Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Enigmas Maias
Filho, quais são as bocas tristes por onde as canas se lamentam?
Os buracos da flauta.
Filho, viste acaso duas pedras verdes com uma cruz ao meio?
Os olhos do h…
Poemas Arabico-Andaluzes - Cavalo Branco
Alvo como luz quando o sol se levanta — orgulhoso avançava, ajaezado com
a sela de ouro.
Vendo-o caminhar atrás de mim para a guerra, disse alguém:
«Q…
Poemas Arabico-Andaluzes - o Dedal
Dedal dourado como o sol: todo se ilumina, se lhe bate a luz de uma
estrela.
Modelou-o o ourives com esmero, até torná-lo vivo como o próprio ouro.
É…
Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle - Celebração da Cidade do México
I
Estende-se a cidade em círculos de esmeralda:
extraordinária México, oh plumagem ardente.
Por toda a parte passam em barcos os guerreiros,
através da na…
Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle - Canto de Itzpapalotl
Ireis à região das piteiras selvagens,
para colher os cactos e as piteiras selvagens,
para erguer uma casa de piteiras selvagens.
Ireis à região onde é a ra…
Oração Magica Finlandesa Para Estancar o Sangue Das Feridas
Pára, sangue, de correr,
de ressaltar aos borbotões,
de me inundar como torrente,
de me brotar sobre o flanco.
Como contra uma parede,
imóvel como …
Poemas Indochineses - Uma Rapariga Responde a Perguntas
Cresce o bambu ao lado do pagode.
O búfalo sai de manhã à procura de alimento.
Quando nasce, o nabo é muito pequeno.
Canta o galo no pátio dos Três Palácios.
Canções de Camponeses do Japão - Arrozal de Madrugada
Às quatro da manhã, arranco
ervas daninhas do arrozal.
Mas que é isto: orvalho do campo,
ou lágrimas de dor?
Poemas Arabico-Andaluzes - Os Jarros
Pesados eram os jarros, mas quando os encheram de vinho puro,
tornaram-se leves, e quase levantaram voo com sua carga preciosa, do
mesmo modo que os corpos se a…
Quatro Poemas Árabes - Divisa
Conhecem-me os cavalos e a noite e os desertos
traiçoeiros e a guerra e as feridas e o papel e a pena.
Teoria Sentada - V
Muitas canções começam no fim, em cidades
estranhas. Sei
que a felicidade dos meses é ao meio e a força
de um homem é ao meio
da vida pura. Mas são muitas…
Poemas Arabico-Andaluzes - a Cegonha
Emigrante de outras terras, que anuncia o tempo,
que desdobra as asas de ébano, e despe o corpo de marfim, e ri claro com
bico de sândalo.
Teoria Sentada - Iv
Quando já não sei pensar no alto de irrespiráveis irrespiráveis
montes, e ouço muitas vozes por dentro,
e as estrelas se desdobram à volta, então.
E já não sei …
Cântico Dos Cânticos - Terceiro Poema
Quem é que sobe do deserto como uma coluna de fumo,
vapor de mirra e de incenso,
vapor de todos os perfumes exóticos?
Eis a liteira de Salomão, rodeada
Poemas do Antigo Egipto - Exorcismo
Oh vai, vai dormir, e vai aonde estão as tuas belas mulheres,
sobre cujos cabelos se verteu a mirra
e sobre cujos ombros se verteu o incenso fresco.
Três Canções do Epiro - Diálogo de Marinheiros
Quem viu a árvore de cor verde?
Rapariga dourada de olhos sombrios.
Coberta de lindas folhas de prata.
De olhos sombrios e sombrias sobrancelhas.
Com ouro ac…
Poemas Arabico-Andaluzes - a Barca
Lá vem a barca como um nadador de pernas rígidas, rápida como um falcão
que se abate sobre um peixe-voador.
Parece também uma pupila que contempla o ar, as pálp…
Poemas Arabico-Andaluzes - o Rio
Belo deslizava o rio no seu leito, e melhor seria nele mergulhar a boca
do que mergulhá-la numa boca de mulher.
curvado como uma pulseira, rodeado pelas flores como u…
Poemas do Antigo Egipto - Ode do Desesperado
A morte está agora diante de mim
como a saúde diante do inválido,
como abandonar um quarto após a doença.
A morte está agora diante de mim
como o odor …
Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle - Elogios
Deitada, repousa a flor. Deitado, além, repousa o canto.
Lapido esmeraldas, derreto o ouro: e eis o meu canto.
Engasto esmeraldas: eis o meu canto.
O homem inc…
Hino Orfico a Noite
(Grécia)
Cantarei a criadora dos homens e deuses — cantarei a Noite.
Noite, fonte universal.
Ó forte divindade ardendo com as estrelas, Sol negro,
invadida p…
Poemas Arabico-Andaluzes - a Açucena
As mãos da Primavera edificaram, no cimo dos caules, os castelos da
açucena;
castelos com ameias de prata onde, em volta do Príncipe, os guerreiros
empunham esp…
Teoria Sentada - Iii
A minha idade é assim —verde, sentada.
Tocando para baixo as raízes da eternidade.
Um grande número de meses sem muitas saídas,
soando
estreitos sinos, muda…
Quatro Poemas Árabes - Decepção
Disseram que a minha Layla vive em Tayma,
quando os barcos do estio aí lançam as âncoras.
Eis porém que se esgotaram os meses de verão.
Porque a arrasta o…