Lista de Poemas

Porque assim o furto, como o adultério, tem por objecto o alheio: o adultério, a mulher alheia; o furto, a fazenda alheia; e assim como o tomar a mulher alheia é adultério de torpeza, assim o tomar a fazenda alheia é o adultério da cobiça.

 

33

Oh! Quanta diferença há entre as apreciações do mais sapientíssimo, filosofando de longe sobre coisas distantes, e as de outro menos douto que, de perto, na sua presença, vê as coisas como elas são.

 

38

O ver e o chorar são os dois ofícios dos olhos, mas são ofícios incompatíveis no mesmo tempo: enquanto vêem não podem chorar; e se querem chorar hão-de deixar de ver.

 

35

Não devemos condenar os amigos pela informação dos inimigos.

 

39

A quem dá a cobiça as dignidades e a quem as tira? Dá-as a quem vê que tem mais, porque recebe, ou espera mais: tira-as a quem vê que tem menos, porque ou não recebe, ou espera menos.

 

39

Quando julgamos os outros, condenamo-nos a nós.

 

36

Não só vos condenam os homens pelo que vós nunca imaginastes, mas condenam-vos pelo que nem eles imaginam de vós.

 

29

Não sei qual é a maior tentação, se a necessidade, se a cobiça.

 

4

Vencer é avantajar-se, competir é medir-se.

 

31

Quem ri atenua e alivia os males; quem chora os crescenta e faz mais sensíveis e pesados; quem ri mostra que são dignos de zombaria; quem chora prova que são dignos de lástima; quem ri por exemplo e por simpatia move a rir; quem chora por exemplo e com razão ensina a chorar; porque, se os meus males são tais que movem a contínuas lágrimas aos outros, quanto mais os devo eu chorar, pois os padeço?

 

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