Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Luiz Pinto d Albuquerque Bello
Mulher
Sussurros na sala
Perfume no ar
Mulher chegando
Farfalhar de roupas,
Brincos na mesinha
Mulher deitando
Beijo no rosto
Mãos viajando
Mulher amando
Chuveiro aberto
Escova de dentes
Mulher acordando
Perfume no ar
Sussurros na sala
Mulher saindo
Perfume no ar
Mulher chegando
Farfalhar de roupas,
Brincos na mesinha
Mulher deitando
Beijo no rosto
Mãos viajando
Mulher amando
Chuveiro aberto
Escova de dentes
Mulher acordando
Perfume no ar
Sussurros na sala
Mulher saindo
1 017
Luiz Moraes
Limites
Vi sofrendo
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
988
Luiz Moraes
Limites
Vi sofrendo
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
988
Luiz Moraes
Limites
Vi sofrendo
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
Outro irmão
Em busca de pão e amor
Na rua deserta
Igual a um profeta
Ou um bicho qualquer
Mais bicho não o é
No céu já não pensa
Perdeu sua crença
No pátio da Sé
Nem um trocado
Sapato furado
E agora como é?
A fome lhe dói
O rato lhe rói
É um bicho ou não é?
Tem medo do escuro
Queria ser duro
Como foi José
No lixo sua mesa
A gula indefesa
Para saciar
Engole impurezas
Vomita tristeza
E começa a chorar
Cheguei mais perto
Para ver de certo
Se aquilo era um cão
Era um homem sem colo
Caído no solo
Dos homens sem mãos
988
Leopoldo Neto
Noite de Natal
Cidades enfeitadas
Luzes multicores acesas
Parecendo passeata de princesas !...
Chego num clube elegante,
Vislumbro crianças ,
Com as mãos abarrotadas de brinquedos,
Mesas com variadas bebidas,
Adornadas de guloseimas !...
Crianças alegres,
Cantando músicas de Natal ,
Adultos
Se abraçando e se beijando ,
Todos falando : Feliz Natal , Feliz Natal !...
Chego num bairro de periferia,
Vejo pais e mães, carregando tristezas,
Vítimas das incertezas
Do hoje e do amanhã !...
Crianças famintas, sem nenhum brinquedo,
Até quando continuará ? Até quando ?...
Perguntem às princesas.
Luzes multicores acesas
Parecendo passeata de princesas !...
Chego num clube elegante,
Vislumbro crianças ,
Com as mãos abarrotadas de brinquedos,
Mesas com variadas bebidas,
Adornadas de guloseimas !...
Crianças alegres,
Cantando músicas de Natal ,
Adultos
Se abraçando e se beijando ,
Todos falando : Feliz Natal , Feliz Natal !...
Chego num bairro de periferia,
Vejo pais e mães, carregando tristezas,
Vítimas das incertezas
Do hoje e do amanhã !...
Crianças famintas, sem nenhum brinquedo,
Até quando continuará ? Até quando ?...
Perguntem às princesas.
954
Lourdes Cabral
Pensamentos
Meus pensamentos se estendem
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
822
Luiz Pimenta
O Jardim de Geralda
O Jardim de Geralda
Para minha querida sogra
Tenho quase certeza que
o van Gogh
conheceu o jardim de Geralda,
antes mesmo
dele ter existido.
O jardim de Geralda
sempre foi uma explosão.
Tem lírio,
tem antúrio...
Tem brinco-de-princesa
plantado
dentro do pneu.
Tem buganvília,
tem até...
amor-perfeito.
Tem tudo,
bem misturado,
assim como
é a vida.
Cadê você Geralda,
para cuidar do nosso jardim?
BH 10/01/97
Para minha querida sogra
Tenho quase certeza que
o van Gogh
conheceu o jardim de Geralda,
antes mesmo
dele ter existido.
O jardim de Geralda
sempre foi uma explosão.
Tem lírio,
tem antúrio...
Tem brinco-de-princesa
plantado
dentro do pneu.
Tem buganvília,
tem até...
amor-perfeito.
Tem tudo,
bem misturado,
assim como
é a vida.
