Citações para inspirar e refletir
O amor, por agradável que seja, agrada ainda mais pelas maneiras como se manifesta que por si mesmo.
59
A moderação é como a sobriedade: gostaríamos de comer mais, mas tememos que nos faça mal.
47
A compleição que produz o talento para as pequenas coisas é contrária à que o produz para as grandes.
46
Jamais confessamos os nossos defeitos senão por vaidade.
54
Cada talento nos homens, assim como cada árvore, tem suas propriedades e seus efeitos que, todos, lhe são particulares.
63
Em geral as mulheres só contam o primeiro galanteio quando têm um segundo.
63
A longo prazo, pouco espírito mas reto aborrece menos que muito espírito mas sinuoso.
52
O que o mundo chama de virtude em geral é apenas um fantasma formado pelas nossas paixões, a que se dá um nome correto para fazer impunemente o que se quer.
53
A extrema avareza quase sempre se equivoca; não há paixão que se afaste mais correntemente de seu objetivo, nem sobre a qual o presente tenha tanto poder em detrimento do futuro.
44
A cegueira dos homens é o efeito mais perigoso do seu orgulho: serve para o nutrir e aumentar, e retira-nos o conhecimento dos remédios que poderiam aliviar as nossas misérias e curar os nossos defeitos.
53
Nunca somos tão infelizes como pensamos, nem tão felizes como tínhamos esperado.
56
Por malvados que sejam os homens, não ousariam parecer inimigos da virtude, e quando querem persegui-la fingem acreditar que é falsa ou lhe atribuem crimes.
55
O que mostra que os homens conhecem os seus erros melhor do que se pensa é que nunca estão errados quando os ouvimos falar da sua conduta: então o mesmo amor-próprio que em geral os cega ilumina-os, e lhes dá visões tão justas que os fazem suprimir ou disfarçar as menores coisas que podem ser condenadas.
19
Os filósofos, e Sêneca em especial, não eliminaram os crimes com os seus preceitos: apenas os empregaram na construção do orgulho.
74
Nos juízes moderados, a justiça não é mais que o amor à sua elevação.
56
Não distinguimos as espécies de cólera, embora haja uma leve e quase inocente, que vem do ardor da compleição, e outra mais criminosa, que é propriamente o furor do orgulho.
68
É preciso que os jovens que ingressam na sociedade sejam envergonhados ou estouvados: pois não raro um ar capaz e de compostura degenera em impertinência.
61
Para poder responder por nossas ações futuras precisaríamos poder responder por nosso destino.
62
A calma ou a agitação do nosso temperamento não depende tanto do que nos acontece de mais considerável na vida, mas de um arranjo cómodo ou desagradável das pequenas coisas que acontecem todos os dias.
61
O primeiro gesto de alegria que temos pela felicidade dos nossos amigos não vem da nossa bondade natural nem da amizade que temos por eles; é um efeito do amor-próprio que nos afaga com a esperança de chegar a nossa vez de sermos felizes ou tirar algum proveito da sua boa fortuna.
60
Todas as pessoas notam nos outros defeitos que notamos nelas.
62
Não temos mais razão quando já não esperamos encontrá-la nos outros.
41
As grandes almas não são as que têm menos paixões e mais virtude que as comuns, mas as que têm maiores desígnios.
48
É uma espécie de felicidade saber até que ponto devemos ser infelizes.
59
O espírito apega-se por preguiça e constância ao que lhe é fácil ou agradável; esse hábito sempre põe limites a nossos conhecimentos e nunca ninguém se deu ao trabalho de estender e levar seu espírito tão longe quanto poderia ir.
82
Por raro que seja o verdadeiro amor, ele o é ainda menos que a verdadeira amizade.
53
Perdoamos facilmente em nossos amigos os defeitos que não nos afetam.
51
Tentámos orgulhar-nos dos defeitos que não queremos corrigir.
59
Não há tolos tão incómodos como os que têm talento.
55
Não desejaríamos coisas com ardor se conhecêssemos perfeitamente o que desejamos.
51
Há poucas mulheres cujo mérito dure mais que a beleza.
60
Às vezes um tolo tem espírito, mas nunca tem julgamento.
58
A nossa inveja dura sempre mais que a felicidade de quem invejamos.
60
Na velhice do amor, como na da idade, ainda se vive para os males, mas não mais para os prazeres.
63
Não se deve julgar o mérito de um homem pelas suas grandes qualidades, mas pelo uso que sabe fazer delas.
55
Muitas vezes há mais orgulho que bondade em condoer-nos das desgraças de nossos inimigos; é para fazê-los sentir que somos superiores que lhes damos mostras de compaixão.
41
A decência é a menor e a mais observada de todas as leis.
35
O mesmo orgulho que nos faz criticar os defeitos de que nos julgamos isentos leva-nos a desprezar as boas qualidades que não temos.
59
As mulheres que amam perdoam mais facilmente as grandes indiscrições que as pequenas infidelidades.
55
Há um certo reconhecimento profundo que não só nos desonera dos benefícios que recebemos, mas faz até mesmo com que os nossos amigos nos devam, pagando-lhes o que lhes devemos.
65
As paixões mais violentas às vezes nos dão uma trégua, mas a vaidade nos agita o tempo todo.
57
A vontade de ser compadecido ou admirado constitui em geral a maior parte de nossa confiança.
57
Nada é mais raro que a verdadeira bondade; mesmo os que creem tê-la geralmente só têm condescendência ou fraqueza.
64
Por mais disposto que o mundo esteja a julgar mal, ainda é mais frequente que mostre benevolência com o falso mérito do que injustiça com o verdadeiro.
61
Todas as nossas qualidades são incertas e duvidosas tanto no bem como no mal, e quase todas estão à mercê das ocasiões.
55
Os nossos inimigos aproximam-se mais da verdade nos juízos que fazem de nós do que nós mesmos.
49
O orgulho tem as suas esquisitices, como as outras paixões; envergonhamo-nos de confessar que sentimos ciúme, e vangloriamo-nos de o ter sentido e de ser capazes de o sentir.
55
Quando o destino nos surpreende dando-nos um grande lugar sem nos ter conduzido gradativamente, ou sem nos termos elevado por nossas esperanças, é quase impossível nos mantermos bem nele e parecermos dignos de ocupá-lo.
54