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Tulypa
Tulypa

O Amor é minha decisão

O amor é minha decisão
 E eu decido amar, amar, amar, amar... sou mulher intensa e apaixonada, mas cheguei a conclusão de que os sentimentos são bonitos demais para que eu…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Das medidas e dos enredos

a medida de mim
é sempre o povo
tudo que me faz humano
é o jeito do outro
e uma ligeira compreensão
do que é novo.

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AurelioAquino
AurelioAquino

Do poema e seu transcurso

O poema
é uma guerrilha avulsa
tudo que lhe tange
é o discurso
entre a certeza do verbo
e a incerteza da luta
a que os humanos se prestam
na …

103
AurelioAquino
AurelioAquino

Do capital e suas rugas

o capital tramita
entre a fome do povo
e a polícia
tudo que lhe tange
é lucro
da recorrência parasita
 
monetariamente
a fome multiplica<…

173
AurelioAquino
AurelioAquino

O curso da utopia e sua gesta

a utopia
é um grande murro
que se dá no presente
com os punhos do futuro
 
e vige como um abraço
atravessado em tudo
nas ranhuras do passado<…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Ao Cavaleiro da Esperança

Camarada Prestes,
a esperança ainda cavalga
os corcéis que o povo
tange e inventa pela alma
 
dos seus mergulhos
entornada pelos tempos
a re…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Das conjunturas e dos caminhos

ao fascismo
dê-se a vazão
de esgoto falido
da razão
 
à história
dê-se a compleição
do povo inventando
a rebelião
 
a liberdad…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Das correntes e medidas do amor

ao amor
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
 
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegand…

146
AurelioAquino
AurelioAquino

Do poema e seus limites

antigo
meu verso não diz mais
do que eu consigo
 
é que dizê-lo tanto
é mais indício
de que a palavra é sempre
um precipício
onde descamb…

136
AurelioAquino
AurelioAquino

Nos escaninhos do devir

a história
caminhando pelas praças
constrói os tempos das árvores
e o destino das massas
 
todas as dores do povo
embrulhadas em sua face
no a…

146
AurelioAquino
AurelioAquino

Da alma e sua ingerência intransitiva

Minha alma
é só um jeito
que a vida teima em dar
quando não creio
é coisa que se diz tão tanta
que chega a montar-se em gritos
na esperança
qu…

216
AurelioAquino
AurelioAquino

Das rasuras oníricas da vontade

O sonho
é só um jeito
de navegar o mundo
dentro do peito
 
mesmo profética
a vontade de sonhar manifesta
os descuidos que guarda
em sua g…

153
AurelioAquino
AurelioAquino

Da metragem temporal das normas

o relógio não leva o tempo nas costas
nós é que medimos os ponteiros das demoras
como a inventar um jeito manso
de arrumar o destempero das horas
 
é co…

118
AurelioAquino
AurelioAquino

da confluência dialética do futuro

o tempo
é um espaço disfarçado
minutos, larguras e metros
são quilos do mesmo fardo
tudo que lhes medem
é a constância do abraço
 
é como se o…

205
AurelioAquino
AurelioAquino

Poema paisagem

pelo azul
de mar em tanto
a jangada escreve
o vento e a vida
como se fora um verso
de todas as partidas
e os encontros
que a vela alinhava

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AurelioAquino
AurelioAquino

Pequena alusão aos tempos do espaço e a perene desavença humana

O infinito
não é só espaço
há um tempo embutido
em seu descampado
depois de si
traz outros infinitos
que desabotoam a razão
e todos os sentido…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Das certezas em torno do futuro

na luta e na madrugada,
a esperança é apenas
uma certeza adiada
as ansiedades do tempo
só  alargam sua estrada
 
é que os verbos que a tangem

133
AurelioAquino
AurelioAquino

Dos trânsitos da vida

A prostituta
instaura o trânsito
em suas curvas
tráfego de gente
e de culpas
 
jangadas de um amor baldio
navegam  sua luta.

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AurelioAquino
AurelioAquino

Ode ao Rio São Francisco

dito rio como santo
francisco, viés de tanta vida,
talvez te queiras retrato
de todas as avenidas
nesse aconchego das àguas
em que desajeitado deslizas<…

144
AurelioAquino
AurelioAquino

Do sonho e sua fluência

o sonho
nunca acaba
o homem é que esquece
de tange-lo pela alma
 
sua ilusão
é inexata
tudo que lhe tange
é a prática
 
seus ma…

115
AurelioAquino
AurelioAquino

Das andanças ainda oníricas do tempo

na garupa do sonho
sitiado pela vida
o homem adormece
todas as feridas
 
nada do que lhe é bastante
o é em tal medida
que não se farte dos inf…

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AurelioAquino
AurelioAquino

Pequeno poema

nos debruns da vida
quem sabe?
há um retrato inteiro
da liberdade
 
é apenas escrevê-la
nos ombros da vontade
e bater o coração
pela cidade

143
AurelioAquino
AurelioAquino

pequena ilustração da luta

a vida, assim, fluirá adredemente
pelo curso que se forje como rumo
e inventará os nuncas e os sempres
que determinam a vigência do seu prumo.
 
e na in…

129
AurelioAquino
AurelioAquino

Da dialética manhã dos meus instintos

sou e não sou
como me sinto.
avesso do sonho: rebelião,
eis a minha síntese
 
tudo que me tange
é a construção da paz
e o vermelho do sangue

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