Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Asta Vonzodas
Desejo
Vem...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
1 486
Asta Vonzodas
Desejo
Vem...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
1 486
Asta Vonzodas
Desejo
Vem...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
1 486
Calex Fagundes
Minha mulher
A minha mulher
tem mistério insondável,
recato impenetrável
aos olhos voyeurs.
A minha mulher,
tem uma nudez invisível
e um olhar transparente
só para o que quer.
A minha mulher
tem o encanto das fadas
e a magia das bruxas
quando estamos em nós.
Ela sabe fazer-se inteira
nunca está em pedaços
sabe todas perícias
atar e soltar nossos nós.
Nela, o meu corpo presente
é mais do que tudo,
do eterno, um estudo,
quando estamos a sós.
Ela tem a magia dos celtas,
obtém a têmpera correta,
de traz-nos o instante
de toda eternidade.
Ela tem o erotismo dos anjos
o silêncio dos sábios
ao dizer o que é
ser a minha mulher.
tem mistério insondável,
recato impenetrável
aos olhos voyeurs.
A minha mulher,
tem uma nudez invisível
e um olhar transparente
só para o que quer.
A minha mulher
tem o encanto das fadas
e a magia das bruxas
quando estamos em nós.
Ela sabe fazer-se inteira
nunca está em pedaços
sabe todas perícias
atar e soltar nossos nós.
Nela, o meu corpo presente
é mais do que tudo,
do eterno, um estudo,
quando estamos a sós.
Ela tem a magia dos celtas,
obtém a têmpera correta,
de traz-nos o instante
de toda eternidade.
Ela tem o erotismo dos anjos
o silêncio dos sábios
ao dizer o que é
ser a minha mulher.
1 330
Asta Vonzodas
O ato
Nossos corpos se abraçam,
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
1 108
Asta Vonzodas
O ato
Nossos corpos se abraçam,
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
1 108
Asta Vonzodas
O ato
Nossos corpos se abraçam,
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
1 108
Ricardo Icassatti Hermano
Lambido
Eu quase havia esquecido como é bom
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
935
Ricardo Icassatti Hermano
Lambido
Eu quase havia esquecido como é bom
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
935
Anibal Beça
Menino no banheiro
Menino no banheiro
sola um sonho só de gozo
entre a mão e o chuveiro.
sola um sonho só de gozo
entre a mão e o chuveiro.
1 174
Fernando Correia Pina
Viagra
Mictórias relíquias que gotejais saudade
do tempo em que o sangue fogoso vos erguia
negando rijamente as leis da gravidade
em menos de um segundo, vinte vezes ao dia.
Tristes membros vergados ao peso da idade,
espectros que carpis a viril alegria,
eis que na atra noite se ergue a claridade
de nova estrela azul que a Pfizer anuncia.
Tomai-a e erguei-vos, ó marzápios flácidos,
picai até que passe o milagroso efeito
dessa falaz tesão feita de ácidos
que mais não é que cãibra que dá jeito...
uma invenção que só não ofusca a roda
porque não pendem patentes sobre a foda.
do tempo em que o sangue fogoso vos erguia
negando rijamente as leis da gravidade
em menos de um segundo, vinte vezes ao dia.
Tristes membros vergados ao peso da idade,
espectros que carpis a viril alegria,
eis que na atra noite se ergue a claridade
de nova estrela azul que a Pfizer anuncia.
Tomai-a e erguei-vos, ó marzápios flácidos,
picai até que passe o milagroso efeito
dessa falaz tesão feita de ácidos
que mais não é que cãibra que dá jeito...
uma invenção que só não ofusca a roda
porque não pendem patentes sobre a foda.
1 403
Fernando Correia Pina
Da arte de bem cavalgar
Faz de conta que és tronco que a maré rejeita,
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
1 513
Fernando Correia Pina
Da arte de bem cavalgar
Faz de conta que és tronco que a maré rejeita,
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
1 513
José Honório
Foi-se a ilusão dessa vidaa minha pica morreu
Glosa:
Eu na minha mocidade
as madrugadas varava
e toda noite eu transava
nos cabarés da cidade
hoje só resta a saudade
do garanhão que fui eu
minha força se perdeu
na pica mole, encolhida
FOI-SE A ILUSÃO DESSA VIDA
A MINHA PICA MORREU.
Eu na minha mocidade
as madrugadas varava
e toda noite eu transava
nos cabarés da cidade
hoje só resta a saudade
do garanhão que fui eu
minha força se perdeu
na pica mole, encolhida
FOI-SE A ILUSÃO DESSA VIDA
A MINHA PICA MORREU.
1 353
Léa Waider
Quero lhe beijar a boca
Quero lhe beijar a boca
morder seus lábios
e brincar sua língua na minha.
Quero lhe beijar a nuca
lhe arrepiar inteiro
encostar meu peito no seu
até os corações se compassarem
as mãos entrelaçadas suarem.
Quero um abraço eterno
de guardar seu cheiro na minha pele.
Quero me queimar no seu fogo
e guardar pra sempre a cicatriz escarlate
desse nosso encontro.
morder seus lábios
e brincar sua língua na minha.
Quero lhe beijar a nuca
lhe arrepiar inteiro
encostar meu peito no seu
até os corações se compassarem
as mãos entrelaçadas suarem.
