Citações neste tema
Outros
Luis Fernando Verissimo
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. “Sílfide”, por exemplo. É dizer “sílfide” e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta.
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Luis Fernando Verissimo
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. “Sílfide”, por exemplo. É dizer “sílfide” e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta.
62
Luis Fernando Verissimo
Se eu pudesse escolher um outro homem para ser, seria um inventor de novos sabores para fábricas de sorvete.
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Luis Fernando Verissimo
Muitas palavras pedem outro significado do que os que têm. “Plúmbeo” devia ser o barulho que um objeto faz ao cair na água. “Alvíssaras” deviam ser flores, “picuinha” um tempero e “lorota”, claro, o nome de uma manicure gorda.
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Luis Fernando Verissimo
O salto com vara certamente começou no sítio a cidades fortificadas, depois de decidirem que atirar javalis, martelos e discos por cima do muro não estava dando resultado.
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Luis Fernando Verissimo
O megaconcerto de rock, essa paródia controlada de um levante popular, nasceu com os Beatles.
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Luis Fernando Verissimo
Um escritor só é responsável pelo seu texto até o ponto final. O mundo que o texto vai encontrar depois do ponto final — o mundo dos leitores, dos críticos, do comércio e das repercussões — escapa ao seu controle. (Cf. Ofício )
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Luis Fernando Verissimo
O melhor começo de filme de todos, para mim, é o de Yojimbo (ou é o outro, chamado, se não me falham os neurônios, Sanjuro ?). O samurai do Kurosawa vem por uma estrada e chega a uma encruzilhada. Não sabe que caminho escolher. Nisto, por um dos caminhos, surge um cachorro com alguma coisa na boca. Quando chega perto vê-se o que ele tem na boca: é uma mão decepada. O samurai não hesita. Segue pelo caminho de onde veio o cachorro, sabendo que no fim daquela estrada encontrará emprego.
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Luis Fernando Verissimo
O tamanho do texto não determina a sua qualidade. Sempre cito o exemplo do Rubem Braga, que raramente passou do tamanho normal de uma coluna e mesmo assim foi um dos nossos maiores escritores.
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Luis Fernando Verissimo
Acho o Universo um barato e não faria o mundo diferente, apesar de concordar que certas coisas — Saturno, por exemplo, e todo o repertório do Julio Iglesias — são de gosto duvidoso.
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Luis Fernando Verissimo
Os Rolling Stones levaram a revolução dos Beatles um passo para a frente, pois não eram apenas heróis culturais proletários como os Beatles, eram heróis culturais proletários e feios. Muito mais democráticos e perigosos. (Cf. Beatles )
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Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
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Luis Fernando Verissimo
Sempre escrevemos para recordar a verdade. Quando inventamos, é para recordá-la mais exatamente. (Cf. Autoria )
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Luis Fernando Verissimo
Sou o homem mais desatualizado que conheço. O samba pegou ou a moda ainda é o maxixe?
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Luis Fernando Verissimo
Interromper a leitura para consultar notas de pé de página é como ter que sair da cama quente para ver que barulho é aquele no porão.
63
Luis Fernando Verissimo
Acho “Sabiá”, música do Tom, letra do Chico, uma das coisas mais bonitas feitas no Brasil em todos os tempos, “coisas”, aí, incluindo a nossa melhor literatura, nossa melhor pintura, as Bachianas do Villa-Lobos e a Patricia Pillar. (Cf. Impossível )
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Luis Fernando Verissimo
Acho “Sabiá”, música do Tom, letra do Chico, uma das coisas mais bonitas feitas no Brasil em todos os tempos, “coisas”, aí, incluindo a nossa melhor literatura, nossa melhor pintura, as Bachianas do Villa-Lobos e a Patricia Pillar. (Cf. Impossível )
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Luis Fernando Verissimo
Muitas pessoas têm uma queda para a literatura, nem que seja só de um degrau.
50
Luis Fernando Verissimo
A porta é a primeira coisa que as pessoas veem. Como o prefácio de um livro, ela deve preparar as pessoas para o que vão encontrar, dentro da casa, mas sem dizer tudo. Deve sugerir, despertar o interesse sem estragar a surpresa.
43
Luis Fernando Verissimo
Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo.
40
Luis Fernando Verissimo
O Jorge Luis Borges dizia que o escritor publica seus livros para livrar-se deles, para não ficar reescrevendo-os ao infinito. Mas Borges, que nunca fez um texto muito longo, foi um grande exemplo de quem sempre soube onde parar.
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