Citações
Citações para inspirar e refletir
Temos a arte para não morrer da verdade.
30
O gosto da minha morte na boca deu-me perspetiva e coragem. O importante é a coragem de ser eu mesmo.
66
O Homem é uma ponte suspensa no abismo que liga a besta ao Super-Homem.
60
Culpamos as pessoas de quem não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram.
58
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
119
É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.
52
Falar muito de si mesmo pode ser um jeito de esconder aquilo que realmente se é.
58
Sem a música, a vida seria um erro.
62
Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
72
Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.
63
Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
50
Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo.
51
Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.
75
A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança.
55
Não é a força, mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade.
58
Não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não me quero tornar.
174
É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
59
A fé é ignorar tudo aquilo que é verdade.
47
Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.
56
As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.
50
Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo.
60
Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético.
63
Se as minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.
50
Aquilo que não me mata, só me fortalece.
39
Devemos ter uma boa memória para sermos capazes de cumprir as promessas que fazemos.
54
Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o seu veneno.
55
A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade.
78
Saber é compreendermos as coisas que mais nos convêm.
16
A nossa vaidade gostaria que o que fazemos melhor fosse considerado como aquilo que mais nos custa. Para explicar a origem de certas morais.
42
Amamos a vida não porque estamos habituados à vida, mas a amar. Há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre também alguma razão na loucura.
56
Assistindo a uma morte, constantemente nos surge um pensamento que reprimimos de imediato, por um falso sentimento de decoro: o de que o ato de morrer não é tão significativo como pretende o respeito geral, e de que provavelmente o moribundo perdeu coisas mais importantes na vida do que o que está para perder. O fim, no caso, certamente não é a meta.
57
Um homem de virtuosas palavras nem sempre é um homem virtuoso.
58
Todo grande amor traz consigo o cruel pensamento de matar o objeto do amor, para subtraí-lo de uma vez por todas ao sacrílego jogo da mudança: pois o amor tem mais receio da mudança que do aniquilamento.
69
Um casamento no qual cada um quer alcançar um objetivo individual através do outro conserva-se bem; por exemplo, quando a mulher quer tornar-se famosa através do homem, e o homem quer tornar-se amado através da mulher.
68
Em geral as mulheres amam um homem de valor como se o quisessem ter apenas para si. Bem gostariam de o trancar a sete chaves, se isto não contrariasse a sua vaidade: pois esta requer que a importância dele seja evidente também para os outros.
58
Raparigas inexperientes lisonjeiam-se com a ideia de que está ao seu alcance tornar um homem feliz; mais tarde aprendem que é menosprezar um homem supor que basta uma rapariga para o fazer feliz. — A vaidade da mulher exige que um homem seja mais do que um marido feliz.
66
O que é o amor, senão compreender que um outro viva, aja e sinta de maneira diversa e oposta da nossa, e alegrar-se com isso? Para superar os contrastes mediante a alegria, o amor não pode suprimi-los ou negá-los. — Até o amor a si mesmo tem por pressuposto a irredutível dualidade (ou pluralidade) numa única pessoa.
123
É preciso que toda pessoa se conduza como se estivesse a ser observada por dez olhos e apontada por dez mãos.
51
Após uma desavença e disputa pessoal entre uma mulher e um homem, uma parte sofre mais com a ideia de ter magoado a outra; enquanto esta sofre mais com a ideia de não ter magoado o outro o bastante, e por isso se empenha depois, com lágrimas, soluços e caras feias, em lhe amargurar o coração.
58
Um homem enraivecido está sempre cheio de veneno. Se não encontrar onde o derramar, irá derramá-lo dentro de si mesmo.
55
A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los.
46
Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância.
60
Com a perspectiva segura da morte, uma deliciosa, odorosa gota de leviandade poderia ser mesclada a cada vida — mas vós, estranhas almas de farmacêutico, dela fizestes uma gota de veneno de mau sabor, com que toda a vida se torna repugnante!
49
A: «Afasta-se cada vez mais dos que vivem: logo eles o apagarão das suas listas!» — B: «É a única maneira de partilhar o privilégio dos mortos.» — A: «Que privilégio?» — B: «Não mais morrer.»
48
Ao iniciar um casamento, o homem deve colocar-se a seguinte pergunta: acredita que gostará de conversar com esta mulher até à velhice? Tudo o resto no casamento é transitório, mas a maior parte do tempo é dedicada à conversa.
78
O amor deseja, o medo evita. Por causa disso não podemos ser amados e reverenciados pela mesma pessoa, não no mesmo período de tempo, pelo menos. Pois quem reverencia reconhece o poder, isto é, teme-o: o seu estado é de medo-respeito. Mas o amor não reconhece poder algum, nada que separe, distinga, sobreponha ou submeta. E, como não reverencia, pessoas ávidas de reverência resistem, aberta ou secretamente, a serem amadas.
44
Nós somos, por amor, grandes infratores da verdade e inveterados ladrões e receptadores, deixando passar por verdade mais do que o que nos parece verdade — por isso o pensador deve, de quando em quando, afugentar as pessoas que ama (não serão exatamente aquelas que o amam), para que mostrem seu ferrão e sua maldade e parem de seduzi-lo. Assim, a bondade do pensador terá a sua lua crescente e a sua lua minguante.
53
Não há no mundo amor e bondade bastantes para que ainda possamos dá-los a seres imaginários.
60