Cadê você Geralda,
para cuidar do nosso jardim?
BH 10/01/97
1 022
Luiz de Aquino
Poema da aceitação
Eu prefiro ficar de cá, cobrindo co’as mãos a própria boca
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
1 974
Luiz de Aquino
Poema da aceitação
Eu prefiro ficar de cá, cobrindo co’as mãos a própria boca
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
1 974
Luiz de Aquino
Poema da aceitação
Eu prefiro ficar de cá, cobrindo co’as mãos a própria boca
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
1 974
Al Berto
Tentativas para um Regresso à Terra
O sol ensina o único caminho
a voz da memória irrompe lodosa
ainda não partimos e já tudo esquecemos
caminhamos envoltos num alvéolo de ouro fosforescente
os corpos diluem-se na delicada pele das pedras
falamos rios deste regresso e pelas margens ressoam
passos
os poços onde nos debruçamos aproximam-se
perigosamente
da ausência e da sede procuramos os rostos na água
conseguimos não esquecer a fome que nos isolou
de oásis em oásis
hoje
é o sangue branco das cobras que perpetua o lugar
o peso de súbitas cassiopeias nos olhos
quando o veludo da noite vem roer a pouco e pouco
a planície
caminhamos ainda
sabemos que deixou de haver tempo para nos olharmos
a fuga só é possível dentro dos fragmentados corpos
e um dia......quem sabe?
chegaremos
a voz da memória irrompe lodosa
ainda não partimos e já tudo esquecemos
caminhamos envoltos num alvéolo de ouro fosforescente
os corpos diluem-se na delicada pele das pedras
falamos rios deste regresso e pelas margens ressoam
passos
os poços onde nos debruçamos aproximam-se
perigosamente
da ausência e da sede procuramos os rostos na água
conseguimos não esquecer a fome que nos isolou
de oásis em oásis
hoje
é o sangue branco das cobras que perpetua o lugar
o peso de súbitas cassiopeias nos olhos
quando o veludo da noite vem roer a pouco e pouco
a planície
caminhamos ainda
sabemos que deixou de haver tempo para nos olharmos
a fuga só é possível dentro dos fragmentados corpos
e um dia......quem sabe?
chegaremos
6 652
Al Berto
Retrato de Fugitivo
ele caminha pela solidão nocturna dos quartos de hotel
e de fotografia em fotografia chega exausto
ao minucioso poema a preto e branco
mas já não o surpreende a violenta visão do mundo
este lento destroço que um liquido sussurro de prata
revela a partir de iluminada fracção de segundo
e bebe
e ama
e foge de si mesmo
com a leica pronta a ferir como uma bala ecoando
no fundo da memória um néon uma pedra
uma arquitectura de luz e sombra ou um deserto
onde se debruça para retocar os dias com um
lápis
na certeza que sobrevirá a estes perfeitos acidentes
a estes restos de corpos a pouco e pouco turvos
pelo tempo pelo sono ou pela melancolia
mas regressa sempre à transumância das cidades
quando a alba do flash prende o furtivo gesto
sobre o papel fotográfico morre o misterioso fugitivo
depois
vem o medo
que se desprende do olhar imobilizado
e do rosto fotografado
nasce uma vida de infinito caos
e de fotografia em fotografia chega exausto
ao minucioso poema a preto e branco
mas já não o surpreende a violenta visão do mundo
este lento destroço que um liquido sussurro de prata
revela a partir de iluminada fracção de segundo
e bebe
e ama
e foge de si mesmo
com a leica pronta a ferir como uma bala ecoando
no fundo da memória um néon uma pedra
uma arquitectura de luz e sombra ou um deserto
onde se debruça para retocar os dias com um
lápis
na certeza que sobrevirá a estes perfeitos acidentes
a estes restos de corpos a pouco e pouco turvos
pelo tempo pelo sono ou pela melancolia
mas regressa sempre à transumância das cidades
quando a alba do flash prende o furtivo gesto
sobre o papel fotográfico morre o misterioso fugitivo
depois
vem o medo
que se desprende do olhar imobilizado
