Citações neste tema
Amor Romântico
Padre António Vieira
O certo é que toda a fortuna tem jurisdição no amor: se é adversa, ninguém vos ama; se é próspera, a ninguém amais. Sermões (84)
53
Padre António Vieira
O verdadeiro e desinteressado amor entre os que se partem, ou ficam, mais atende às felicidades de quem se parte, para alegrar, que às saudades de quem fica, para enternecer.
59
Padre António Vieira
O amor acredita-se no supérfluo: quem ama pouco contenta-se com o que basta: quem ama muito contenta-se com o que sobeja; e quem ama mais que muito nem com o que basta nem com o que sobeja se contenta, ainda sobe mais, ainda passa mais adiante.
47
Padre António Vieira
O amor pesa-se na balança da paciência: padecer menos é amar menos; padecer mais é amar mais.
58
Padre António Vieira
Oh!, que perfeito, Oh!, que divino, Oh!, que ditoso modo de amar! Amar com igualdade no amor, porque o mesmo coração é o que ama: e amar sem dúvida na correspondência, porque o mesmo coração é o que corresponde: antes o mesmo amor em unidade recíproca é amor e correspondência juntamente; porque não podiam os amores ser dois quando os amantes se tinham transformado em um.
40
Padre António Vieira
A propriedade da quantidade é poder-se sempre dividir e a propriedade do amor é querer-se sempre dar todo.
59
Padre António Vieira
Se o diminuir no amor é descrédito, também é descrédito o crescer. Quem diz que ama mais desacredita o seu amor, porque, ainda que o crescer seja aumento, é aumento que supõe imperfeição. Amor que pode crescer não é amor perfeito.
42
Padre António Vieira
Assim como o amor só com amor se conquista, assim não há amor tão forte, ou tão fortificado, que se não renda a outro amor.
53
Padre António Vieira
Quem ama porque o amam é agradecido; quem ama para que o amem é interesseiro; quem ama não porque o amam nem para que o amem, esse, só é fino.
79
Padre António Vieira
Uma das ignorâncias que tira o merecimento ao amor é não conhecer quem ama a quem ama. Quantas cousas há no mundo muito amadas que, se as conhecera quem as ama, haviam de ser muito aborrecidas!
71
Padre António Vieira
Em todos os parentes o amor é acidente que se pode mudar; no amigo fiel é essência, e por isso imutável.
50
Padre António Vieira
Em todas as outras coisas, o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor, o deixar de ser é sinal de nunca ter sido.
46
Padre António Vieira
O tempo e a ausência combatem o amor pela memória, a ingratidão pelo entendimento e pela vontade.
56
Padre António Vieira
O amor e o ódio ambos sentenceiam sem vista, um porque a não tem e outro porque a não dá.
21
Padre António Vieira
O amor essencialmente é união, e a união não pode unir um extremo sem que una também o outro.
48
Padre António Vieira
Tudo conquista o amor quando conquista uma alma, porém, o primeiro rendido é o entendimento.
61
Padre António Vieira
Se não tiverdes com que pagar as outras dívidas, ao menos não devais o amor de uns aos outros. Porque o não pagar as outras dívidas pode ter escusa na impossibilidade; mas não pagar o amor, nenhuma escusa pode ter, porque basta a vontade para pagar.
49
Padre António Vieira
O amor essencialmente é união, e quanto mais une ou procura unir os que se amam, tanto maiores efeitos tem, e tanto maiores afectos mostra de amor.
54
Padre António Vieira
Não há dúvida de que, assim como da parte da ingratidão foi o maior excesso a que podia chegar a fereza humana, assim da parte do amor foi o maior extremo com que a podia corresponder a benignidade divina.
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