Cal
Cal junta contos, uma peça de teatro e poemas em torno de um tema pouco usual na literatura: a velhice, com a sensibilidade inconfundível de José Luís Peixoto. Críticas de imprensa «A grande força está no modo como narra histórias que se dobram para dentro da sua própria loucura e no fio puríssimo de luz com que as vai reunindo e salvando do esquecimento». Eduardo Prado Coelho «Uma das maiores emoções da vida de um crítico é a descoberta de um escritor que faça sentir: eis um novo planeta do firmamento literário. O autor português José Luís Peixoto é um desses escritores.» Alle Landu, Het Parool «É com verdadeiro deslumbramento que entramos no mundo deste escritor de pluma livre e rigorosa. A escrita parece não lhe guardar qualquer segredo.» Le Monde Diplomatique Excertos «As mãos de Ana eram velhas. Os dedos eram grossos e tinham riscos feitos pela lâmina da navalha de retalhar azeitona. As palmas das mãos eram grossas e tinham o toque da superfície serrada de um tronco. As mãos do velho Durico eram magras e escuras. As costas da mãos, quando as estendia debaixo de um candeeiro de petróleo, eram suaves. As unhas eram certas por serem cortadas com uma navalha»