e do rosto fotografado
nasce uma vida de infinito caos
6 275
Al Berto
Retrato de Fugitivo
ele caminha pela solidão nocturna dos quartos de hotel
e de fotografia em fotografia chega exausto
ao minucioso poema a preto e branco
mas já não o surpreende a violenta visão do mundo
este lento destroço que um liquido sussurro de prata
revela a partir de iluminada fracção de segundo
e bebe
e ama
e foge de si mesmo
com a leica pronta a ferir como uma bala ecoando
no fundo da memória um néon uma pedra
uma arquitectura de luz e sombra ou um deserto
onde se debruça para retocar os dias com um
lápis
na certeza que sobrevirá a estes perfeitos acidentes
a estes restos de corpos a pouco e pouco turvos
pelo tempo pelo sono ou pela melancolia
mas regressa sempre à transumância das cidades
quando a alba do flash prende o furtivo gesto
sobre o papel fotográfico morre o misterioso fugitivo
depois
vem o medo
que se desprende do olhar imobilizado
e do rosto fotografado
nasce uma vida de infinito caos
e de fotografia em fotografia chega exausto
ao minucioso poema a preto e branco
mas já não o surpreende a violenta visão do mundo
este lento destroço que um liquido sussurro de prata
revela a partir de iluminada fracção de segundo
e bebe
e ama
e foge de si mesmo
com a leica pronta a ferir como uma bala ecoando
no fundo da memória um néon uma pedra
uma arquitectura de luz e sombra ou um deserto
onde se debruça para retocar os dias com um
lápis
na certeza que sobrevirá a estes perfeitos acidentes
a estes restos de corpos a pouco e pouco turvos
pelo tempo pelo sono ou pela melancolia
mas regressa sempre à transumância das cidades
quando a alba do flash prende o furtivo gesto
sobre o papel fotográfico morre o misterioso fugitivo
depois
vem o medo
que se desprende do olhar imobilizado
e do rosto fotografado
nasce uma vida de infinito caos
6 275
Tânia Regina
Sua Falta
Olhando para o céu
Consigo pensar em você
Com a brisa
Consigo sentir você
A cada dia que passa
A cada hora que voa
Sinto sua falta....
Olhando para o mar
Consigo pensar em você
Com o brilho da lua
Consigo enxergar você
Consigo pensar, enxergar
sentir,...
Só não consigo te tocar....
Olhando para o céu e o mar
Penso em algum dia te encontrar...
E quando meu sonho
Finalmente se realizar
Pretendo com você ficar
Nas alegrias e tristezas
Amando e sendo amada!!!!
Consigo pensar em você
Com a brisa
Consigo sentir você
A cada dia que passa
A cada hora que voa
Sinto sua falta....
Olhando para o mar
Consigo pensar em você
Com o brilho da lua
Consigo enxergar você
Consigo pensar, enxergar
sentir,...
Só não consigo te tocar....
Olhando para o céu e o mar
Penso em algum dia te encontrar...
E quando meu sonho
Finalmente se realizar
Pretendo com você ficar
Nas alegrias e tristezas
Amando e sendo amada!!!!
920
João Linneu
Em seu leito, finda a velha
Em seu leito, finda a velha.Ao seu lado, fito a cena.Num átimo, sou seus sentidos.Por olhos turvoslímpidas visões;nos flácidos braços,íntimos abraçosNo silencio dos ouvidossussurros de paixão;br>no mutismo dos lábios,murmurando, disse não.Sofre pelo não feito...o beijo negado e tanto querido;o bilhete escrito e logo rasgado;o abraço sonhado e nunca dado;a palavra não dita, e que a sós gritava;amores ocultos, noites insones;um pouco mais e seria feliz...
754
João Linneu
Em seu leito, finda a velha
Em seu leito, finda a velha.Ao seu lado, fito a cena.Num átimo, sou seus sentidos.Por olhos turvoslímpidas visões;nos flácidos braços,íntimos abraçosNo silencio dos ouvidossussurros de paixão;br>no mutismo dos lábios,murmurando, disse não.Sofre pelo não feito...o beijo negado e tanto querido;o bilhete escrito e logo rasgado;o abraço sonhado e nunca dado;a palavra não dita, e que a sós gritava;amores ocultos, noites insones;um pouco mais e seria feliz...
