Poemas

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Poemas publicados

AurelioAquino
AurelioAquino

Do mar e tudo

No cartório de tuas águas
decretas a revolução
com a mesma simplicidade
com que habitas teu vão
 
no depósito de tuas lógicas
invades a contradição…

161
AurelioAquino
AurelioAquino

Das razões estratégicas dos sentidos

A prática
me divide
quando a teoria
resta apenas
como cabide
onde penduro a vida
nos fatos e nas crises
 
a estratégia
é matéria pr…

119
AurelioAquino
AurelioAquino

Das vividas mortes

a morte desafia
as léguas em que tramita
como quem finge, sorrindo,
a tristeza pela vida.
 
e dá-se à empáfia
de aboletar-se na vida
e coabita…

151
AurelioAquino
AurelioAquino

Do tempo em vazão corrente

Antigamente
eu tinha uns hojes diferentes
é que eu nem sempre punha
algum futuro no presente
 
hoje
adredemente
vivo num futuro
quase sem…

103
AurelioAquino
AurelioAquino

Indagação

por que suicida
se eu morro em mim
milhões de vidas?
 
por que calar
se a palavra insiste
em ser um mar?
 
por que fugir
dessa dispu…

130
AurelioAquino
AurelioAquino

da crise e suas conformidades

a crise
é apenas um alvoroço
da história
tudo que lhe tange
é resposta
 
o povo é só a chave
de abrir suas portas.

123
AurelioAquino
AurelioAquino

Das andaduras do tempo

Do século passado
trago-me infante ao futuro
com as dúvidas nas mãos
e as certezas no discurso
 
nada do tempo
me limita e invade
palavras são…

113
AurelioAquino
AurelioAquino

Da confluência da vida

Do lado esquerdo do peito
nada como ser subversivo
e gastar o jeito da vida
nas léguas todas do riso.
 
O futuro é uma bandeira exata
para quem viv…

198
AurelioAquino
AurelioAquino

Ciranda do povo

é na ciranda do povo
que se dança o futuro
cada passo é um abraço
no peito de todo o mundo
 
é como se fosse uma usina
de fabricar sentimento
…

297
AurelioAquino
AurelioAquino

Dos passados futuros

A utopia só é sonho
enquanto não havia
assim montada na luta
nos ombros da alegria
 
é que o futuro
com que não se lida
desmancha o tempo do h…

153
AurelioAquino
AurelioAquino

Dos dizeres do porvir em rasa cena

O futuro não é um tempo
é quase um rescaldo
daquilo que sobrou
do jeito do passado

e no tanger que damos
à sua infinita estrada
é só encontra…

108
AurelioAquino
AurelioAquino

Da inexata armação da vida

a  vida
é inexata
tudo que lhe mede
falta
 
e é assim, por tê-la aos saltos
que as réguas do mundo
sempre lhe faltam
 
viver é só um…

101
AurelioAquino
AurelioAquino

Da extrema condição da vida

Ao Camarada Moses Mabida
 
Na cordilheira dos andes
brutalmente descansada
eu vi a noite que trazias arquivada
no vão da tua face
 
eu vi a im…

129
AurelioAquino
AurelioAquino

Das navegações e outros rumos

navegante,
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sent…

112
AurelioAquino
AurelioAquino

Da morte vivida em trânsito

A morte é somente
uma vida diferente
o morto vive nos outros
assim tão impunemente
que nos alvoroços do tempo
e nas paredes da mente
a gente sonha …

130
AurelioAquino
AurelioAquino

De mim e outros

Sujeito de mim
me desconvoco
das diferenças do outro
em que me olho
 
tudo que leva a mim
é quase lógico
resta apenas a luta
e um desejo …

125
AurelioAquino
AurelioAquino

Da liberdade em contrita apreciação

Nem se nota
mas por trás de cada liberdade
há uma porta
 
e só se é livre
em revolta
lavradas as contradições
de cada porta
 
e de s…

122
AurelioAquino
AurelioAquino

Da franja exata da certeza

ao povo de-se a metragem
de léguas tão consentidas
que dizem como nascentes
os matadouros da vida
e que por te-lo ausente
da simetria do tempo
poss…

196
AurelioAquino
AurelioAquino

Novamente o tempo

Ao tempo
dê-se a impressão
de parecer-se exato
apesar de não
e que sua textura
revele a consistência
de tudo que não se cobra
nos desvãos da c…

189
AurelioAquino
AurelioAquino

Do amor que se pretenda

Do amor que se pretenda
ouse mais do que decida
e que esteja sempre infante
ao redor do tempo e da vida
 
que o amor que se pretenda
nunca exato se…

108
AurelioAquino
AurelioAquino

Das esquinas do verso

O poema
é só um grito
que joga o poeta
no colo do infinito
 
a palavra
é o armistício
da emoção lançada
como arbítrio
 
vive-lo…

130
AurelioAquino
AurelioAquino

Da luz gestante

no olho
a luz informa
que o universo é pouco
pra conter o óbvio
a luz sempre será
um infinito inócuo
tudo que lhe é sombra
será lógico
po…

142
AurelioAquino
AurelioAquino

Do verso em flagrante andar

exerço o verso
como me cometo
coisa de palavra e som
ou quase jeito
de inventar a vida
num degrau do peito
 
exerço o verso
como que inve…

122
AurelioAquino
AurelioAquino

Das andaduras do tempo nos ombros do povo

à primeira hora
nada deriva
do que se tem à mão
como uma vida
o tempo gasta a si
impunemente
como uma cachoeira
de carne e vivente
 

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