Poemas neste tema
Vida e Existência
Cleonice Rainho
Lição de Mitologia
Era deus com d pequeno
dizia o pai — o deus Apolo —
porque com D grande
só o Deus verdadeiro
— Senhor do mundo inteiro.
Foi deus da luz, da beleza,
da juventude. E protegia
a dança, música e poesia.
Manejava bem flecha e lira
a pé, em passos ritmados
ou em carros puxados
por cavalos brancos
de rédeas de ouro.
Herói de muitas batalhas,
dono de templos,
vivia o presente
e o futuro conhecia,
capaz de qualquer magia.
Mas, gostava mesmo
era de bailar no ar
e tocar e cantar
para encantar os homens...
— E por que ele não volta? —
interrompia o menino
ao pai que respondia:
— Apolo é mito ou lenda
que conhecemos da Mitologia.
dizia o pai — o deus Apolo —
porque com D grande
só o Deus verdadeiro
— Senhor do mundo inteiro.
Foi deus da luz, da beleza,
da juventude. E protegia
a dança, música e poesia.
Manejava bem flecha e lira
a pé, em passos ritmados
ou em carros puxados
por cavalos brancos
de rédeas de ouro.
Herói de muitas batalhas,
dono de templos,
vivia o presente
e o futuro conhecia,
capaz de qualquer magia.
Mas, gostava mesmo
era de bailar no ar
e tocar e cantar
para encantar os homens...
— E por que ele não volta? —
interrompia o menino
ao pai que respondia:
— Apolo é mito ou lenda
que conhecemos da Mitologia.
1 102
Carlos Newton Júnior
Peixe
O peixe
e sua inquietação de faca
no rio
vivo corpo frágil
que ele
(já que viver é ferir)
a todo instante
ataca
o rio
banhado de sol
e seus reflexos
minúsculos pontos
de ouro e prata.
e sua inquietação de faca
no rio
vivo corpo frágil
que ele
(já que viver é ferir)
a todo instante
ataca
o rio
banhado de sol
e seus reflexos
minúsculos pontos
de ouro e prata.
1 005
Camilo Mota
Alegorias de roda
Olhos infantis
na roda gigante fitos
nada investigam:
quiçá uma vertigem sentem.
que mais sentiriam
se a orquestra em peso
derramasse giros coloridos
sobre a cidade em chamas?
o uivo da ex-secretária
desprende-se alado
sobre túmulos concêntricos.
na roda gigante fitos
nada investigam:
quiçá uma vertigem sentem.
que mais sentiriam
se a orquestra em peso
derramasse giros coloridos
sobre a cidade em chamas?
o uivo da ex-secretária
desprende-se alado
sobre túmulos concêntricos.
929
Cludia Nobre de Oliveira
Vida
A vida num compasso
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
867
Cludia Nobre de Oliveira
Vida
A vida num compasso
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
867
Cludia Nobre de Oliveira
Vida
A vida num compasso
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
passo a passo tracejado
almejado, buscas voltas e idas
Caminhos, espinhos, espio
a trajetória nada retilínea
toda subida toda descida
toda busca.....
Vou e volto ao meu compasso ao meu sonho
ao meu segue consciência ao meu real
ao meu eu a meu Deus
Minha vida nesse giramundo nessa natureza
nessa enfim plena universal sempre em frente
bem ou mal mas sempre energia, fé, positiva
mas sede, sede de vida.
867
José Costa Matos
Louvação a André Breton
(A Mentira das Aparências Sensoriais)
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
904
José Costa Matos
Louvação a André Breton
(A Mentira das Aparências Sensoriais)
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
904
José Costa Matos
Louvação a André Breton
(A Mentira das Aparências Sensoriais)
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
A flor, o mar, o rosto de meu filho,
pão na mesa, o retrato de meu pai,
o circo, a vaca a olhar o pé de milho,
o azul da serra, a névoa que se esvai;
a igreja, o sino, o padre, o mapa, o trilho
sob a pedra que finge, mas não cai;
a pupila estrangeira do andarilho,
a carta sem razão que já não vai;
Judas, a queima, a Festa de Aleluia,
meus banhos de menino, a grota, a cuia,
bênçãos brancas da preta Juliana...
