Citações para inspirar e refletir
O que a água dá, a água levará.
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Quem levou a sua pele ao mercado tem mais direito a mostrar-se sensível do que aquele que lá comprou uma roupa pechinchando.
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Ano de neve, paga o que deve.
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Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por ser digno de ser conhecido.
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Não ponhas o carro à frente dos bois.
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Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
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Deus ajuda quem trabalha, que é o capital que menos falha.
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Não nos devemos entristecer com o que a cultura fez da mulher num trabalho de dois milénios. Um bocadinho de curiosidade remedeia tudo.
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Quando a natureza quer estar a salvo de perseguições, trata de se refugiar na imundície.
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O caminho do verdadeiro amor nunca foi tranquilo.
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O esquecimento das mulheres às vezes é abalado pela discrição dos homens.
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Depois de estar preso, apreciamos as pequenas coisas: poder passear sempre que quisermos, entrar numa loja e comprar um jornal, falar ou optar por permanecer em silêncio. O simples ato de poder controlar.
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Se achares três mil-réis, leva-os à polícia; se achares três contos, leva-os a um banco.
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Hora a hora, Deus melhora.
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Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo.
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Não confio na máquina de impressão quando lhe entrego os meus manuscritos. Como pode um dramaturgo fiar-se na boca de um ator?
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O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira.
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Há mulheres que levam estampadas no rosto mais mentiras do que nele cabem: a do sexo, a da moral, a da raça, a da sociedade, a do Estado, a da cidade e, se forem vienenses, a do bairro e a da rua.
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Adeus! Deus sabe quando nos encontraremos novamente.
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Não entres em briga; mas, uma vez dentro, conduz-te de modo que o oponente te tema.
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Olho azul em português não é sinal de boa rês.
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Na maioria dos seres humanos não avanço até a alma, mas sou assaltado por dúvidas já nas entranhas. Pois não posso acreditar que esse magnífico mecanismo foi criado para compor um grande comerciante, e apenas por meio da autópsia me deixo convencer de que um agiota tem um baço.
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As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos. Eu sou um homem de aparência humilde, mas a ambição me torna grande.
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Contra factos, não há argumentos.
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Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.
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Os cães ladram mas a caravana passa.
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O palavrório é conduzido por milhares de tubos à consciência popular. Um soldado ferido, que certamente jamais lera um livro ou mesmo um jornal, não obstante apropriou-se do tom com que uma consciência tranquila se despede. «Agora posso morrer em paz», disse ele, «hoje matei catorze!»
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O imitador segue os passos do original e espera que em algum momento o segredo da originalidade lhe seja revelado. Porém, quanto mais se aproxima dele, tanto mais se afasta da possibilidade de aproveitá-lo.
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O chiste abraça a realidade e a loucura salta sobre o mundo. Como ainda podemos inventar se atrás de cada carantonha surge um rosto que lhe é igual inclusive na fala? Como podemos exagerar se os factos se transformam em caricatura do exagero? A e B estão em conflito. Diz-se que A praticou um ato ilegal. Porém, visto que por alguma razão não se pode dizer isso em voz alta, o que se diz em voz alta é o seguinte: “O senhor já sabe do ato ilegal que B cometeu mais uma vez?”. Quando se diz isso, não se pensa no facto de B realmente poder tê-lo cometido. Também não se acredita que A, consciente do seu próprio delito, alguma vez pudesse censurá-lo a B, caso este também o tivesse cometido. Não se acredita nisso, pelo menos nesse caso especialmente crítico. Apenas a experiência geral de que algo semelhante por certo já aconteceu, de que se imputou a B aquilo que somente A cometeu, justifica a jocosa confusão: “Imagine só o senhor do que B não é capaz!”. No dia seguinte, publica-se um protesto de A contra o procedimento de B. Este teria cometido exatamente aquele ato ilegal, o pior numa série de crimes semelhantes. Desse modo, o próprio A assume o método parodístico com o qual se atribui a B os pecados de A porque não se tem outra saída. Resta assim apenas a explicação de que ele sentiu remorsos e, na esperança de ser corretamente compreendido, confessou a sua falta sob a forma de uma imputação a B. Caso B realmente tivesse cometido essa falta, A pelo menos deveria perceber a justa compensação e silenciar. O que constitui a comicidade do caso não é a indignação contra aquilo que também se fez, ou que se fez apenas sozinho, mas a exatidão com que A aproveita a distorção intencional empregada pela pessoa cautelosa que precisa dizer B quando se refere à A. Por conseguinte, não se evita apenas dizer a verdade; também se é cauteloso com a mentira, pois ela também é vã e serve no máximo para motivo de farsa.
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Por que tantos me criticam? Porque me elogiam e apesar disso os critico.
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Quem ama a correção ama o saber, quem detesta a correção torna-se imbecil.
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Os familiares de um suicida não lhe perdoam não ter ficado vivo em consideração ao nome da família.
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Os homens graves e melancólicos ficam mais leves graças ao que torna os outros pesados, o ódio e o amor, e assim surgem de vez em quando à sua superfície.
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De boas intenções, está o Inferno cheio.
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Mais vale burro vivo do que sábio morto.
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Tantas cabeças, quantas sentenças.
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O tolo mostra logo a sua raiva, mas a pessoa esperta disfarça a ofensa.
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O estádio mais elevado na cultura moral é quando reconhecemos que devemos controlar os nossos pensamentos.
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Quem não se sente, não é filho de boa gente.
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Quem mal anda, mal acaba.
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O esteta não vive tão longe do político quanto se pensa. Para aquele, a vida reduz-se a uma linha; para este, a uma superfície. O jogo frívolo que ambos praticam deixa-os igualmente distantes do espírito, num lugar em que absolutamente não entram mais em consideração. É trágico ser reclamado por aquele partido quando não se quer saber nada deste, e ter de pertencer a este porque se detesta aquele. Porém, da altura da verdadeira intelectualidade, vê-se a política apenas como uma futilidade estética e a orquídea como uma flor partidária. É a mesma falta de personalidade que leva uns a buscar a vida no conteúdo e outros a buscá-la na forma. Eles nada querem saber um do outro; ambos, contudo, fazem parte do mesmo esfoladouro.
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No elogio há mais impertinência do que na censura.
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O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe.
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Sei que este mundo é governado pela inteligência infinita. Tudo o que nos rodeia — tudo o que existe — prova que existem infinitas leis por trás disso. Não há como negar esse facto. É matemático na sua precisão.
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Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade.
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O homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa alguma, torna-se um covarde.
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Aquele que gosta de ser adulado é digno do adulador.
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Antes de entrar em qualquer ocupação, a preparação diligente deve ser realizada.
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