Bairro ocidental

Bairro ocidental

2015

No ano em que celebram os 50 anos daquele que é provavelmente o livro de poesia mais lido e cantado, Praça da Canção, Manuel Alegre publica um novo livro de poesia que é um Praça da Canção dos nossos dias. Uma voz de protesto e de indignação, um retrato inconformado da Pátria e das ditaduras que nos governam, nomeadamente a dos mercados, são temas presentes neste poderoso Bairro Ocidental. Como se pode ler neste poema, «Pátria Minha»: Entre nós e o futuro há arame farpado levaram o que se via além de nós não resta mais que a ponta do nariz como esperar agora o inesperado? Somos do Sul e o saldo somos nós contra o bezerro de oiro o teu quadrado o poema tem de ser o teu país. Entre nós e amanhã há uma taxa de juro uma empresa de rating Bruxelas Berlim entre hoje e o futuro há outra vez um muro resgate é a palavra que nos diz tens de explodir o não dentro do sim não te feches em torres de marfim o poema tem de ser o teu país.

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Bairro ocidental · Manuel Alegre · 2015
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