Nada disso, em verdade, eu vi no mundo?
Faltou-me a luz e aquele olhar profundo,
mais forte que a ilusão da raça humana?
904
Cleonice Rainho
Aula de Português
Na lição de substantivos,
cansada de concretos,
começo a pensar abstrato
e me faz bem.
Alegria de brincar,
nesta branca manhã,
com anjinhos nus,
na pureza do céu.
Olhar de piedade,
gestos de amor
vão colar as asas
do passarinho caído.
Vida e graça Deus dá,
mas a gratidão é um dom.
O bem muita gente não faz
e é tão fácil de fazer.
Doença e dor não, não,
nem quero saber.
cansada de concretos,
começo a pensar abstrato
e me faz bem.
Alegria de brincar,
nesta branca manhã,
com anjinhos nus,
na pureza do céu.
Olhar de piedade,
gestos de amor
vão colar as asas
do passarinho caído.
Vida e graça Deus dá,
mas a gratidão é um dom.
O bem muita gente não faz
e é tão fácil de fazer.
Doença e dor não, não,
nem quero saber.
1 072
Clinio Jorge de Souza
Haicai
Seca... urubus
na vida vazia o vento
assobia blues
Cigarra vadia:
vida-melodia escorrida
da casca vazia
na vida vazia o vento
assobia blues
Cigarra vadia:
vida-melodia escorrida
da casca vazia
1 174
Cleonice Rainho
Lembrança
Neste cesto oval,
umas graúdas,
outras miúdas
as mangas... um visual
muito especial.
A casca verde, rosada,
amarela ou pintada
envolve a fruta saborosa
e tão carnosa
que põe linha nos dentes
e esconde as sementes
— cada caroção!
Espada, espadinha,
rosa, a de ubá
e a carlotinha...
Tanta fartura
da fruta madura
traz ao apartamento
nossa casa de quintal
— a linda mangueira
onde papai certa vez
alegre gangorra fez:
meu brinquedo de criança
que ainda agora me balança
neste belo cesto oval.
umas graúdas,
outras miúdas
as mangas... um visual
muito especial.
A casca verde, rosada,
amarela ou pintada
envolve a fruta saborosa
e tão carnosa
que põe linha nos dentes
e esconde as sementes
— cada caroção!
Espada, espadinha,
rosa, a de ubá
e a carlotinha...
Tanta fartura
da fruta madura
traz ao apartamento
nossa casa de quintal
— a linda mangueira
onde papai certa vez
alegre gangorra fez:
meu brinquedo de criança
que ainda agora me balança
neste belo cesto oval.
1 047
Cleonice Rainho
Lembrança
Neste cesto oval,
umas graúdas,
outras miúdas
as mangas... um visual
muito especial.
A casca verde, rosada,
amarela ou pintada
envolve a fruta saborosa
e tão carnosa
que põe linha nos dentes
e esconde as sementes
— cada caroção!
Espada, espadinha,
rosa, a de ubá
e a carlotinha...
Tanta fartura
da fruta madura
traz ao apartamento
nossa casa de quintal
— a linda mangueira
onde papai certa vez
alegre gangorra fez:
meu brinquedo de criança
que ainda agora me balança
neste belo cesto oval.
umas graúdas,
outras miúdas
as mangas... um visual
muito especial.
A casca verde, rosada,
amarela ou pintada
envolve a fruta saborosa
e tão carnosa
que põe linha nos dentes
e esconde as sementes
— cada caroção!
Espada, espadinha,
rosa, a de ubá
e a carlotinha...
