Citações neste tema
Humor e Ironia
Mário Quintana
Dona Glorinha estava que não podia! Aquele homem que rodava no espaço, cada vez mais rápido, e preso apenas pelos dentes a uma roldana... Dona Glorinha sentia doerem-lhe os dentes, não os de agora, os outros... Dona Glorinha não pôde mais. E bradou, em meio do suspense geral: “Basta, cruel!”
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Mário Quintana
Certa vez abalancei-me a um trabalho intitulado “Preguiça”. Constava do título e duas belas colunas em branco, com a minha assinatura no fim. Infelizmente não foi aceito pelo supercilioso coordenador da página literária. Já viram desconfiança igual? Censurar uma página em branco é o cúmulo da censura.
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Mário Quintana
E essas que enxugam as lágrimas em nossos poemas como defluxos em lenços... Oh! tenham paciência, velhinhas... A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca!
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Mário Quintana
Na volta da esquina encontrei um dragão. — Que belas escamas, senhor dragão! Que luminoso laquê! E as chamas que deitais por vossa goela têm o colorido e o movimento de um balé! E que padrão heráldico, Excelência, que... O dragão saiu se reboleando.
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Mário Quintana
O mais trágico dessas reuniões sociais é que elas são compostas unicamente de terceiros.
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Mário Quintana
E eis que ressurge agora o novo homem das Cruzadas, isto é, das palavras cruzadas.
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Mário Quintana
Eles erram sempre de maneira tão complicada que eu não atino como ainda não descobriram que seria muito mais fácil escreverem certo.
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Mário Quintana
E há também esses lugares-comuns do paradoxo, que fazem a gente suspirar por uma honesta, uma repousante banalidade...
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Mário Quintana
Não há maior euforia, numa orquestra, como a dos pratos — tlin! tlin! tlan!!! — quando se vingam, enfim, do seu longo, do seu forçado silêncio.
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Mário Quintana
Ele chegou ao bar, pálido e trêmulo. Sentou-se. — Por enquanto, nada — desculpou-se ao garçom. — Estou esperando uma amiga. Dali a dois minutos, estava morto. Quanto ao garçom que o atendeu, esse adorava repetir a história, mas sempre acrescentava ingenuamente: — E, até hoje, a “grande amiga” não chegou!
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Mário Quintana
Na volta da esquina encontrei a Esfinge. Petrifiquei-me. Ela me disse então, olhando-me nos olhos: — Devora-me ou decifro-te!
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