Mãe-do-fogo
Na Relógio D'Água tem vindo a publicar livros que inclui sob as designações de: POESIA (mais recente, Invisíveis Correntes, 2004); FICÇÃO (mais recentes, No Verão É Melhor Um Conto Triste, 2000); FICÇÃO/ARTE (mais recente, A Gravata Ensaguentada, 2006); e SOBRE ARTE (mais recente, Processo em Arte,, 2008). Os seus dois mais recentes livros de poesia foram publicados na Cinemateca Portuguesa: A Palavra , (a partir de filmes de Theodor Dreyer e acompanhando uma exposição com a mesma finalidade de José Loureiro, 2007); e Pickpocket, (a partir de filmes de Robert Bresson e companhando uma exposição com a mesma finalidade de Rui Chafes, 2009). Críticas de imprensa «Nestes 25 novos poemas, completados por uma série de Desenhos de João Cruz Rosa (a tinta -da-china sobre papel feito à mão), João Miguel Fernandes Jorge (n. 1943) prossegue a sua linha estética de grande rigor e austeridade, pontualmente iluminada por efusões de um lirismo que nunca abandona um recorte clássico. Como sempre há poemas que se inspiram nas artes visuais (a pintura de Rembrandt; uma fotografia de Ed van der Elsken) e outros que captam a natureza epifânica das coisas mais simples: o melro que bebe de um prato de barro com “água a rasar”, uma capela, a “ondulada lâmina // do desejo” que “desarma o corpo”, o licor de leite filtrado gota a gota, os “cambiantes” cromáticos dos medronhos maduros.» José Mário Silva, Ler