Doidos e amantes

Doidos e amantes

2005

Este romance comandado pela ordem dos factos, e que foi primeiro dado a público como folhetim, tem agora outro formato. Terá também outra clientela. Ele é tecido na violência secreta, contrapeso indispensável do sufrágio universal. Maria Adelaide é uma mulher munida duma alegria negra que é a de escapar ao amor da lei e às cumplicidades que a rodeiam. Tem nela um pouco de santidade e de malícia; um desdém pela ordem das coisas e um sentimento monstruoso de contar consigo própria. Ela não é um produto da sua época; é outra coisa que não delinquência-vítima. É a delinquência-ruptura, a única que não funciona para proveito do sistema. Surpreende-nos tanto que renunciamos a explicá-la a não ser sob "o ponto de vista dos fins futuros e a sua serenidade sistemática". Críticas de imprensa "Estamos longe de livros como Sibila ou Fanny Owen , mas em Doidos e Amantes Agustina ainda nos consegue surpreender seja através do estilo narrativo seja por meio da história que nos conta. (...) Agustina enquadra todo o drama através de uma análise psicológica tendo em conta as correntes freudianas, muito em voga na época, e filosófica através de Kant, numa tentativa de perceber onde acaba a lucidez e começa a loucura." Luís Robalo de Campos, Janeiro de 2006

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Doidos e amantes · Agustina Bessa-Luís · 2005
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