Citações
Citações para inspirar e refletir
As piores dificuldades de um homem começam quando ele se habilita a fazer como prefere.
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Nada suscitou nos homens tantas ignomínias como o dinheiro. É capaz de arruinar cidades, de expulsar os homens dos seus lares; seduz e deturpa o espírito nobre dos justos, levando-os a acções abomináveis. Ensina ao mortal os caminhos da astúcia e da perfídia, e o induz a realizar obras amaldiçoadas pelos deuses.
28
Eu não consigo encarar sem desconforto a ideia da vida sem trabalho; o trabalho e o livre jogo da imaginação são para mim a mesma coisa, eu não derivo prazer de mais nada.
56
Trabalhar pelo preço oferecido por outro e para o lucro deste, sem interesse algum pelo trabalho — sendo o preço do trabalho ajustado pela competição hostil, com um lado pedindo o mais possível e o outro pagando o menos que puder —, não é, mesmo quando os salários são elevados, um estado satisfatório para seres humanos de inteligência cultivada, que deixaram de julgar-se inferiores àqueles a quem servem.
68
Quando as necessidades prementes estão satisfeitas, o homem volta-se para o universal e o mais elevado.
55
É sempre coisa interessante esse reflexo da alegria do rico no fundo do olhar do pobre.
53
Na sociedade civilizada, o mérito jamais o servirá tão bem como faz o dinheiro. Cada um pode fazer o experimento por si. Vá até a rua e ofereça a um homem uma preleção sobre moralidade, a outro um shilling, e daí observe qual dos dois o respeitará mais.
53
Especialistas sem espírito, sensualistas sem coração — e esta nulidade se considera, ainda por cima, o supra-sumo da civilização.
63
Se nenhuma quantidade de água conseguisse saciar a sua sede, consultaria um médico. Que dizer do facto de que, quanto mais possui, mais quer? Não seria o caso de procurar aconselhamento?
41
Por meios honestos se conseguires, mas por quaisquer meios faz dinheiro.
63
É muito mais difícil aceitar de bom grado a pobreza quando se tem de ser pobre do que quando se poderia também ser rico.
26
É mister limitar a correria sem direção praticada pela maior parte dos homens, zunindo em meio às casas, teatros e mercados. [...] Essas pessoas irrequietas não se agitam por causa de trabalho, mas ficam mentalmente transtornadas devido a ideias equívocas, pois mesmo elas não se movimentam sem esperança. Excitem-se com a aparência exterior de alguma coisa, e as suas mentes atormentadas não são capazes de discernir a sua futilidade.
68
Considere qualquer pessoa a vastidão da diferença entre a vida dos homens em alguma das nações mais civilizadas da Europa e na região mais bárbara e selvagem da Nova Índia. Ela concluirá que diferem a tal ponto que se pode justificadamente afirmar que “o homem é um Deus para o homem”, não apenas devido à assistência e ao benefício, mas também no contraste das suas condições. E isso se deve não ao solo ou ao clima ou às qualidades corporais, mas ao engenho.
54
A nossa época, embora fale tanto de economia, é esbanjadora: esbanja o que é mais precioso, o espírito.
61
Três quartos das demandas existentes no mundo são românticas; baseadas em visões, idealismos, esperanças e afeições; e a regulagem da bolsa é, em essência, a regulagem da imaginação e do coração.
49
A que não obrigas o coração, ó execranda fome de ouro [ auri sacra fames ]?
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A pobreza resulta do aumento dos desejos do homem, não da diminuição da sua propriedade.
65
Entre os selvagens [da América do Norte] não existem proprietários de terra, nem usurários, nem coletores de impostos, de modo que cada um dispõe integralmente dos frutos do seu próprio trabalho e, portanto, deveria desfrutar da maior abundância, mas isso está muito longe de ser o caso.
74
Quanto menos tempo uma sociedade requer para produzir trigo, gado etc., mais tempo ela ganha para outras formas de produção, material ou mental. Assim como no caso de um indivíduo, a multiplicidade do seu desenvolvimento e a satisfação dos seus desejos e a sua atividade dependem da capacidade de economizar o tempo. Economia de tempo, a isso toda a economia em última instância se reduz.
33
A labuta contínua torna-se mais fácil de suportar à medida que nos habituamos a ela.
52
O comércio é natural e, portanto, vergonhoso. O menos vil de todos os comerciantes é o que diz: “Sejamos virtuosos, já que assim ganharemos mais dinheiro que os tolos desonestos”. Para o comerciante até a honestidade é especulação financeira.
64
O melhor dos bens é o que não se possui.
