Citações neste tema
Outros
Luis Fernando Verissimo
Muitas palavras pedem outro significado do que os que têm. “Plúmbeo” devia ser o barulho que um objeto faz ao cair na água. “Alvíssaras” deviam ser flores, “picuinha” um tempero e “lorota”, claro, o nome de uma manicure gorda.
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Luis Fernando Verissimo
O salto com vara certamente começou no sítio a cidades fortificadas, depois de decidirem que atirar javalis, martelos e discos por cima do muro não estava dando resultado.
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Luis Fernando Verissimo
Ainda toco saxofone, eventualmente, se bem que haja discussões sobre se “tocar” é o verbo exato.
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Luis Fernando Verissimo
Interromper a leitura para consultar notas de pé de página é como ter que sair da cama quente para ver que barulho é aquele no porão.
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Luis Fernando Verissimo
O melhor começo de filme de todos, para mim, é o de Yojimbo (ou é o outro, chamado, se não me falham os neurônios, Sanjuro ?). O samurai do Kurosawa vem por uma estrada e chega a uma encruzilhada. Não sabe que caminho escolher. Nisto, por um dos caminhos, surge um cachorro com alguma coisa na boca. Quando chega perto vê-se o que ele tem na boca: é uma mão decepada. O samurai não hesita. Segue pelo caminho de onde veio o cachorro, sabendo que no fim daquela estrada encontrará emprego.
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Luis Fernando Verissimo
Ela deu um sorriso tão bonito que o rabo dos meus olhos começou a abanar de alegria.
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Luis Fernando Verissimo
Anuários de propaganda são esses livros que a gente folheia nas agências em busca de ideias originais na esperança de que o cliente não tenha o mesmo anuário.
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Luis Fernando Verissimo
Recebo xingamentos e elogios por coisas que não escrevi. Uma vez uma senhora me parou para falar que nunca gostou muito dos meus textos, mas que um chamado “Quase” era muito bom. Eu nunca escrevi isso, mas agora ele é quase meu.
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Luis Fernando Verissimo
Recebo xingamentos e elogios por coisas que não escrevi. Uma vez uma senhora me parou para falar que nunca gostou muito dos meus textos, mas que um chamado “Quase” era muito bom. Eu nunca escrevi isso, mas agora ele é quase meu.
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Luis Fernando Verissimo
Muitas pessoas têm uma queda para a literatura, nem que seja só de um degrau.
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Luis Fernando Verissimo
Um escritor só é responsável pelo seu texto até o ponto final. O mundo que o texto vai encontrar depois do ponto final — o mundo dos leitores, dos críticos, do comércio e das repercussões — escapa ao seu controle. (Cf. Ofício )
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Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
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Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
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Luis Fernando Verissimo
No trabalho jornalístico, processo criativo muitas vezes é o nome que se dá ao pânico. É preciso cumprir prazos e você acaba produzindo, inspirado ou não.
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Luis Fernando Verissimo
Muitos escritores novos dizem que seu maior problema é saber por onde começar. Não é. O maior problema de quem escreve (ou compõe, ou interpreta, ou, principalmente, discursa) é saber onde parar.
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Luis Fernando Verissimo
Muitos escritores novos dizem que seu maior problema é saber por onde começar. Não é. O maior problema de quem escreve (ou compõe, ou interpreta, ou, principalmente, discursa) é saber onde parar.
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Luis Fernando Verissimo
Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo.
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Luis Fernando Verissimo
O Jorge Luis Borges dizia que o escritor publica seus livros para livrar-se deles, para não ficar reescrevendo-os ao infinito. Mas Borges, que nunca fez um texto muito longo, foi um grande exemplo de quem sempre soube onde parar.
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