Citações neste tema
Sociedade e Mundo
Luis Fernando Verissimo
Depois do polegar, o dedo mais importante é o indicador. É o dedo que se usa em algumas tarefas indispensáveis para a sobrevivência da espécie, como chamar o elevador ou o garçom e disparar foguetes. Mas também é o dedo da acusação e da delação. Sua utilidade é indiscutível, mas seu caráter é duvidoso.
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Luis Fernando Verissimo
Todos deviam ser donos do seu nariz, mas infelizmente isto não acontece. Num país como o Brasil o sonho do nariz próprio continua inalcançável para a maioria.
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Luis Fernando Verissimo
Todos deviam ser donos do seu nariz, mas infelizmente isto não acontece. Num país como o Brasil o sonho do nariz próprio continua inalcançável para a maioria.
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Luis Fernando Verissimo
O mais importante humorista da época da censura foi o Henfil, um cartunista. Fazia críticas aos governos e aos militares, mas disfarçadas pelo desenho. Por alguma razão, a gente podia dizer coisas com os cartuns que não era possível expressar no texto. Talvez porque o desenho tenha essa conotação de algo lúdico, infantil.
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Luis Fernando Verissimo
O herói é o deus democrático, eleito pelos seus semelhantes, ao contrário do deus clássico que já nasceu deus.
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Luis Fernando Verissimo
Todo mundo é honrado até prova em contrário, e no Brasil nunca aparece a prova em contrário.
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Luis Fernando Verissimo
Todo mundo é honrado até prova em contrário, e no Brasil nunca aparece a prova em contrário.
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Luis Fernando Verissimo
Há algumas décadas instituímos no país a democracia condicional. Qualquer um podia ser presidente da República, desde que tivesse quatro estrelas. O que restringia a escolha a generais e hotéis.
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Luis Fernando Verissimo
A História é um relato da imperfeição humana. A História é o nosso dossiê criminal, nossa culpa documentada.
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Luis Fernando Verissimo
Não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Isaac Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na História ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. (Cf. Adão e Eva)
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Luis Fernando Verissimo
Conheci dois Hitlers, sendo que um se chamava César Hitler. Como nunca mais ouvi falar deste é óbvio que ele frustrou a esperança que seus pais tinham de que dominasse o mundo. (Cf. Ditadores)
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Luis Fernando Verissimo
Dos seus tempos de repórter em Viena, o diretor Billy Wilder gostava de contar da vez em que foi posto para fora da casa de Sigmund Freud, não sem antes espiar o seu gabinete e notar como era curto o famoso divã em que “herr Doktor” colocava seus pacientes — e concluir que todas as teorias freudianas eram baseadas na experiência de neuróticos pequenos.
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Luis Fernando Verissimo
Os grafites em paredes de banheiros públicos documentam as piores taras e os piores ressentimentos, e portanto o melhor humor da humanidade.
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Luis Fernando Verissimo
É tão fácil roubar no Brasil, são tantas as tentações e tão poucas as probabilidades de castigo que só um caráter incomum explica a honestidade de quem não rouba.
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Luis Fernando Verissimo
É tão fácil roubar no Brasil, são tantas as tentações e tão poucas as probabilidades de castigo que só um caráter incomum explica a honestidade de quem não rouba.
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Luis Fernando Verissimo
Em Nova York pegamos frio de chegar no hotel e contar as orelhas para ver se nenhuma tinha caído na calçada.
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Luis Fernando Verissimo
Os franceses se declaram desolê por qualquer coisa. Você os deixa desolados, desconsolados, arrasados com o menor pedido que não podem atender, ou com a menor demonstração de decepção ou descontentamento. É uma declaração tão forte de contrição e empatia que, mesmo automática e distraída, deixa você sem ação. O que mais você pode pedir de quem está pensando no suicídio por sua causa? Desolê absolve tudo.
25
Luis Fernando Verissimo
A garrafa térmica aumentou em muito a mobilidade do gaúcho já que chaleira e lenha vermelha são difíceis de carregar — e é hoje a segunda maior responsável pela evasão de gaúchos para outros estados, depois do governo. (Cf. Grenal)
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Luis Fernando Verissimo
O frequentador da geral é o único torcedor autêntico do futebol. Não é o espetáculo que o atrai. Dali onde ele fica não se vê espetáculo algum. A única visão desimpedida que ele tem é dos fundilhos do bandeirinha, o resto ele adivinha. O geraldino está ali porque tem que estar. Seu compromisso não é com o jogo, que ele não vê, é com o time. Como não enxerga os detalhes, vive apenas os momentos decisivos do jogo, as grandes explosões. O resto é uma angústia cega, de pescoço esticado.
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