Lista de Poemas
Poemas publicados
Transeunte da vida
E no avesso da alma
assim meio escondido
o tempo abre um espaço
do tamanho do infinito
para inventar as delícias
de navegar os sentidos.
dos franzidos da vida
curvo,
o espaço é tempo
do seu uso
curvo,
o tempo é um espaço
ancorado no mundo
Dos rumos do verso em mares intensos
poemas
são verbos à deriva
esperando navegantes
que os devolvam à vida
ao poeta
simplesmente
resta apontar os verbos
àquilo que se sent…
Larguras e tempos
sobro
de tudo que me cabe
a vida é sempre maior
do que se sabe
e nem lhe reste
a contradição
de conformar-se cedo
com o que é tarde.
Das nervuras dos quadrantes
Nada é absoluto
o tempo não teria espaço
para decretar-se em tudo
nada é restrito
o todo sempre cabe
em cada infinito
a gente é que d…
Pequena alegoria de capitalista trama
a bolsa
sem valores
desagua no povo
suas dores
e a multidão
desarma
os cifrões da vida
pela alma
Das tangências inexatas
cavaleiro de mim
invento em tudo
essa mania enorme
de tanger o mundo
é que viver é quase assim
um incompleto absurdo
Das andaduras do ecológico drama
A mata
declara
o cheiro da vida
pela alma
o índio
nos ombros da mata
inventa os futuros
pelas tabas
o sistema
adredeme…
Das reminiscências luminosas
No olho
a luz informa
que o universo é pouco
para conter o óbvio.
A luz sempre será
um infinito inócuo
tudo que lhe é sombra
será lógico,
Dos eflúvios recorrentes da luta
de novo o tempo
será do povo
ainda que as horas
perdurem baldias pela memória
nada que tanja a vida
engravida sem a história
ao homem cabe …
pequena intrusão lacaniana
trago-me do outro
em demandas
como um espelho
dos eus que me mandam
explícito
deixo-me intruso
nas pulsões que invento
e desuso
<…
Dos cálculos de mim
na matemática de mim
me multiplico
tudo que divido
é meu ofício
sou a equação informe
dos cálculos que vivo
Do futuro e suas vagas
o povo ausculta
nos ombros da praça
o ruído da luta
comício de tudo
o verbo disputa
as razões urgentes
de todas as culpas
e nos …
Das fímbrias da gente
A vida
é um ajeitar-se frequente
nem tudo que se vive
às vezes se sente
é que sobram emoções
nos alforjes da gente.
Da dosimetria onírica de mim
meu sonho
nem se culpa
de sonhar-se sempre
em plena luta
é que lhe sobra
uma aventura inata
um despejar-se coletivo
pelo vão das praças…
Reminiscências do futuro
o futuro,
constantemente,
inventa minha saudade,
de repente
é como assim um desembrulhar
do sonho que se sente.
Dos modos e jeitos
É que no peito da rua
a liberdade acalma
o alvoroço da luta
o drapeado da alma
é assim um discurso
transcrito pelas calçadas
nos ombros larg…
dos males em trânsito
o mal
é só um bem
que teima em não sê-lo
fora só um mal
não poderia cabê-lo
na estreiteza do gesto
de fazê-lo
o bem é só um jeito
Pequena digressão militante
seja do povo
e da revolução
o cartório preventivo
da nação
é que a história
sempre tramita
entre os gritos do povo
a esperança, a luta…
Dos alvoroços públicos e privadas doações
no alvoroço da história
nos ombros das avenidas
do gosto assim do futuro
o povo inventa a vida
e nesse roldão exato
que se avoluma no peito
…
Dosimetria da vigência humana
e pelas franjas da alma
a vida é só o esforço
um completar-se de si
na esperança do outro
ninguém é humano sozinho
nas cordilheiras da vida
…
Solilóquio em torno da presença
A solidão
é só um jeito
de quem não se traz
dentro do peito
vivê-la
é exercício
de trazer-se à força
nas demandas do riso
a…
Das dúvidas das horas
O infinito
é só um salto
que o tempo teima em dar
pelo espaço
tudo que lhe tange
é passeata
e a exata compleição
do que prolata
com esse…
Das minúcias do viver
lúdico
tudo me joga
público
andante
de mim
súbito
deixo os repentes
em que me uso
como uma jangada
adernada
nos mares que curso.