Citações
Citações para inspirar e refletir
Diz-se que o vão elogio próprio empesta as narinas. Talvez assim seja, mas, para o tipo de fedor que exala da acusação injusta pelos outros, o público não tem nariz.
60
A certas mentes devem ser permitidas as suas singularidades.
60
A justiça insiste na obrigação, a lei no decoro. A justiça pesa e decide, a lei superintende e ordena. A justiça refere-se ao individual, a lei à sociedade.
56
Pintar e tatuar o corpo é um regresso ao animalismo.
52
Se um homem pensa acerca da sua condição física ou moral, geralmente descobre que está doente.
66
A memória pode desvanecer-se, desde que no instante do julgamento não falhe.
52
A neve é falsa pureza.
51
A sujidade cintila desde que o Sol brilhe.
19
Há muito tempo que as pessoas discutem em vão acerca dos Antípodas!
42
Historiar é uma forma de nos livrarmos do passado.
24
Conhecer-nos-íamos melhor uns aos outros se um homem não estivesse tão ansioso para se pôr em igualdade com outro.
55
O trabalho cria companheirismo.
23
Caprichos e extravagâncias que perdem frescura são todos inúteis, não têm sentido.
53
A premeditação é simples, a reflexão posterior, múltipla.
19
É difícil ser justo com o momento que passa. Aborrecemo-nos por não ser nem bom nem mau, mas o bom momento carrega-nos com uma tarefa; o mau, com um fardo.
58
Todos temos algo na nossa natureza que, se expresso abertamente, seria necessariamente ofensivo.
43
Aqueles que se opõem às verdades intelectuais nada mais fazem do que acender o fogo, e as cinzas planam e queimam aquilo que eles ainda não tocaram.
53
O favor, como símbolo de soberania, é exercido por homens fracos.
73
Nenhuma nação ganha o poder do julgamento a não ser que se julgue a si mesma. Mas para alcançar este grande privilégio leva muito tempo.
59
Há naturezas problemáticas que nunca estão à altura de nenhuma posição em que se encontrem e às quais nenhuma posição satisfaz. É isto que causa aquele hediondo conflito que gasta a vida e a priva de todo o prazer.
58
Quanto mais vivo, mais me pesa ver o homem que ocupa o lugar supremo pelo exato propósito de impor a sua vontade sobre a natureza e libertar-se a si e aos seus de uma afrontosa necessidade – vê-lo tomado de ideias falsas e fazer mesmo o oposto do que quer fazer; e depois, porque toda a vocação do seu espírito foi arruinada, confundir-se miseravelmente acerca de tudo.
51
Não há nada que mereça ser pensado que não o tenha sido já; devemos apenas tentar pensá-lo de novo.
62
A teoria não tem em si mesma nenhum uso, exceto na medida em que nos faz acreditar na conexão dos fenómenos.
72
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Se sei o que fazes, sei o que se pode fazer de ti.
75
Quando o seu terceiro marido morreu, ela ficou loura de desgosto.
72
Mas como pode um jovem fazer com que ele mesmo veja a culpa em coisas com que todos se ocupam, que todos aprovam e promovem? Porque não deveria ele seguir a sua inclinação natural e ir na mesma direção daqueles?
71
É muito difícil e problemático dispor de todos, de metade ou de um quarto dos erros; peneirá-los e atribuir uma porção de verdade ao seu lugar adequado.
24
Na botânica, há uma espécie de plantas chamada Incompletæ; e de igual maneira pode ser dito que há homens incompletos e imperfeitos. Há aqueles cujos desejos e lutas estão desproporcionados quanto às suas ações e proezas.
57
Ideias gerais e grandes conceitos são sempre uma bela maneira de chamar terríveis infortúnios.
59
O amor à verdade mostra-se nisto, quando um homem sabe como descobrir e valorizar o bem que há em tudo.
