Citações
Citações para inspirar e refletir
O que se chama liberalidade costuma ser apenas a vaidade de dar, que prezamos mais que aquilo que damos.
53
Estamos longe de conhecer todas as nossas vontades.
47
A honra adquirida é fiadora da que se deve adquirir.
37
O prazer do amor é amar, e somos mais felizes pela paixão que temos do que pela que provocamos.
48
Quando exageramos a ternura de nossos amigos por nós em geral é menos por reconhecimento que pelo desejo de fazer compreender o nosso mérito.
48
Muitas vezes a humildade é só uma falsa submissão de que nos valemos para submeter os outros; é um artifício do orgulho que se rebaixa para se elevar; e embora se transforme de mil maneiras, ele nunca está mais disfarçado e mais capaz de enganar do que quando se esconde sob o manto da humildade.
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O que nos deixa tão descontentes com os que negociam é que quase sempre abandonam o interesse dos seus amigos pelo interesse do êxito da negociação, o qual se torna deles pela honra de terem sido bem-sucedidos no que empreenderam.
45
É impossível amar uma segunda vez o que verdadeiramente deixamos de amar.
59
A juventude é uma embriaguez contínua: é a febre da razão.
55
Por melhor que nos falem de nós, não nos ensinam nada de novo.
53
Gostamos sempre de quem nos admira, e nem sempre gostamos de quem admiramos.
47
A gravidade é um mistério do corpo inventado para esconder os defeitos do espírito.
56
A simplicidade afetada é uma impostura delicada.
56
Não há homem hábil o bastante para conhecer todo o mal que faz.
18
Aprovamos pessoas no mundo cujo único mérito são os vícios que servem ao comércio da vida.
42
Muitos desprezam o bem, mas poucos sabem dá-lo.
44
Há falsidades disfarçadas que representam tão bem a verdade que seria julgar mal não se deixar enganar por elas.
42
A piedade é quase sempre uma sensação dos nossos próprios males nos males do outro. É uma hábil previsão das desgraças em que podemos cair; socorremos os outros para os comprometermos a fazer-nos o mesmo em ocasiões semelhantes; e esses serviços que lhes prestamos são, propriamente falando, bens que fazemos a nós mesmos por antecipação.
56
O mérito dos homens tem sua temporada, como as frutas.
46
Não há paixão em que o amor a si mesmo reine tão poderosamente como no amor; e estamos sempre mais dispostos a sacrificar a paz de quem amamos do que a perder a nossa.
22
Nada deveria humilhar mais os homens que mereceram grandes louvores do que o cuidado que ainda tomam de se valorizar por pequenas coisas.
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Há negócios e doenças que os remédios irritam em certos momentos; e a grande habilidade consiste em conhecer quando é perigoso usá-los.
41
A graça da novidade é para o amor o que a flor é para as frutas; dá-lhe um lustro que se apaga facilmente e jamais volta.
53
Difícil é amar quem não estimamos; mas não menos difícil é amar quem estimamos muito mais que a nós.
57
A educação que em geral se dá aos jovens é um segundo amor-próprio que lhes inspiramos.
42
O bom temperamento, que se gaba de ser tão sensível, muitas vezes é sufocado pelo menor interesse.
41
Pode-se dizer do temperamento dos homens, como da maioria das construções, que tem diversas fachadas, umas agradáveis e outras desagradáveis.
56
A presteza em acreditar no mal sem o examinar o suficiente é efeito do orgulho e da preguiça. Queremos encontrar culpados e não queremos dar-nos ao trabalho de examinar os crimes.
57
O bom gosto vem mais do julgamento que do espírito.
55
Costuma ser mais por orgulho que por ausência de luzes que nos opomos com tanta obstinação às opiniões mais correntes: encontramos os primeiros lugares ocupados no bom partido, e não queremos os últimos.
55
Há tolos que se conhecem e empregam habilmente sua tolice.
55
Ocorre com a gratidão o mesmo que com a boa-fé dos comerciantes: ela mantém o comércio, e não pagamos porque é justo nos desonerar, mas para encontrar mais facilmente quem nos empreste.
61
O bem que recebemos de alguém exige que respeitemos o mal que ele nos faz.
51
Há pessoas que parecem os vaudeviles, que só cantamos por uma temporada.
40
Há pessoas em quem os defeitos caem bem, e outras que são desgraciosas com as suas boas qualidades.
57
Não queremos perder a vida e queremos adquirir glória; por isso os valentes têm mais destreza e espírito para evitar a morte do que os chicaneiros para conservar seus bens.
47
O verdadeiro homem honrado é aquele que não se vangloria de nada.
41
A magnanimidade despreza tudo para ter tudo.
47
A fidelidade que se nota na maioria dos homens é só uma invenção do amor-próprio para atrair a confiança. É um meio de nos fazer superiores aos outros e depositários das coisas mais importantes.
24
O que parece generosidade só costuma ser uma ambição disfarçada que despreza pequenos interesses para conseguir os maiores.
51
Nem todos os que pagam dívidas de gratidão podem por isso se gabar de ser gratos.
63
O amor à glória, o medo da vergonha, o intento de fazer fortuna, o desejo de tornar nossa vida cômoda e agradável e a vontade de rebaixar os outros costumam ser as causas dessa coragem tão célebre entre os homens.
51
A vaidade, a vergonha e sobretudo o temperamento formam em geral a coragem dos homens e a virtude das mulheres.
46
A maioria das pessoas só julga os homens pela fama que têm ou por sua fortuna.
43
Pode-se dizer do encanto separado da beleza que é uma simetria cujas regras não conhecemos, e uma relação secreta dos traços entre si, e dos traços com as cores e com o ar da pessoa.
51
A honestidade das mulheres costuma ser o amor à sua reputação e ao seu sossego.
56
O orgulho não quer dever, e o amor-próprio não quer pagar.
40
Nada é tão contagioso como o exemplo, e nunca fazemos grandes bens nem grandes males que não produzam outros semelhantes. Imitamos as boas ações por emulação e as más pela malignidade da nossa natureza, que a vergonha mantinha prisioneira e o exemplo põe em liberdade.
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