Quero um abraço eterno
de guardar seu cheiro na minha pele.
Quero me queimar no seu fogo
e guardar pra sempre a cicatriz escarlate
desse nosso encontro.
1 685
Léa Waider
Quero lhe beijar a boca
Quero lhe beijar a boca
morder seus lábios
e brincar sua língua na minha.
Quero lhe beijar a nuca
lhe arrepiar inteiro
encostar meu peito no seu
até os corações se compassarem
as mãos entrelaçadas suarem.
Quero um abraço eterno
de guardar seu cheiro na minha pele.
Quero me queimar no seu fogo
e guardar pra sempre a cicatriz escarlate
desse nosso encontro.
morder seus lábios
e brincar sua língua na minha.
Quero lhe beijar a nuca
lhe arrepiar inteiro
encostar meu peito no seu
até os corações se compassarem
as mãos entrelaçadas suarem.
Quero um abraço eterno
de guardar seu cheiro na minha pele.
Quero me queimar no seu fogo
e guardar pra sempre a cicatriz escarlate
desse nosso encontro.
1 685
Anibal Beça
Canto II
Tudo era descoberta
no abrir dessas palavras.
E a viagem seguia
construindo-se andaime
de leve arquitetura
nas ogivas das bocas
dos dois que se encantavam
nesse jogo onomástico.
E a mulher que era voz
ainda adormecida
balbuciou nomeando
esse homem fricativo:
– amado meu amado.
Então ele se soube
de pedra amolecida
mas senhor da tarefa.
E olhou-a como nunca
olhara em sua volta:
a íris revelando
o seu contentamento
no semblante de calma
na viva descoberta
do fogo prometido.
Havia agora como
repartir as centelhas
dos olhos revirados.
Apenas construir
um solo de pegadas
no sopro de ocarina
de música tão breve,
que o passo é de nuvens.
Saber-se passageiro
ao lado da parceira
no destino de andar
de ver para fincar
as flechas andarilhas
as palavras certeiras
no chão do transitório.
Então para alargar
o chão dessa morada
e para contentar
os impulsos dos pés
a vontade liberta
de ter aonde ir
no vão dos sonhos soltos
espanando a rotina
dessas favas do tédio
só havia a distância
desse mar dos mistérios
O mar das descobertas:
Ó Thálassa, ó Thálassa!
O mar da poesia
Esse mar do impossível.
no abrir dessas palavras.
E a viagem seguia
construindo-se andaime
de leve arquitetura
nas ogivas das bocas
dos dois que se encantavam
nesse jogo onomástico.
E a mulher que era voz
ainda adormecida
balbuciou nomeando
esse homem fricativo:
– amado meu amado.
Então ele se soube
de pedra amolecida
mas senhor da tarefa.
E olhou-a como nunca
olhara em sua volta:
a íris revelando
o seu contentamento
no semblante de calma
na viva descoberta
do fogo prometido.
Havia agora como
repartir as centelhas
dos olhos revirados.
Apenas construir
um solo de pegadas
no sopro de ocarina
de música tão breve,
que o passo é de nuvens.
Saber-se passageiro
ao lado da parceira
no destino de andar
de ver para fincar
as flechas andarilhas
as palavras certeiras
no chão do transitório.
Então para alargar
o chão dessa morada
e para contentar
os impulsos dos pés
a vontade liberta
de ter aonde ir
no vão dos sonhos soltos
espanando a rotina
dessas favas do tédio
só havia a distância
desse mar dos mistérios
O mar das descobertas:
Ó Thálassa, ó Thálassa!
O mar da poesia
Esse mar do impossível.
979
José Honório
Já vi mocinha mijardeixa um buraco no cão
Glosa:
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
1 039
Rose Rosas
Viver corpos de outros
Viver corpos de outros
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
851
Rose Rosas
Viver corpos de outros
Viver corpos de outros
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
851
Douglas Mondo
Minha doce puta
No olhar mais meigo,
nos lábios mais pecadores
pousei minhas venturas
e todas minhas dores.
Aqueles seios puros quisera,
mas já foram bebidos
por todas as bocas da terra.
Pouco me importa.
Sou feliz quando abre a porta
e etérea se escancara
em pernas de formosura e vida torta.
Mesmo o cheiro barato em teu corpo
de perfume de esquina de mil homens,
não tiram o cristalino sorriso da tua infância.
E me lambuzo das tuas fantasia,
deposito meus versos em teu corpo
e te faço musa das minhas poesias.
Minha doce menina puta!
nos lábios mais pecadores
pousei minhas venturas
e todas minhas dores.
Aqueles seios puros quisera,
mas já foram bebidos
por todas as bocas da terra.
Pouco me importa.
Sou feliz quando abre a porta
e etérea se escancara
em pernas de formosura e vida torta.
Mesmo o cheiro barato em teu corpo
de perfume de esquina de mil homens,
não tiram o cristalino sorriso da tua infância.
E me lambuzo das tuas fantasia,
deposito meus versos em teu corpo
e te faço musa das minhas poesias.
Minha doce menina puta!
1 101
Francis Whiteman
A palavra 31
Detectei teu sangue
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
989
Francis Whiteman
A palavra 31
Detectei teu sangue
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
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