59
Tal como não podes asfixiar uma máquina a vapor, tão-pouco podes fazer isto na esfera moral. A atividade do comércio, a arremetida e o sussurro do papel- -moeda, a voragem das dívidas que pagam dívidas – tudo elementos monstruosos a que um jovem se vê exposto nos nossos dias. Bom para ele se for, por natureza, dotado de um temperamento sóbrio e sossegado; que não faça exigências ao mundo que saiam por inteiro das medidas da sua posição, nem deixe que o mundo o determine.
65
Devemos ler para mostrarmos conhecimento; devemos escrever para mostrarmos que conhecemos algo; devemos acreditar para mostrarmos compreensão; quando desejas algo, tens de lhe pegar; se o exiges, não o terás; e, quando fores experiente, deves ser útil aos demais.
61
Cada homem deve pensar à sua maneira; pois seguindo o seu caminho ele encontra a verdade, ou alguma verdade, que o ajuda na vida. Mas não deve entregar as suas próprias rédeas; deve controlar-se para que o instinto não se transforme nele.
58
Os nossos planos e intenções devem ser tão perfeitos em verdade e beleza, que ao tocá-los o mundo pode apenas arruiná-los. Devemos, pois, ter a vantagem de ajustar o que está errado e restaurar o que foi destruído.
46
Pensar em termos de analogias não deve ser condenado. A analogia tem esta vantagem, que não vem com nenhuma conclusão e, na verdade, não procura qualquer finalidade. A indução, pelo contrário, é fatal, pois erige um objeto e mantém-no em vista, depois, trabalhando para avançar na sua direção, arrasta a falsidade e a verdade na sua engrenagem.
54
O cumprimento de uma obrigação é sempre sentido como uma dívida, pois nunca é inteiramente satisfatório para nós mesmos.
54
Como pode um homem conhecer-se a si mesmo? Nunca pelo pensamento, sempre pela ação. Tenta cumprir o teu dever e saberás de uma vez o que vales.
65
Tudo o que liberta o nosso espírito sem nos dar o controlo de nós mesmos é ruinoso.
17
O senso comum é o génio da humanidade
20
Nem sempre é necessário à verdade tomar a sua forma definitiva; basta que fique a pairar sobre nós como um espírito; e produz harmonia, se deslizar pelo ar como o som de um sino, solene e amável.
45
Aquele que se contenta com a pura experiência e age de acordo tem verdade suficiente. A criança que cresce é sábia neste sentido.
57
Apenas os homens de habilidades práticas, conhecedores dos seus poderes, e que os usem com moderação e prudência, conhecerão o êxito nos assuntos mundanos.
59
O senso comum, que é aqui avançado como o génio da humanidade, deve ser examinado, primeiro que tudo, pela maneira como se mostra a si mesmo. Se inquirirmos o propósito pelo qual a humanidade o usa, descobrimos o seguinte: a humanidade é condicionada por necessidades. Se não são satisfeitas, o homem torna--se impaciente; e, se o são, isso parece não o afetar.
70
O mundo da razão deve ser visto como um ser grande e imortal que labora incessantemente no que for necessário e assim se faz a si mesmo senhor do que é acidental.
26
Sê genuíno e diligente; ganha para ti mesmo e procura, dos que estão em postos importantes, bondade; dos poderosos, favores; dos dinâmicos e dos virtuosos, progresso; dos muitos, afeição; do indivíduo, amor.
60
Os defeitos são percebidos apenas por quem não ama; portanto, para os ver, um homem tem de se tornar cruel, mas não mais do que o necessário para o propósito.
56
Aqui devemos agir com tato; de outro modo, tal como ganhámos o favor da humanidade, corremos o risco de o desperdiçar de novo sem nos apercebermos disso. Esta é uma lição que um homem aprende muito bem para si mesmo ao longo da vida, mas apenas depois de ter pago um sentido preço por ela; e nem pode, infelizmente, poupar a sua posteridade à mesma experiência.
66
A superstição faz parte da própria essência da humanidade; e, quando imaginamos que a vamos eliminando, ela refugia-se em estranhos recantos e esquinas e, de súbito, avança de novo, quando crê já ser seguro.
54