Tanta fartura
da fruta madura
traz ao apartamento
nossa casa de quintal
— a linda mangueira
onde papai certa vez
alegre gangorra fez:
meu brinquedo de criança
que ainda agora me balança
neste belo cesto oval.
1 047
Cláudio Martins
O Tempo Passa
"O tempo passa, a gente vai mudando
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
944
Cláudio Martins
O Tempo Passa
"O tempo passa, a gente vai mudando
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
944
Cláudio Martins
O Tempo Passa
"O tempo passa, a gente vai mudando
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
Sonhos e esperanças vão morrendo...
deve ser triste envelhecer temendo
o abismo que a idade vai cavando.
É preciso evitar que vãos tormentos,
quase sempre irreais ou superados,
por mera ansiedade exagerados,
transmudem nossas vidas em desalentos.
A Vida é uma jornada, simplesmente
defrontá-la, altaneira e firmemente,
é prova de vivência e de saber
E mesmo fosse triste envelhecer,
jovem sempre será o que, prudente,
não quer mais do que tem, ou pode ter.
944
Carvalho Nogueira
Oração da Noite
— Meu Deus, eu agradeço mais um dia
de vida neste mundo de emoções,
também peço perdão pelos pecados
que cometi, por mais que os evitasse.
E por esses pecados, de joelhos,
perdão suplico, cheio de remorso,
pedindo forças, luzes e talento
para evitá-los quando me tentarem.
Como dissestes que a gente batesse,
que as portas se abririam de repente,
rogo pela felicidade dos meus filhos.
Pelas almas dos maus também eu rogo,
pelos que sofrem, pelos que não sabem
rezar uma palavra de perdão.
de vida neste mundo de emoções,
também peço perdão pelos pecados
que cometi, por mais que os evitasse.
E por esses pecados, de joelhos,
perdão suplico, cheio de remorso,
pedindo forças, luzes e talento
para evitá-los quando me tentarem.
Como dissestes que a gente batesse,
que as portas se abririam de repente,
rogo pela felicidade dos meus filhos.
Pelas almas dos maus também eu rogo,
pelos que sofrem, pelos que não sabem
rezar uma palavra de perdão.
1 023
Cludia Nobre de Oliveira
Poetas
Toda beleza que Deus criou o homem só pode alcançar por palavras
suas eternas companheiras bem como seu coração
para expressar e soar aos sentidos alheios toda essa vibração
e ecoar no fundo da alma aquilo que se tem de melhor a emoção
que leva a campos floridos, mares abertos vidas e seres complexos
dessa natureza só bem escrita e bem trabalhada pelas mãos do poeta
maior Deus criador dessa beleza e o homem pequenino ser dessa
reprodução divina.
de, sede de vida.
suas eternas companheiras bem como seu coração
para expressar e soar aos sentidos alheios toda essa vibração
e ecoar no fundo da alma aquilo que se tem de melhor a emoção
que leva a campos floridos, mares abertos vidas e seres complexos
dessa natureza só bem escrita e bem trabalhada pelas mãos do poeta
maior Deus criador dessa beleza e o homem pequenino ser dessa
reprodução divina.
de, sede de vida.
832
Cleonice Rainho
Idéias
As idéias moram
no pensamento
ou na mente
que tem sua casinha
na cabeça da gente.
Vão e vêm, viajam
na terra ou no mar.
Descansam, param,
saltam e voam alto
e longe, no azul do ar.
Dispensam carro
navio ou avião,
pois, se transportam
pela imaginação.
Podem nascer obscuras,
mas, se é uma idéia legal
brilha logo, lâmpada acesa,
pela Vontade e pelo Ideal.
Alimentam-se
umas das outras,
de lembranças,
de conversas,
de belas gravuras
ou boas leituras
e também da natureza
em sua simples beleza.
Mas, a idéia mais feliz,
a maior, a mais viva,
que sustenta os sonhos meus
— é a idéia de Deus.
no pensamento
ou na mente
que tem sua casinha
na cabeça da gente.