754
Tânia Regina
Amor Impossível
Hoje você está impassível
tornando o nosso amor
Algo tão impossível
que nem em sonho
Podemos mais sonhar...
Nossos pensamentos impelidos
contra o tempo
Mostrando o quanto
é grande nossas diferenças
nossa idade, nossa cabeça...
Eu então fico aqui nessa melancolia
Espraiando-me pela praia
Sendo tocada pela maviosa água
Matizada pelo toque em meu corpo...
Não sei se tenho forças pra continuar
Só saberei se tentar
Se tento posso perder
Se não chego a tentar
nunca saberei se não arriscar...
Apenas fico na esperança
De que algum dia
Você olhe para trás
E veja com alegria
O que você deixou passar
Todos aqueles dias...
tornando o nosso amor
Algo tão impossível
que nem em sonho
Podemos mais sonhar...
Nossos pensamentos impelidos
contra o tempo
Mostrando o quanto
é grande nossas diferenças
nossa idade, nossa cabeça...
Eu então fico aqui nessa melancolia
Espraiando-me pela praia
Sendo tocada pela maviosa água
Matizada pelo toque em meu corpo...
Não sei se tenho forças pra continuar
Só saberei se tentar
Se tento posso perder
Se não chego a tentar
nunca saberei se não arriscar...
Apenas fico na esperança
De que algum dia
Você olhe para trás
E veja com alegria
O que você deixou passar
Todos aqueles dias...
957
Tânia Regina
Amor Impossível
Hoje você está impassível
tornando o nosso amor
Algo tão impossível
que nem em sonho
Podemos mais sonhar...
Nossos pensamentos impelidos
contra o tempo
Mostrando o quanto
é grande nossas diferenças
nossa idade, nossa cabeça...
Eu então fico aqui nessa melancolia
Espraiando-me pela praia
Sendo tocada pela maviosa água
Matizada pelo toque em meu corpo...
Não sei se tenho forças pra continuar
Só saberei se tentar
Se tento posso perder
Se não chego a tentar
nunca saberei se não arriscar...
Apenas fico na esperança
De que algum dia
Você olhe para trás
E veja com alegria
O que você deixou passar
Todos aqueles dias...
tornando o nosso amor
Algo tão impossível
que nem em sonho
Podemos mais sonhar...
Nossos pensamentos impelidos
contra o tempo
Mostrando o quanto
é grande nossas diferenças
nossa idade, nossa cabeça...
Eu então fico aqui nessa melancolia
Espraiando-me pela praia
Sendo tocada pela maviosa água
Matizada pelo toque em meu corpo...
Não sei se tenho forças pra continuar
Só saberei se tentar
Se tento posso perder
Se não chego a tentar
nunca saberei se não arriscar...
Apenas fico na esperança
De que algum dia
Você olhe para trás
E veja com alegria
O que você deixou passar
Todos aqueles dias...
957
Lúcio José Gusman
O adormecido
Agora tenho sede e meu amor é como água.
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
893
Lúcio José Gusman
O adormecido
Agora tenho sede e meu amor é como água.
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
893
Lúcio José Gusman
O adormecido
Agora tenho sede e meu amor é como água.
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
Venho do distante de uns olhos escuros.
Agora sou do fundo do reino dos adormecidos;
só lá me reconheço e me encontro com minha alma.
A noite rói a bicadas o que resta do meu coração
e me bebe o sangue o sol escuro dos adormecidos;
ando morto de sede e toco um sino
para chamar a água tênue que me ama.
Eu sou o esquecido. Quero um ramo d’água,
quero uma fresca margem de areia enternecida,
quero esperar uma flor de nome celestial
para me calar com ela apoiada no peito,
as mãos cruzadas e um terno preto,
como se costuma usar...
Ninguém poderá roubar-me, então, um beijo, um olhar!
Nem sequer a morte poderá apagar este perfume.
Irei coberto de desilusões e a fosforescência que se verá,
será a do desespero dos esquecidos...
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