Poemas

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Poemas publicados

AurelioAquino
AurelioAquino

pequena alusão ao meu País

lavro a esperança

com a mesma magnitude

com que a chuva cria

os mares que não pude

e se não me estranho

é que me permito

ser um impatriota


122
AurelioAquino
AurelioAquino

Odes humanas

o amor

que se pretenda

seja mais vário

do que entenda

as razões por que se quer
tudo aquilo que convenha
e que por ser tamanho
em restr…

116
ANTONIA K
ANTONIA K

Silêncio


A crueza do silêncio
Num retorno congelante da voz
Absolutamente preciso.

Pedaços de gente emoldurando os vitrais
Eternizando  recortes …

322
AurelioAquino
AurelioAquino

odes filosóficas e ditirambos desconexos

I

o princípio

não inicia

apenas esquece em si

o que havia

e é não sendo

como se permitia
construindo a descontrução
do dia.<…

128
AurelioAquino
AurelioAquino

Ode aos 54

aos 54

nada me convoca

a não me sentir ausente

da discórdia

fluo impunemente

pelos vincos da idade

como um barco que ousasse
todos os m…

59
AurelioAquino
AurelioAquino

pequena consciência

primeiro era tanto

de se dizer que possa

um animal inconseqüente
transcender a norma

de parecer-se singular
como eventual resposta
 
prim…

78
AurelioAquino
AurelioAquino

Ode circunstancial e palestina

balas não desenham a tarde
balas apenas descrevem

a indignidade.

balas não são balas
apenas indicam
uma morte desnecessária.
 
o menino
<…

139
AurelioAquino
AurelioAquino

Ode definitiva a Reich

minha emoção
preside

a assembléia geral
do que eu não tive
 
minha razão

assume

todo e qualquer futuro
que me pune
 
hei …

100
AurelioAquino
AurelioAquino

pequena dialética

nada do que é pronto
me convoca

se não trago o caminho
como resposta
 
é que caminhar

é todo o encontro
de dizer construído
o que …

81
Frederico de Castro
Frederico de Castro

Ondas e maresias



Deixem-me afogar nestas ondas e marés tão apaziguadas
Deixem-me sacudir esta fé que em mim renasce assolapada
Capaz até de excomungar toda a solidão s…

167
AurelioAquino
AurelioAquino

ode desenfreada de amor ao povo

coletiva a mente

constata a exatidão

de que não há por povo

o que se queira não

todo povo é resultado

de uma razão diferente

que não se encon…

93
sofiameireles
sofiameireles

CHAMADO DE PAZ

CHAMADO DE PAZ

 

Em paz, a vida pode melhorar,

O esforço inútil da crença,

De que tudo ilude.

 

A mesmice de um…

46
AurelioAquino
AurelioAquino

Ode de infância em passo

A pipa que eu soltava

era um sonho encabrestado

tudo que era de mim

voava tanto

que meus olhos projetavam

os futuros todos da vida
embrulhado…

160
AurelioAquino
AurelioAquino

Ode ao não-ser

minha paixão não permite

que meu horizonte seja um dia
posto em cabides

minha paixão não admite

que o inverso de mim

seja somente o que não tive

77
Claudio Silveira
Claudio Silveira

Areias do Tempo


AREIAS DO TEMPO.
Claudio Silveira

O tempo que termina
sem pena extermina
da casa elimina
da vida contamina.

O tempo que nã…

315
AurelioAquino
AurelioAquino

ode a Havana no 495o urbano tempo

assim espalhada

nos ombros da américa
argumentas um traço

de urbana lógica:
paredes serão o limite
nas urgências da história
 
cidade não…

87
AurelioAquino
AurelioAquino

Espaço

meu âmbito

é estar em trânsito

e anunciar-me à vida
e nem tanto

e nem me ser adrede
em cada pranto

por cada grão de riso
que encontre

132
AurelioAquino
AurelioAquino

na minha morte

na minha morte

estarei presente

mesmo que não a tenha
compreendido

habitarei o fogo

em carne e ossos

e desabitarei a vida

o melhor que possa.
 

151
AurelioAquino
AurelioAquino

excertos do tempo

não há um tempo

de dizer as horas

na compreensão intensa 
dos momentos

não há um tempo

de demoras

quando vamos levando

a consciência

é que a vida …

117
AurelioAquino
AurelioAquino

memento

Nem mais uma excelência
entre no paraíso

sem antes que provar se tenha
que haja combatido
 
nem mais uma excelência
entre no paraíso

sem …

111
Frederico de Castro
Frederico de Castro

Sem abrigo



Sem abrigo o silêncio fenece e no seu jazigo
Enterra-se o tempo solitário quase rendido
Paz a cada eco funesto e tão arrependido

Sem rosto as pa…

159
AurelioAquino
AurelioAquino

dos viveres das gentes

quando se vive
humanamente

a vida sempre inventa

de inventar a gente

é que lhe invade um jeito
de ser completamente.
 

54
Frederico de Castro
Frederico de Castro

Murmúrios da maresia



Suspira a maresia aconchegada no litoral
Das emoções exuberantes…tão embirrantes
Ali me deleito com brandas memórias sempre galvanizantes

Ouço a…

128
Antonio Danilo Herculles
Antonio Danilo Herculles

Do saber: Esquecimento e Alegria

Declaro minha admiração
Aquele que sabe e fica sabendo.

Pois eu sei que não sei,
e muito menos me encontraria
em um lugar de ficar sabendo.

…

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