Citações para inspirar e refletir
A pompa dos enterros atende mais à vaidade dos vivos que à honra dos mortos.
37
No amor, amar pouco é um meio seguro para ser amado.
59
É prova de pouca amizade não perceber o esfriamento da de nossos amigos.
51
A mais justa comparação que se pode fazer do amor é com a febre; não temos poder sobre um nem sobre outro, seja por sua violência ou por sua duração.
52
Gostamos de desvendar os outros; mas não gostamos de ser desvendados.
50
A maior habilidade dos menos hábeis é saber submeter-se ao bom governo dos outros.
53
Criticamos facilmente os defeitos dos outros, mas é raro os usarmos para corrigir os nossos.
65
O luxo e a exagerada civilidade nos Estados são o presságio garantido de sua decadência, porque como todos os particulares se apegam a seus próprios interesses, eles abandonam o bem público.
44
A confiança que temos em nós gera em grande parte a que temos nos outros.
56
Os filósofos só condenam as riquezas pelo mau uso que delas fazemos; depende de nós adquiri-las e usá-las sem crime, e em vez de alimentar e aumentar os vícios, como a lenha mantém e aumenta o fogo, podemos dedicá-las a todas as virtudes e até torná-las mais agradáveis e esplendorosas.
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O homem é tão miserável que, dirigindo todos os seus comportamentos para satisfazer as suas paixões, geme incessantemente sob a sua tirania; não consegue suportar a sua violência nem a que deve fazer para se livrar do seu jugo; encontra repulsa não só nos seus vícios, mas também nos seus remédios, e não se pode acomodar com os pesares das suas doenças nem com o trabalho da sua cura.
49
Os que prezam demasiado a sua nobreza em geral não prezam bastante o que está na sua origem.
45
É mais fácil render-se ao amor quando não o temos do que desfazer-se dele quando o possuímos.
57
Há uma revolução geral que transforma o gosto dos espíritos tanto quanto os destinos do mundo.
50
O que costuma nos impedir de bem julgar sentenças que provam a falsidade das virtudes é que acreditamos muito facilmente que em nós elas são verdadeiras.
61
Tememos todas as coisas como mortais e desejamos todas as coisas como se fôssemos imortais.
49
A astúcia é apenas uma pobre habilidade.
61
Os reis fazem com os homens o mesmo que com as moedas; dão-lhes o valor que querem, e somos obrigados a recebê-las segundo sua cotação e não segundo seu verdadeiro valor.
60
Como nunca somos livres de amar ou deixar de amar, o amante não pode queixar-se com justiça da inconstância de sua amada, nem ela da leviandade de seu amante.
67
Mais facilmente impomos limites ao nosso reconhecimento que aos nossos desejos e esperanças.
53
Quando não encontramos repouso em nós mesmos, é inútil buscá-lo fora.
57
Insultamos a injustiça não pela aversão que lhe temos, mas pelo prejuízo que nos causa.
64
A justiça não é senão um vivo receio de que nos retirem o que nos pertence; daí vêm essa consideração e esse respeito por todos os interesses do próximo, e essa escrupulosa aplicação em não lhe causar nenhum prejuízo; tal receio retém o homem nos limites dos bens que deve ao nascimento ou à fortuna, e sem o qual ele usurparia continuamente os outros.
49
A inveja é o maior de todos os males e o que dá menos pena dos que o causam.
54
A moderação na boa fortuna é apenas o temor da vergonha que se segue a nosso arrebatamento, ou o medo de perder o que possuímos.
60
As querelas não durariam muito tempo se o erro estivesse apenas de um lado.
60
Temos mais preguiça no espírito que no corpo.
51
A ferocidade natural produz menos cruéis do que o amor-próprio.
52
De nada adianta ser jovem sem ser bela, nem ser bela sem ser jovem.
62
Como podemos responder pelo que quereremos no futuro se não sabemos exatamente o que queremos no presente?
62
Há pessoas tão levianas e frívolas que estão igualmente longe de ter verdadeiros defeitos como sólidas qualidades.
56
Muitas vezes passa-se do amor à ambição, mas é raro retornar da ambição ao amor.
42
O amor é para a alma de quem ama o que a alma é para o corpo que anima.
62
Pode-se dizer de todas as nossas virtudes o que um poeta italiano disse da honestidade das mulheres, que muitas vezes não é outra coisa senão uma arte de parecer honesta.
54
Só criticamos o vício e só louvamos a virtude por interesse.
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A mais sutil loucura nasce da mais sutil sabedoria.
67
A sobriedade é o amor à saúde, ou a impossibilidade de comer muito.
64
Os mais sábios o são nas coisas indiferentes, mas quase nunca o são em seus negócios mais sérios.
55
Na adversidade de nossos melhores amigos sempre achamos algo que não nos desagrada.
59
Muitas vezes nos consolamos de ser infelizes por um certo prazer que sentimos em parecê-lo.
51
O orgulho, como cansado dos seus artifícios e diferentes metamorfoses, depois de representar sozinho todos os papéis da comédia humana, mostra-se com um rosto natural e revela-se pela soberba; de modo que a vaidade é propriamente falando o esplendor e a declaração do orgulho.
59
Parece que os homens não encontram em si defeitos suficientes, pois ainda aumentam o seu número por certas qualidades singulares que fingem atribuir-se, e cultivam-nas com tanto esmero que, no final, elas se tornam defeitos naturais que já não dependem deles corrigir.
52
A avareza costuma produzir efeitos contrários; há infinitas pessoas que sacrificam todos os seus bens a esperanças duvidosas e remotas, e outras que desprezam grandes vantagens futuras por pequenos interesses presentes.
55
A modéstia, que parece recusar os elogios, não é efetivamente senão um desejo de receber outros mais delicados.
52
Há ainda mais gente sem interesse do que sem inveja.
70
Não encontramos no homem o bem nem o mal em excesso.
56
O amor-próprio impede que quem nos adula jamais seja aquele que mais nos adula.
50
Nunca esquecemos melhor as coisas do que quando nos cansamos de falar delas.
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