Uma casa na escuridão

Uma casa na escuridão

2002

«Então, fechei os olhos com força e fixei-me no que via. Esta era uma das coisas que fazia desde pequeno, que tinha descoberto por acaso e que imaginava ser eu a única pessoa a fazer no mundo. Fechava os olhos e via. Via o que se vê com os olhos fechados (...) Isto é o que se vê quando fechados os olhos e continuamos a ver: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. E não se consegue olhar fixamente nem para o negro nem para a luz. Os pontos ou as linhas ou as figuras de luz fogem da atenção. O negro é tão absoluto, tão profundo, tão infinito que o olhar avança por ele sem encontrar um lugar onde possa deter-se. Mas, naquela noite, comecei a distinguir algo dentro desse negro.» Críticas de imprensa «Este livro de José Luís Peixoto é uma experiência apaixonante e estranha. Tem tudo para vir a ser um livro-culto.» Eduardo Prado Coelho, Público « Uma Casa na Escuridão é uma delicadíssima história fantástica, uma metáfora sobre o fim da civilização.» Pulp « Uma Casa na Escuridão é uma onírica descida aos infernos, cadenciada por uma escrita descarnada, rasgada por relâmpagos líricos e rica em reiterações lexicais.» Mimmo Stolfi, Class «Nesta casa assistimos a um alinhamento quase paródico entre o absurdo e o apenas verosímil, onde a esperança ocupa o espaço irredutível do desespero, o sonho se confunde com as feições retorcidas do pesadelo, a perversão exibe o sorriso leve da inocência, a linha singular do quotidiano reúne os pontos dispersos da totalidade do tempo.» Francisco Manuel Ferreira, Homeless Mona Lisa

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Uma casa na escuridão · José Luís Peixoto · 2002
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