Citações neste tema
Sociedade e Mundo
Luis Fernando Verissimo
Monarquia. Do grego mono archia ou governo de um macaco só. As monarquias podem ser absolutas ou constitucionais. A diferença é que no primeiro caso o monarca se diverte muito mais.
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Luis Fernando Verissimo
Muhammad Ali ficará na história dos Estados Unidos, e não apenas na sua história esportiva. Foi protagonista ativo de algumas revoluções, como a que deu uma nova perspectiva ao negro americano e a que acabou com a intervenção no Vietnã. Foi sempre uma mistura fascinante de palhaço e super-homem.
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Luis Fernando Verissimo
Nova York é a capital mundial da cultura sem ter uma cultura própria, fora os grafites no subway.
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Luis Fernando Verissimo
Escrever é uma atividade que comecei meio tarde e meio por acaso e que tem garantido o uísque das crianças. (Cf. Escrever )
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Luis Fernando Verissimo
Toda a Odisseia de Homero não passa da história de alguém não querendo outra coisa a não ser voltar para os braços da patroa.
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Luis Fernando Verissimo
Neoliberalismo é o capitalismo selvagem com porte de arma e habeas-corpus preventivo. (Cf. Culpas)
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Luis Fernando Verissimo
As nossas elites não mudaram muito desde dom João VI . Vamos lhes dar mais um pouco de tempo. (Cf. Impunidade)
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Luis Fernando Verissimo
“Moral” e “bons costumes” são abstrações imensuráveis e inconstantes. Em política, por exemplo, o que ontem era execrável hoje é rotina.
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Luis Fernando Verissimo
“Moral” e “bons costumes” são abstrações imensuráveis e inconstantes. Em política, por exemplo, o que ontem era execrável hoje é rotina.
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Luis Fernando Verissimo
A maior conquista do nosso Carnaval é a preservação da ideia da nobreza popular, apesar de tudo.
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Luis Fernando Verissimo
Dizem que a lei existe para contrariar a natureza. Se o Homem sempre seguisse seus instintos naturais e matasse, roubasse e passasse a mão na bunda do próximo sem qualquer punição, onde estaríamos? No Brasil, acertou. (Cf. Honra)
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Luis Fernando Verissimo
O único turista digno desse nome é o mochileiro, pois é o que renuncia a tudo pelo simples prazer de viajar. (Cf. Conforto)
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Luis Fernando Verissimo
Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das oito — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas —, você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Mannix em outro canal?
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Luis Fernando Verissimo
Sempre que um leitor não entende o que um jornalista profissional escreve a culpa é de quem escreve. Tenho, no mínimo, a obrigação de ser claro. Você não pode pedir que o leitor subentenda nada. É como pedir que ele faça o seu trabalho por você.
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Luis Fernando Verissimo
Nunca me orgulhei tanto do que fiz como quando construí um projetor com uma caixa de charutos e projetei na parede um filme desenhado por mim em papel de seda. O filme queimou em dois segundos, mas foram meus melhores dois segundos até agora.
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Luis Fernando Verissimo
A morte prematura de James Dean o salvou do destino de outras jovens legendas, que acabaram fazendo pontas, como Orson Welles de pregador em Moby Dick , ou Marlon Brando de baleia num possível remake.
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Luis Fernando Verissimo
Não são os milhões que corrompem e arruínam — é o centavo a mais. Aquele um centavo além do razoável, a perdição dos que não sabem onde parar. (Cf. Limites)
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Luis Fernando Verissimo
Os seios da Martine Carol foram os primeiros que muitos de nós vimos numa tela, no tempo em que cada terceira palavra de filme americano não era “fucking” e só havia sexo em filme europeu.
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Luis Fernando Verissimo
A meteorologia, como se sabe, é a ciência que estuda meteoros e, na falta destes, dá uma olhadinha para ver como está o tempo.
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Luis Fernando Verissimo
Uma vez em Paris, não é uma necessidade ir ao Louvre, mas pode-se fazer o seguinte: entrar pela nova pirâmide, correr até a Mona Lisa, afastando japoneses do caminho a cotoveladas, prestar vinte segundos de homenagem a Leonardo da Vinci e, por seu intermédio, a toda a moçada da Renascença e depois sair correndo do museu, sem esquecer de abanar para a Vênus de Milo, que não poderá responder ao abano.
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Luis Fernando Verissimo
Em 1950, o Brasil não podia perder, não tinha como perder, seria uma aberração perder, e perdeu. O trauma, de tão grande e inesperado, ficou como uma espécie de castigo exemplar, valendo para todas as nossas presunções e vaidades, e não apenas as do futebol. Um recado direto dos deuses. (Cf. Lógica)
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