Citações
Citações para inspirar e refletir
É uma fastidiosa doença conservar a saúde por um regime muito severo.
59
A imitação é sempre infeliz, e tudo o que é contrafeito desagrada com as mesmas coisas que encantam quando são naturais.
71
Há coisas belas que têm mais brilho quando permanecem imperfeitas do que quando são demasiado perfeitas.
54
Gostamos de desvendar os outros; mas não gostamos de ser desvendados.
50
A confiança de agradar é muitas vezes um meio infalível de desagradar.
51
É bem difícil distinguir a bondade geral, e comum a todos, da grande sagacidade.
60
Não conseguiríamos contar todas as espécies de vaidade.
52
Os que prezam demasiado a sua nobreza em geral não prezam bastante o que está na sua origem.
44
Não nos devemos ofender porque os outros nos escondem a verdade se tantas vezes a escondemos de nós mesmos.
67
Na adversidade de nossos melhores amigos sempre achamos algo que não nos desagrada.
59
Só criticamos o vício e só louvamos a virtude por interesse.
19
O espírito apega-se por preguiça e constância ao que lhe é fácil ou agradável; esse hábito sempre põe limites a nossos conhecimentos e nunca ninguém se deu ao trabalho de estender e levar seu espírito tão longe quanto poderia ir.
81
De nada adianta ser jovem sem ser bela, nem ser bela sem ser jovem.
61
Como podemos responder pelo que quereremos no futuro se não sabemos exatamente o que queremos no presente?
61
As grandes almas não são as que têm menos paixões e mais virtude que as comuns, mas as que têm maiores desígnios.
48
A justiça não é senão um vivo receio de que nos retirem o que nos pertence; daí vêm essa consideração e esse respeito por todos os interesses do próximo, e essa escrupulosa aplicação em não lhe causar nenhum prejuízo; tal receio retém o homem nos limites dos bens que deve ao nascimento ou à fortuna, e sem o qual ele usurparia continuamente os outros.
47
A moderação na boa fortuna é apenas o temor da vergonha que se segue a nosso arrebatamento, ou o medo de perder o que possuímos.
58
O amor é para a alma de quem ama o que a alma é para o corpo que anima.
59
Muitas vezes nos consolamos de ser infelizes por um certo prazer que sentimos em parecê-lo.
50
A longo prazo, pouco espírito mas reto aborrece menos que muito espírito mas sinuoso.
51
Em geral as mulheres só contam o primeiro galanteio quando têm um segundo.
62
Os mais sábios o são nas coisas indiferentes, mas quase nunca o são em seus negócios mais sérios.
55
Cada talento nos homens, assim como cada árvore, tem suas propriedades e seus efeitos que, todos, lhe são particulares.
63
Todas as pessoas notam nos outros defeitos que notamos nelas.
62
A inveja é o maior de todos os males e o que dá menos pena dos que o causam.
52
A calma ou a agitação do nosso temperamento não depende tanto do que nos acontece de mais considerável na vida, mas de um arranjo cómodo ou desagradável das pequenas coisas que acontecem todos os dias.
61
Muitas vezes passa-se do amor à ambição, mas é raro retornar da ambição ao amor.
40
O que mostra que os homens conhecem os seus erros melhor do que se pensa é que nunca estão errados quando os ouvimos falar da sua conduta: então o mesmo amor-próprio que em geral os cega ilumina-os, e lhes dá visões tão justas que os fazem suprimir ou disfarçar as menores coisas que podem ser condenadas.
17
Há pessoas tão levianas e frívolas que estão igualmente longe de ter verdadeiros defeitos como sólidas qualidades.
55
A imaginação não conseguiria inventar tantas e diversas contrariedades como há naturalmente no coração de cada um.
56
É preciso que os jovens que ingressam na sociedade sejam envergonhados ou estouvados: pois não raro um ar capaz e de compostura degenera em impertinência.
61
Não distinguimos as espécies de cólera, embora haja uma leve e quase inocente, que vem do ardor da compleição, e outra mais criminosa, que é propriamente o furor do orgulho.
66
A cegueira dos homens é o efeito mais perigoso do seu orgulho: serve para o nutrir e aumentar, e retira-nos o conhecimento dos remédios que poderiam aliviar as nossas misérias e curar os nossos defeitos.
53
Por malvados que sejam os homens, não ousariam parecer inimigos da virtude, e quando querem persegui-la fingem acreditar que é falsa ou lhe atribuem crimes.
54
Nunca somos tão infelizes como pensamos, nem tão felizes como tínhamos esperado.
54
A extrema avareza quase sempre se equivoca; não há paixão que se afaste mais correntemente de seu objetivo, nem sobre a qual o presente tenha tanto poder em detrimento do futuro.
44
Para poder responder por nossas ações futuras precisaríamos poder responder por nosso destino.
61
A modéstia, que parece recusar os elogios, não é efetivamente senão um desejo de receber outros mais delicados.
52
A moderação é como a sobriedade: gostaríamos de comer mais, mas tememos que nos faça mal.
47
A compleição que produz o talento para as pequenas coisas é contrária à que o produz para as grandes.
45
Temos mais preguiça no espírito que no corpo.
51
Nada é mais raro que a verdadeira bondade; mesmo os que creem tê-la geralmente só têm condescendência ou fraqueza.
64
Nos juízes moderados, a justiça não é mais que o amor à sua elevação.
54
Os filósofos, e Sêneca em especial, não eliminaram os crimes com os seus preceitos: apenas os empregaram na construção do orgulho.
74
Parece que os homens não encontram em si defeitos suficientes, pois ainda aumentam o seu número por certas qualidades singulares que fingem atribuir-se, e cultivam-nas com tanto esmero que, no final, elas se tornam defeitos naturais que já não dependem deles corrigir.
51
A avareza costuma produzir efeitos contrários; há infinitas pessoas que sacrificam todos os seus bens a esperanças duvidosas e remotas, e outras que desprezam grandes vantagens futuras por pequenos interesses presentes.
54
A sobriedade é o amor à saúde, ou a impossibilidade de comer muito.
64
É uma espécie de felicidade saber até que ponto devemos ser infelizes.
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