
E tu por e…

194
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema ao meu povo em dias de premonição

há que vê-los joões
cerzidos à parcimônia
franzidos na consciência
embutida em seus sonhos
 
há que vê-los aos risos

nos prantos em que se lava…

100
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema à mulher da bunda grande

quando não és

enches a rua de incertezas
e nem meu peito acha

de te perder na consciência
 
és uma crise

alheia a vãos desejos

e a exata …

129
Carlos Silva
Carlos Silva

O AMOR DOS ASTROS

Zofilo Tristão. Físico nuclear, astrônomo e maconheiro, dizia que viveu em Marte e defende a sua tese: O AMOR IMPOSSÍVEL DOS ASTROS, afirmando:
"Um dia, O sol se apaixonou …

879
Carol Ortiz
Carol Ortiz

SEGUNDA OPÇÃO

Nunca sonhamos
o que é verdade
e enquanto o mundo
e a imensidão das coisas
tomam conta das horas,
é possível sentir dor
mesmo quando estamos amando…

373
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema ao Camarada Maia no fragor da luta

quantos vulcões

restarão na tua boca

que ainda cuspirás a vida

em tão extremo desconforto?
 
Assim renhido

na batalha tanta

quem adivinha…

94
AurelioAquino
AurelioAquino

Das inteirezas da luta

o infinito
é somente um tempo a mais
no meu percurso
nada do que me mede
sabe a dimensão
dos sonhos que uso

é que os alinhavo
impunement…

117
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema à Ravenala Madagascariensis

assim,

leque do mundo,
nem imaginas

o contraste de ti
com minhas retinas
 
revoltas a ti mesma

com a calma que anuncias

e nem permi…

75
AurelioAquino
AurelioAquino

pequena digressão latinoamericana

por sobre a américa,
latina terra consentida,
o povo inventa a tarde
aos solavancos da vida
 
relembro o sentido
nada do que fora tanto
d…

92
AurelioAquino
AurelioAquino

Olinda em frevo andante

O frevo assim compassado
nos ombros da avenida
é como se fosse um recado
escrito no vão da vida
os pés se inventam pássaros
voando nos sustenidos
c…

98
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema à morte da última filha de Júlio

assim como te postas
renhida a carne
desabotoas o tempo

no trânsito da tarde
loucas as dessemelhanças
que te puseram em século
de desumanidad…

114
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema de certa indagação

quantifico a vida

e nessa desmedida
tudo que me soma

me divide

nenhum número dirá
o tamanho do que vivo

93
AurelioAquino
AurelioAquino

Da noite em vazão estrita

assim baldia
desconvocas a vida
e, de repente,
renuncias
a todos os mandatos
do dia
à contraluz
refoges da manhã
que te anuncia
e …

98
Tsunamidesaudade63
Tsunamidesaudade63

Só quis ser teu tudo


Adoraria viajar longe do teu olhar,
onde jamais me pudesses ver,
que saísses de dentro do meu ser,
eu Iria para o outro lado do mar,
pra estar bem long…

136
AurelioAquino
AurelioAquino

Das circenses conjecturas do ego

Fica decidido:
tudo que sinto
é o picadeiro
do meu riso

fica decidido:
nenhuma palavra
restará calada
no trapézio da fala

fic…

94
AurelioAquino
AurelioAquino

das vigências do poema e dos braços

o verso
assim resumido
é só um desconforto
dos sentidos

é que os fatos
para dizê-los
há que dos sentidos
construir atropelos
e in…

146
AurelioAquino
AurelioAquino

Pequena ode à coerência

A Wladimir Lênin

Fica o dito como dito

mas que dize-lo tanto

seja preciso
 não apenas
na balsa das palavras
mas no dorso objetivo do ofício.

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AurelioAquino
AurelioAquino

Da saudade e suas direções

É que a saudade é um jeito
que até parece um enredo
de sermos certo do longe
no tardio curso do cedo 
é assim como uma lembrança
de que se guarda o medo…

125
AurelioAquino
AurelioAquino

Palavras a Rita Nunes

de onde não estejas
inventarás um riso enorme
e anunciarás a vida
mesmo na morte

e dos degraus do tempo
em que te convocas
haverá manhãs ris…

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