Poesia 1952-1980

Poesia 1952-1980

1981

As suas imagens mais significativas (vento, onda, sangue, voz, rumor) correspondem a um empenho de captar o ritmo de tudo quanto, de algum modo, se pode dizer palpita, ou se desenvolve a partir de um núcleo germinativo (semente, pólen, desejo: outras imagens predilectas). Eis uma poesia cuja ontologia se poderia mesmo exprimir, em abstracto, dizendo: nós não existimos, e nada existe, salvo na medida de um certo ritmo, exactamente o ritmo da poesia. - Óscar Lopes.

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Poesia 1952-1980 · Fernando Guimarães · 1981
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