Citações
Citações para inspirar e refletir
A confiança que temos em nós gera em grande parte a que temos nos outros.
51
Só criticamos o vício e só louvamos a virtude por interesse.
13
A justiça não é senão um vivo receio de que nos retirem o que nos pertence; daí vêm essa consideração e esse respeito por todos os interesses do próximo, e essa escrupulosa aplicação em não lhe causar nenhum prejuízo; tal receio retém o homem nos limites dos bens que deve ao nascimento ou à fortuna, e sem o qual ele usurparia continuamente os outros.
41
Na adversidade de nossos melhores amigos sempre achamos algo que não nos desagrada.
54
Os mais sábios o são nas coisas indiferentes, mas quase nunca o são em seus negócios mais sérios.
48
Insultamos a injustiça não pela aversão que lhe temos, mas pelo prejuízo que nos causa.
52
A sinceridade que os amantes se pedem para saber um e outro quando deixarão de se amar é bem menos por quererem estar avisados de quando já não se amarão do que para estarem mais seguros de que são amados quando não se diz o contrário.
41
A magnanimidade é um nobre esforço do orgulho que torna o homem senhor de si para torná-lo senhor de todas as coisas.
42
É bem difícil distinguir a bondade geral, e comum a todos, da grande sagacidade.
49
Os filósofos, e Sêneca em especial, não eliminaram os crimes com os seus preceitos: apenas os empregaram na construção do orgulho.
64
Nos juízes moderados, a justiça não é mais que o amor à sua elevação.
46
Há coisas belas que têm mais brilho quando permanecem imperfeitas do que quando são demasiado perfeitas.
44
O amor-próprio impede que quem nos adula jamais seja aquele que mais nos adula.
40
A imitação é sempre infeliz, e tudo o que é contrafeito desagrada com as mesmas coisas que encantam quando são naturais.
60
A maior habilidade dos menos hábeis é saber submeter-se ao bom governo dos outros.
48
Jamais confessamos os nossos defeitos senão por vaidade.
46
O amor é para a alma de quem ama o que a alma é para o corpo que anima.
51
A modéstia, que parece recusar os elogios, não é efetivamente senão um desejo de receber outros mais delicados.
45
É uma espécie de felicidade saber até que ponto devemos ser infelizes.
50
A sobriedade é o amor à saúde, ou a impossibilidade de comer muito.
54
A verdade é o fundamento e a razão da perfeição e da beleza; uma coisa, qualquer que seja sua natureza, não seria bela e perfeita se não fosse verdadeiramente tudo o que deve ser e se não tivesse tudo o que deve ter.
56
A cegueira dos homens é o efeito mais perigoso do seu orgulho: serve para o nutrir e aumentar, e retira-nos o conhecimento dos remédios que poderiam aliviar as nossas misérias e curar os nossos defeitos.
44
É mais fácil render-se ao amor quando não o temos do que desfazer-se dele quando o possuímos.
45
A ferocidade natural produz menos cruéis do que o amor-próprio.
47
Não encontramos no homem o bem nem o mal em excesso.
50
Para podermos ser sempre bons é preciso que os outros acreditem que nunca podem ser impunemente maus conosco.
46
Não podemos responder pela nossa coragem quando nunca nos vimos em perigo.
46
A mais sutil loucura nasce da mais sutil sabedoria.
57
Nunca esquecemos melhor as coisas do que quando nos cansamos de falar delas.
42
A mais justa comparação que se pode fazer do amor é com a febre; não temos poder sobre um nem sobre outro, seja por sua violência ou por sua duração.
44
Para poder responder por nossas ações futuras precisaríamos poder responder por nosso destino.
57
Não temos mais razão quando já não esperamos encontrá-la nos outros.
39
As grandes almas não são as que têm menos paixões e mais virtude que as comuns, mas as que têm maiores desígnios.
42
O luxo e a exagerada civilidade nos Estados são o presságio garantido de sua decadência, porque como todos os particulares se apegam a seus próprios interesses, eles abandonam o bem público.
38
Os que gostariam de definir a vitória pelo seu nascimento ficariam tentados a chamá-la como os poetas de filha do Céu, pois não se encontra a sua origem na terra. Efetivamente, ela é produto de uma infinidade de atos que, em vez de a terem como objetivo, visam somente os interesses particulares dos que os fazem, pois todos os que compõem um exército pensam na sua própria glória e elevação e causam um bem tão grande e tão geral.
26
Há uma revolução geral que transforma o gosto dos espíritos tanto quanto os destinos do mundo.
36
Pode-se dizer de todas as nossas virtudes o que um poeta italiano disse da honestidade das mulheres, que muitas vezes não é outra coisa senão uma arte de parecer honesta.
43
Não distinguimos as espécies de cólera, embora haja uma leve e quase inocente, que vem do ardor da compleição, e outra mais criminosa, que é propriamente o furor do orgulho.
55
A pompa dos enterros atende mais à vaidade dos vivos que à honra dos mortos.
33
A maioria das mulheres rende-se mais por fraqueza que por paixão; daí resulta que, em geral, os homens atrevidos têm mais sorte que os outros, embora não sejam mais apreciáveis.
60
Os incapazes de cometer grandes crimes não os suspeitam facilmente nos outros.
52
Muitas vezes nos consolamos de ser infelizes por um certo prazer que sentimos em parecê-lo.
43
Nunca somos tão infelizes como pensamos, nem tão felizes como tínhamos esperado.
48
No amor, amar pouco é um meio seguro para ser amado.
47
A intrepidez deve sustentar o coração nas conjurações, enquanto só a coragem lhe dá toda a firmeza necessária nos perigos da guerra.
43
O primeiro gesto de alegria que temos pela felicidade dos nossos amigos não vem da nossa bondade natural nem da amizade que temos por eles; é um efeito do amor-próprio que nos afaga com a esperança de chegar a nossa vez de sermos felizes ou tirar algum proveito da sua boa fortuna.
53
O que o mundo chama de virtude em geral é apenas um fantasma formado pelas nossas paixões, a que se dá um nome correto para fazer impunemente o que se quer.
43
A confiança de agradar é muitas vezes um meio infalível de desagradar.
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