Citações
Citações para inspirar e refletir
Devemo-nos consolar dos nossos erros quando temos a força de os confessar.
44
As nossas ações aparecem menos pelo que são do que pelo aspeto que a fortuna gosta de lhes dar.
50
Mais facilmente impomos limites ao nosso reconhecimento que aos nossos desejos e esperanças.
49
O que nos leva a crer tão facilmente que os outros têm defeitos é a facilidade que temos de crer no que desejamos.
51
O remédio do ciúme é a certeza de que tememos, porque ela causa o fim da vida ou o fim do amor; é um remédio cruel, mas mais suave que as dúvidas e suspeitas.
66
É uma fastidiosa doença conservar a saúde por um regime muito severo.
55
A astúcia é apenas uma pobre habilidade.
58
O fim do bem é um mal; o fim do mal é um bem.
62
Falta pouca coisa para tornar o sábio feliz; nada pode tornar um louco contente; é por isso que quase todos os homens são miseráveis.
70
Para punir o homem pelo pecado original, Deus permitiu que transformasse o seu amor-próprio num deus para ser atormentado em todas as ações da sua vida.
48
O poder que as pessoas que amamos têm sobre nós é quase sempre maior que o que nós mesmos temos.
56
Para podermos ser sempre bons é preciso que os outros acreditem que nunca podem ser impunemente maus conosco.
52
No amor, amar pouco é um meio seguro para ser amado.
50
Como podemos responder pelo que quereremos no futuro se não sabemos exatamente o que queremos no presente?
58
O luxo e a exagerada civilidade nos Estados são o presságio garantido de sua decadência, porque como todos os particulares se apegam a seus próprios interesses, eles abandonam o bem público.
40
A sinceridade que os amantes se pedem para saber um e outro quando deixarão de se amar é bem menos por quererem estar avisados de quando já não se amarão do que para estarem mais seguros de que são amados quando não se diz o contrário.
48
A verdade é o fundamento e a razão da perfeição e da beleza; uma coisa, qualquer que seja sua natureza, não seria bela e perfeita se não fosse verdadeiramente tudo o que deve ser e se não tivesse tudo o que deve ter.
64
O que o mundo chama de virtude em geral é apenas um fantasma formado pelas nossas paixões, a que se dá um nome correto para fazer impunemente o que se quer.
46
A pompa dos enterros atende mais à vaidade dos vivos que à honra dos mortos.
36
Pode-se dizer de todas as nossas virtudes o que um poeta italiano disse da honestidade das mulheres, que muitas vezes não é outra coisa senão uma arte de parecer honesta.
49
A maior habilidade dos menos hábeis é saber submeter-se ao bom governo dos outros.
51
A justiça não é senão um vivo receio de que nos retirem o que nos pertence; daí vêm essa consideração e esse respeito por todos os interesses do próximo, e essa escrupulosa aplicação em não lhe causar nenhum prejuízo; tal receio retém o homem nos limites dos bens que deve ao nascimento ou à fortuna, e sem o qual ele usurparia continuamente os outros.
46
A modéstia, que parece recusar os elogios, não é efetivamente senão um desejo de receber outros mais delicados.
51
Nos juízes moderados, a justiça não é mais que o amor à sua elevação.
51
O primeiro gesto de alegria que temos pela felicidade dos nossos amigos não vem da nossa bondade natural nem da amizade que temos por eles; é um efeito do amor-próprio que nos afaga com a esperança de chegar a nossa vez de sermos felizes ou tirar algum proveito da sua boa fortuna.
57
As grandes almas não são as que têm menos paixões e mais virtude que as comuns, mas as que têm maiores desígnios.
44
Os mais sábios o são nas coisas indiferentes, mas quase nunca o são em seus negócios mais sérios.
51
Só criticamos o vício e só louvamos a virtude por interesse.
16
A cegueira dos homens é o efeito mais perigoso do seu orgulho: serve para o nutrir e aumentar, e retira-nos o conhecimento dos remédios que poderiam aliviar as nossas misérias e curar os nossos defeitos.
50
A ferocidade natural produz menos cruéis do que o amor-próprio.
48
Os filósofos, e Sêneca em especial, não eliminaram os crimes com os seus preceitos: apenas os empregaram na construção do orgulho.
70
Por mais incerteza e variedade que apareçam no mundo, nota-se porém um certo encadeamento secreto e uma ordem regulada desde sempre pela Providência, que faz com que cada coisa funcione em seu lugar e siga o curso de seu destino.
32
É bem difícil distinguir a bondade geral, e comum a todos, da grande sagacidade.
59
A confiança que temos em nós gera em grande parte a que temos nos outros.
54
Insultamos a injustiça não pela aversão que lhe temos, mas pelo prejuízo que nos causa.
58
O amor-próprio impede que quem nos adula jamais seja aquele que mais nos adula.
44
Muitas vezes nos consolamos de ser infelizes por um certo prazer que sentimos em parecê-lo.
45
Para poder responder por nossas ações futuras precisaríamos poder responder por nosso destino.
60
A mais justa comparação que se pode fazer do amor é com a febre; não temos poder sobre um nem sobre outro, seja por sua violência ou por sua duração.
48
Na adversidade de nossos melhores amigos sempre achamos algo que não nos desagrada.
57
Não temos mais razão quando já não esperamos encontrá-la nos outros.
39
Há coisas belas que têm mais brilho quando permanecem imperfeitas do que quando são demasiado perfeitas.
49
A maioria das mulheres rende-se mais por fraqueza que por paixão; daí resulta que, em geral, os homens atrevidos têm mais sorte que os outros, embora não sejam mais apreciáveis.
70
É mais fácil render-se ao amor quando não o temos do que desfazer-se dele quando o possuímos.
49
O amor é para a alma de quem ama o que a alma é para o corpo que anima.
56
A confiança de agradar é muitas vezes um meio infalível de desagradar.
50
Não podemos responder pela nossa coragem quando nunca nos vimos em perigo.
47
A intrepidez deve sustentar o coração nas conjurações, enquanto só a coragem lhe dá toda a firmeza necessária nos perigos da guerra.
46