Citações
Citações para inspirar e refletir
Adão, sozinho no Paraíso, era um homem feliz porque era um homem sem datas. Mas quando Deus colocou Eva ao lado de Adão, a primeira coisa que ela perguntou, ainda úmida da criação, só para puxar assunto, foi: “Que dia é hoje?”, e ele sentiu que sua paz terminara. (Cf. Nirvana)
36
Desejo de que nada aconteça ao nosso amor, principalmente ter amor por outro. (Cf. Ciúmes)
59
Sempre podemos o que queremos, contanto que queiramos muito.
48
Se tivéssemos retirado daquilo que denominamos força o desejo de conservar e o receio de perder, não lhe restaria grande coisa.
37
É difícil compreender como são grandes a semelhança e a diferença que há entre todos os homens.
59
Muitos querem ser devotos, mas ninguém quer ser humilde.
27
Tememos todas as coisas como mortais e desejamos todas as coisas como se fôssemos imortais.
47
O que o mundo chama de virtude em geral é apenas um fantasma formado pelas nossas paixões, a que se dá um nome correto para fazer impunemente o que se quer.
52
Os reis fazem com os homens o mesmo que com as moedas; dão-lhes o valor que querem, e somos obrigados a recebê-las segundo sua cotação e não segundo seu verdadeiro valor.
57
Pode-se dizer de todas as nossas virtudes o que um poeta italiano disse da honestidade das mulheres, que muitas vezes não é outra coisa senão uma arte de parecer honesta.
54
É prova de pouca amizade não perceber o esfriamento da de nossos amigos.
51
Para podermos ser sempre bons é preciso que os outros acreditem que nunca podem ser impunemente maus conosco.
54
A magnanimidade é um nobre esforço do orgulho que torna o homem senhor de si para torná-lo senhor de todas as coisas.
49
Jamais confessamos os nossos defeitos senão por vaidade.
53
O luxo e a exagerada civilidade nos Estados são o presságio garantido de sua decadência, porque como todos os particulares se apegam a seus próprios interesses, eles abandonam o bem público.
44
Há uma revolução geral que transforma o gosto dos espíritos tanto quanto os destinos do mundo.
48
Como a pessoa mais feliz do mundo é aquela para quem poucas coisas bastam, os grandes e os ambiciosos são, nesse ponto, os mais miseráveis, porque precisam de uma infinidade de bens para ser felizes.
59
Uma prova convincente de que o homem não foi criado tal como ele é está em que, quanto mais razoável se torna, mais enrubesce pela extravagância, baixeza e corrupção de seus sentimentos e pendores.
57
Os bens e os males que nos acontecem não nos afetam segundo nossa grandeza, mas segundo nossa sensibilidade.
51
Quando não encontramos repouso em nós mesmos, é inútil buscá-lo fora.
56
A ferocidade natural produz menos cruéis do que o amor-próprio.
51
A sinceridade que os amantes se pedem para saber um e outro quando deixarão de se amar é bem menos por quererem estar avisados de quando já não se amarão do que para estarem mais seguros de que são amados quando não se diz o contrário.
51
No amor, amar pouco é um meio seguro para ser amado.
56
O que costuma nos impedir de bem julgar sentenças que provam a falsidade das virtudes é que acreditamos muito facilmente que em nós elas são verdadeiras.
60
A verdade é o fundamento e a razão da perfeição e da beleza; uma coisa, qualquer que seja sua natureza, não seria bela e perfeita se não fosse verdadeiramente tudo o que deve ser e se não tivesse tudo o que deve ter.
70
Estamos tão preocupados em nos favorecer que o que costumamos considerar virtudes são apenas vícios que se lhes assemelham e que o amor-próprio nos disfarça.
38
Como pretendemos que outro guarde o nosso segredo se nós mesmos não o conseguimos guardar?
70
A ruína do próximo agrada aos amigos e inimigos.
63
Há crimes que se tornam inocentes e mesmo gloriosos pelo seu brilho, seu número e seu excesso. Daí que chamemos de habilidades as roubalheiras públicas, e de conquistas o apoderar-se injustamente de províncias.
27
O remédio do ciúme é a certeza de que tememos, porque ela causa o fim da vida ou o fim do amor; é um remédio cruel, mas mais suave que as dúvidas e suspeitas.
69
A mais justa comparação que se pode fazer do amor é com a febre; não temos poder sobre um nem sobre outro, seja por sua violência ou por sua duração.
49
A confiança que temos em nós gera em grande parte a que temos nos outros.
56
Os que gostariam de definir a vitória pelo seu nascimento ficariam tentados a chamá-la como os poetas de filha do Céu, pois não se encontra a sua origem na terra. Efetivamente, ela é produto de uma infinidade de atos que, em vez de a terem como objetivo, visam somente os interesses particulares dos que os fazem, pois todos os que compõem um exército pensam na sua própria glória e elevação e causam um bem tão grande e tão geral.
33
Por mais incerteza e variedade que apareçam no mundo, nota-se porém um certo encadeamento secreto e uma ordem regulada desde sempre pela Providência, que faz com que cada coisa funcione em seu lugar e siga o curso de seu destino.
33
A pompa dos enterros atende mais à vaidade dos vivos que à honra dos mortos.
37
A maior habilidade dos menos hábeis é saber submeter-se ao bom governo dos outros.
52
Criticamos facilmente os defeitos dos outros, mas é raro os usarmos para corrigir os nossos.
65
Nem sempre lamentamos a perda dos nossos amigos por consideração ao seu mérito, mas por consideração às nossas necessidades e à boa opinião que tinham de nós.
50
Os filósofos só condenam as riquezas pelo mau uso que delas fazemos; depende de nós adquiri-las e usá-las sem crime, e em vez de alimentar e aumentar os vícios, como a lenha mantém e aumenta o fogo, podemos dedicá-las a todas as virtudes e até torná-las mais agradáveis e esplendorosas.
26
O fim do bem é um mal; o fim do mal é um bem.
65
É mais fácil render-se ao amor quando não o temos do que desfazer-se dele quando o possuímos.
54
A astúcia é apenas uma pobre habilidade.
61
Mais facilmente impomos limites ao nosso reconhecimento que aos nossos desejos e esperanças.
52
Parece que foi o diabo que colocou de propósito a preguiça na fronteira de diversas virtudes.
64
Os incapazes de cometer grandes crimes não os suspeitam facilmente nos outros.
60
Não há quem apresse tanto os outros como os preguiçosos quando satisfazem à sua preguiça a fim de parecerem diligentes.
46
Como nunca somos livres de amar ou deixar de amar, o amante não pode queixar-se com justiça da inconstância de sua amada, nem ela da leviandade de seu amante.
66
Não encontramos no homem o bem nem o mal em excesso.
55