Citações neste tema
Outros
Luis Fernando Verissimo
A mentira tem uma função social importante. A gente mente para não magoar, para evitar conflitos, para salvar casamentos e principalmente para não se incomodar. A sinceridade é uma virtude supervalorizada.
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Luis Fernando Verissimo
Crônicas são anotações nas margens da história. Uma analogia que só se sustentará enquanto o livro não for substituído pelo tablet.
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Luis Fernando Verissimo
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. “Sílfide”, por exemplo. É dizer “sílfide” e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta.
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Luis Fernando Verissimo
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. “Sílfide”, por exemplo. É dizer “sílfide” e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta.
63
Luis Fernando Verissimo
Sou o homem mais desatualizado que conheço. O samba pegou ou a moda ainda é o maxixe?
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Luis Fernando Verissimo
O tamanho do texto não determina a sua qualidade. Sempre cito o exemplo do Rubem Braga, que raramente passou do tamanho normal de uma coluna e mesmo assim foi um dos nossos maiores escritores.
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Luis Fernando Verissimo
Ainda toco saxofone, eventualmente, se bem que haja discussões sobre se “tocar” é o verbo exato.
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Luis Fernando Verissimo
Acho o Universo um barato e não faria o mundo diferente, apesar de concordar que certas coisas — Saturno, por exemplo, e todo o repertório do Julio Iglesias — são de gosto duvidoso.
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Luis Fernando Verissimo
O salto com vara certamente começou no sítio a cidades fortificadas, depois de decidirem que atirar javalis, martelos e discos por cima do muro não estava dando resultado.
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Luis Fernando Verissimo
Interromper a leitura para consultar notas de pé de página é como ter que sair da cama quente para ver que barulho é aquele no porão.
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Luis Fernando Verissimo
O megaconcerto de rock, essa paródia controlada de um levante popular, nasceu com os Beatles.
100
Luis Fernando Verissimo
O melhor começo de filme de todos, para mim, é o de Yojimbo (ou é o outro, chamado, se não me falham os neurônios, Sanjuro ?). O samurai do Kurosawa vem por uma estrada e chega a uma encruzilhada. Não sabe que caminho escolher. Nisto, por um dos caminhos, surge um cachorro com alguma coisa na boca. Quando chega perto vê-se o que ele tem na boca: é uma mão decepada. O samurai não hesita. Segue pelo caminho de onde veio o cachorro, sabendo que no fim daquela estrada encontrará emprego.
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Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
71
Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
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Luis Fernando Verissimo
Os Rolling Stones levaram a revolução dos Beatles um passo para a frente, pois não eram apenas heróis culturais proletários como os Beatles, eram heróis culturais proletários e feios. Muito mais democráticos e perigosos. (Cf. Beatles )
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Luis Fernando Verissimo
Um escritor só é responsável pelo seu texto até o ponto final. O mundo que o texto vai encontrar depois do ponto final — o mundo dos leitores, dos críticos, do comércio e das repercussões — escapa ao seu controle. (Cf. Ofício )
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Luis Fernando Verissimo
Acho “Sabiá”, música do Tom, letra do Chico, uma das coisas mais bonitas feitas no Brasil em todos os tempos, “coisas”, aí, incluindo a nossa melhor literatura, nossa melhor pintura, as Bachianas do Villa-Lobos e a Patricia Pillar. (Cf. Impossível )
40
Luis Fernando Verissimo
Acho “Sabiá”, música do Tom, letra do Chico, uma das coisas mais bonitas feitas no Brasil em todos os tempos, “coisas”, aí, incluindo a nossa melhor literatura, nossa melhor pintura, as Bachianas do Villa-Lobos e a Patricia Pillar. (Cf. Impossível )
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Luis Fernando Verissimo
O Jorge Luis Borges dizia que o escritor publica seus livros para livrar-se deles, para não ficar reescrevendo-os ao infinito. Mas Borges, que nunca fez um texto muito longo, foi um grande exemplo de quem sempre soube onde parar.
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Luis Fernando Verissimo
Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo.
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Luis Fernando Verissimo
A porta é a primeira coisa que as pessoas veem. Como o prefácio de um livro, ela deve preparar as pessoas para o que vão encontrar, dentro da casa, mas sem dizer tudo. Deve sugerir, despertar o interesse sem estragar a surpresa.
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