Vão e vêm, viajam
na terra ou no mar.
Descansam, param,
saltam e voam alto
e longe, no azul do ar.
Dispensam carro
navio ou avião,
pois, se transportam
pela imaginação.
Podem nascer obscuras,
mas, se é uma idéia legal
brilha logo, lâmpada acesa,
pela Vontade e pelo Ideal.
Alimentam-se
umas das outras,
de lembranças,
de conversas,
de belas gravuras
ou boas leituras
e também da natureza
em sua simples beleza.
Mas, a idéia mais feliz,
a maior, a mais viva,
que sustenta os sonhos meus
— é a idéia de Deus.
1 080
Cleonice Rainho
Idéias
As idéias moram
no pensamento
ou na mente
que tem sua casinha
na cabeça da gente.
Vão e vêm, viajam
na terra ou no mar.
Descansam, param,
saltam e voam alto
e longe, no azul do ar.
Dispensam carro
navio ou avião,
pois, se transportam
pela imaginação.
Podem nascer obscuras,
mas, se é uma idéia legal
brilha logo, lâmpada acesa,
pela Vontade e pelo Ideal.
Alimentam-se
umas das outras,
de lembranças,
de conversas,
de belas gravuras
ou boas leituras
e também da natureza
em sua simples beleza.
Mas, a idéia mais feliz,
a maior, a mais viva,
que sustenta os sonhos meus
— é a idéia de Deus.
no pensamento
ou na mente
que tem sua casinha
na cabeça da gente.
Vão e vêm, viajam
na terra ou no mar.
Descansam, param,
saltam e voam alto
e longe, no azul do ar.
Dispensam carro
navio ou avião,
pois, se transportam
pela imaginação.
Podem nascer obscuras,
mas, se é uma idéia legal
brilha logo, lâmpada acesa,
pela Vontade e pelo Ideal.
Alimentam-se
umas das outras,
de lembranças,
de conversas,
de belas gravuras
ou boas leituras
e também da natureza
em sua simples beleza.
Mas, a idéia mais feliz,
a maior, a mais viva,
que sustenta os sonhos meus
— é a idéia de Deus.
1 080
Cludia Nobre de Oliveira
O Sol
(em homenagem ao verão)
Em tempo de sol abre uma flor que não é primavera.....
cai uma folha que não é outono ...
o pássaro voa e sorri, o homem relaxa..
Em tempo de sol meu dia é alegre, meu dia é o mar,
é a esperança de abraçar o céu, pular, cantar...
Em tempo de sol minha vida é leve é alegre...
porque é em tempo de sol que a natureza mais se enaltece
comandando tudo com a energia do astro maior
a luz eterna a luz Divina
para todos irmãos
Em tempo de sol abre uma flor que não é primavera.....
cai uma folha que não é outono ...
o pássaro voa e sorri, o homem relaxa..
Em tempo de sol meu dia é alegre, meu dia é o mar,
é a esperança de abraçar o céu, pular, cantar...
Em tempo de sol minha vida é leve é alegre...
porque é em tempo de sol que a natureza mais se enaltece
comandando tudo com a energia do astro maior
a luz eterna a luz Divina
para todos irmãos
1 006
Cleonice Rainho
Meu Presépio
Ponho o Menino
que é o principal.
Faço estradinhas,
levanto montinhos,
coloco as pedras
e muitas plantas,
o poço dágua
em bom lugar.
O galo bem no alto
para cantar Cocoricó!
Espalho os carneirinhos
e paro pensando:
— Eu queria ser o pastor
para conversar com eles.
que é o principal.
Faço estradinhas,
levanto montinhos,
coloco as pedras
e muitas plantas,
o poço dágua
em bom lugar.
O galo bem no alto
para cantar Cocoricó!
Espalho os carneirinhos
e paro pensando:
— Eu queria ser o pastor
para conversar com eles.
1 140