Citações
Citações para inspirar e refletir
Perdoamos enquanto amamos.
56
Há pessoas destinadas a ser tolas, que fazem tolices não só por opção, mas porque o próprio destino as obriga a fazer.
18
Por que havemos de ter tanta memória para reter as menores particularidades do que nos aconteceu, e não ter tanta para lembrar quantas vezes as contamos a uma mesma pessoa?
57
Só os que são desprezíveis é que temem ser desprezados.
43
As mulheres não conhecem toda a sua coqueteria.
46
Há meios para curar a loucura, mas não os há para endireitar uma mente extraviada.
45
A inveja é mais irreconciliável que o ódio.
52
Às vezes pensamos odiar a adulação, mas apenas odiamos a maneira de adular.
42
Quase sempre nos entediamos com as pessoas com quem não é permitido entediarmo-nos.
43
Tão honesto é gloriar-se consigo quanto é ridículo fazê-lo com os outros.
49
Quando amamos, em geral duvidamos daquilo em que mais cremos.
50
Em geral só elogiamos de coração aqueles que nos admiram.
13
No amor, o engano vai quase sempre mais longe que a desconfiança.
58
Se há homens cujo ridículo nunca se revelou é porque não se procurou bem.
37
O que via de regra nos impede mostrar o fundo de nosso coração a nossos amigos não é tanto a desconfiança que temos deles, mas a que temos de nós mesmos.
53
A moderação não pode ter o mérito de combater a ambição e submetê-la: jamais se encontram juntas. A moderação é a languidez e a preguiça da alma, assim como a ambição é sua atividade e seu ardor.
60
Há malvados que seriam menos perigosos se não tivessem bondade nenhuma.
49
Todos os sentimentos têm, cada um, o seu tom de voz, gestos e aparências que lhes são próprios. E essa relação boa ou má, agradável ou desagradável, é o que faz as pessoas agradarem ou desagradarem.
50
A aprovação que damos aos que se estabelecem no mundo muitas vezes vem da inveja secreta que temos pelos que aí estão instalados.
36
Aprovamos pessoas no mundo cujo único mérito são os vícios que servem ao comércio da vida.
39
Há mais defeitos no caráter que no espírito.
47
O mérito dos homens tem sua temporada, como as frutas.
43
Estamos longe de conhecer todas as nossas vontades.
44
Muitas vezes a humildade é só uma falsa submissão de que nos valemos para submeter os outros; é um artifício do orgulho que se rebaixa para se elevar; e embora se transforme de mil maneiras, ele nunca está mais disfarçado e mais capaz de enganar do que quando se esconde sob o manto da humildade.
60
O interesse, que acusamos por todos os nossos crimes, muitas vezes merece ser louvado por nossas boas ações.
47
É enganar-se acreditar que só as paixões violentas como a ambição e o amor podem vencer as outras. A preguiça, por lânguida que seja, muitas vezes não deixa de ser a dominante; usurpa todos os desígnios e ações da vida, e destrói e consome insensivelmente as paixões e virtudes.
53
Difícil é amar quem não estimamos; mas não menos difícil é amar quem estimamos muito mais que a nós.
53
A cortesia é um desejo de recebê-la e de ser considerado polido.
39
Às vezes há mais habilidade em bem aconselhar a si mesmo do que em saber aproveitar um bom conselho.
41
Há falsidades disfarçadas que representam tão bem a verdade que seria julgar mal não se deixar enganar por elas.
38
Quase todos têm prazer em cumprir as pequenas obrigações; muitos têm reconhecimento pelas médias; mas quase ninguém deixa de ser ingrato às grandes.
42
O que nos deixa tão descontentes com os que negociam é que quase sempre abandonam o interesse dos seus amigos pelo interesse do êxito da negociação, o qual se torna deles pela honra de terem sido bem-sucedidos no que empreenderam.
41
O prazer do amor é amar, e somos mais felizes pela paixão que temos do que pela que provocamos.
44
A presteza em acreditar no mal sem o examinar o suficiente é efeito do orgulho e da preguiça. Queremos encontrar culpados e não queremos dar-nos ao trabalho de examinar os crimes.
53
A gravidade é um mistério do corpo inventado para esconder os defeitos do espírito.
50
A simplicidade afetada é uma impostura delicada.
51
Muitos desprezam o bem, mas poucos sabem dá-lo.
42
O bom temperamento, que se gaba de ser tão sensível, muitas vezes é sufocado pelo menor interesse.
39
Pode-se dizer do temperamento dos homens, como da maioria das construções, que tem diversas fachadas, umas agradáveis e outras desagradáveis.
52
Há loucuras que pegamos como doenças contagiosas.
50
Gostamos sempre de quem nos admira, e nem sempre gostamos de quem admiramos.
43
Recusamos juízes para os interesses menores e queremos que a nossa reputação e glória dependam do julgamento dos homens, que nos são todos contrários, ou por inveja, ou por preocupação ou por suas poucas luzes; e é só para fazê-los pronunciarem-se em nosso favor que expomos de tantas maneiras a nossa tranquilidade e a nossa vida.
46
A piedade é quase sempre uma sensação dos nossos próprios males nos males do outro. É uma hábil previsão das desgraças em que podemos cair; socorremos os outros para os comprometermos a fazer-nos o mesmo em ocasiões semelhantes; e esses serviços que lhes prestamos são, propriamente falando, bens que fazemos a nós mesmos por antecipação.
50
Quando exageramos a ternura de nossos amigos por nós em geral é menos por reconhecimento que pelo desejo de fazer compreender o nosso mérito.
46
Muitas vezes as mulheres acreditam amar, ainda que não amem. A ocupação com uma intriga, a emoção do espírito provocada pelo galanteio, a propensão natural ao prazer de serem amadas e o esforço de recusar convencem-nas de que sentem paixão, quando só sentem coqueteria.
53
O bom gosto vem mais do julgamento que do espírito.
51
Não é tanto a fecundidade do espírito que nos faz encontrar vários expedientes num mesmo negócio, mas é a falta de luz que nos faz parar diante de tudo o que se apresenta à nossa imaginação e nos impede de discernir primeiro o que é melhor.
36
Há negócios e doenças que os remédios irritam em certos momentos; e a grande habilidade consiste em conhecer quando é perigoso usá-los.
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