20
Considero feliz a pessoa que, quando o assunto em questão é o sucesso, olha para o seu trabalho em busca de resposta, e não para o mercado, para a opinião alheia ou para quem a financia.
46
Todos os homens se dividem, em todos os tempos e também hoje, em escravos e livres; pois aquele que não tem dois terços do dia para si é escravo, não importa o que seja: estadista, comerciante, funcionário ou erudito.
77
O rei de um vasto e fértil território [na América do Norte] alimenta-se, veste-se e mora pior que um trabalhador diarista na Inglaterra.
54
O que debilita mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir sem uma necessidade interna, sem uma profunda escolha pessoal, sem alegria, como um autômato do “dever”? Chega a ser uma receita para a decadência e até mesmo para a imbecilidade.
32
Embora a perseverança e a agilidade de um indígena despertem a nossa admiração, tais atributos, no entanto, não são capazes de lhe fornecer as comodidades de que desfruta um mendigo errante numa nação civilizada.
51
Para aqueles que lutam pelo pão diário, o ócio é um prémio longamente antecipado — até que o conquistam.
58
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco.
84
A grande vantagem da origem nobre é que permite suportar melhor a pobreza.
63
Quanto mais os homens se erguerem acima da pobreza e de uma vida de expedientes, mais a decência prevalecerá na sua conduta e a sobriedade nos seus sentimentos.
69
Em consequência da cobiça invejosa, poucos são os que podem dizer que tiveram uma vida feliz. [...] Será mesmo necessário que todos, por causa da ganância, vivam contrariados consigo mesmos e invejosos dos que têm outras ocupações?
53
Existem sem dúvida certas coisas à disposição do operário moderno que até mesmo Luís xiv teria se deleitado em possuir caso pudesse obtê-las, como, por exemplo, os produtos modernos de higiene dentária. […] A rainha Isabel possuía meias de seda. O aporte capitalista não consiste, normalmente, em produzir mais meias de seda para rainhas, mas em colocá-las ao alcance das moças das fábricas, como recompensa por seu esforço continuamente decrescente.
59
Só me interessam os bens que despertam no populacho a inveja de mim por possuí-los.
58
O desejo pela riqueza, quando não é limitado pela saciedade, é muito mais difícil de suportar que a mais extrema pobreza, pois maiores desejos geram maiores carências.
69
Enquanto não o possuímos, o objeto do nosso desejo parece maior que qualquer outra coisa. Porém, tão logo usufruímos dele, ansiamos por algo distinto com a mesma sofreguidão.
49
O pobre é constrangido a regatear a sua dor. O rico exibe a sua por inteiro.
56
No presente estágio do progresso humano, quando ideias de igualdade se disseminam dia a dia entre as classes mais pobres, e não mais podem ser tolhidas por qualquer coisa além da total supressão da discussão impressa e até mesmo da liberdade de expressão, não se deve esperar que a divisão da raça humana em duas classes hereditárias, empregadores e empregados, possa ser mantida permanentemente.
62
sir robert chiltern: Quando os deuses nos querem punir, atendem às nossas preces.
50
São assim os homens; as águas que passam, e os ventos que rugem não são outra coisa.
58
Foram as coisas reais ou as coisas imaginadas que mais contribuíram para a felicidade humana? É certo que a amplidão do espaço entre a suprema felicidade e a mais profunda infelicidade foi criada apenas com o auxílio das coisas imaginadas. Esse tipo de sentimento do espaço, então, vem sendo reduzido cada vez mais pela ação da ciência: do mesmo modo que dela aprendemos a perceber a Terra como pequena, e o próprio sistema solar como simples ponto.
49
A virtude não iria longe se a vaidade não lhe fizesse companhia.
43
O que provoca inconstância é a constatação de que os prazeres presentes são falsos aliada à falta de constatação de que os prazeres ausentes são vãos.
62
Se alguma vez chegamos a admitir as nossas deficiências, fazemos isso por vaidade.
52
Não é coisa fácil decidir se nossa época se caracteriza pelo excesso ou pela míngua de crença.
61
Quer dizer que me contradigo? Pois bem, então me contradigo (sou vasto, abrigo multidões).
93
Os mais fortes juramentos são palha para o fogo nas veias.
54
A autoconfiança é o primeiro requisito para qualquer empresa. Mas aquele que forma a opinião que tem de si mesmo em isolamento, sem conhecer o poder de outros homens, está muito sujeito a errar. Contudo, a felicidade de [Alexander] Pope era saber avaliar o seu mérito pelo seu real valor. Como ele mesmo confessa, ele “se tinha a si próprio como o maior génio que jamais existiu”.
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