Ovídio : Poemas do desterro

Ovídio : Poemas do desterro

2017

Públio Ovídio Nasão, o autor de A Arte de Amar , das Metamorfoses , dos Fastos , das Heróides e algumas outras obras menos conhecidas e que Dante, na sua galeria de poetas, coloca logo depois de Homero e Horácio, nasceu em Sulmona, na região dos Abruzzos, a 20 de março do ano 43 a.C. faleceu em Tomos (a actual Constança, na Roménia) no ano 17 d.C. no termo de uma viagem tormentosa, por mar e por terra, a Tomos, precisamente, chegava Ovídio no ano 8 d.C., deportado por ordem do imperador Augusto, desconhecendo-se, até hoje, os verdadeiros motivos que estiveram na origem de tal decisão. Camões, no início da sua III Elegia, fala do sulmonense Ovídio desterrado / na aspereza do Ponto , e dele, ou antes, do seu doloroso desterro, falam também longamente os poemas compostos desde a sua saída de Roma, durante a viagem e no decurso da sua permanência em Tomos, logo enviados para a capital do império, onde foram recebidos com natural expectativa, dada a posição social e a situação de banido do seu autor. São os poemas reunidos sob os títulos de Tristia ( Tristes ) e Epistulae ex Ponto ( Cartas do Ponto ou, simplesmente, Pônticas ), obras que, embora escritas, ambas, em dístico elegíaco, recebem títulos diferentes pelo facto de, na segunda, os poemas terem um destinatário expresso, o que não sucede na primeira. Os poemas selecionados para este livro Poemas do Desterro pertencem a estas duas obras.

Nenhum poema encontrado

Este livro ainda não possui poemas associados.
Ovídio : Poemas do desterro · Albano Dias Martins · 2017
Livros