Poemas neste tema
Vida e Existência
Bruno Araújo de Melo
A Tentativa dos Sonâmbulos
Hoje eu quero sair
E conversar com muita gente;
E ver o por-do-sol;
E crer no sol queimando lentamente.
Todo o tempo do mundo
Para mim que estou tão só
Refazer as pinturas
Nesses quadros
Que criei
Enquanto sonhava;
Ainda quero ver
Pessoas rindo sem pensar
Que há tanta lágrima
No fim de tudo.
E quero ver também
O mundo todo se alegrar
Ao perceber que as coisas
Tem um jeito próprio.
E não precisa ser perfeito
O nosso álbum de retratos;
Sempre há momentos ruins...
Um dia iremos nos lembrar
Sem julgamento algum, de tudo.
Sabendo que o que fizemos,
Foi uma tentativa
De fazer a vida
Mais feliz.
E conversar com muita gente;
E ver o por-do-sol;
E crer no sol queimando lentamente.
Todo o tempo do mundo
Para mim que estou tão só
Refazer as pinturas
Nesses quadros
Que criei
Enquanto sonhava;
Ainda quero ver
Pessoas rindo sem pensar
Que há tanta lágrima
No fim de tudo.
E quero ver também
O mundo todo se alegrar
Ao perceber que as coisas
Tem um jeito próprio.
E não precisa ser perfeito
O nosso álbum de retratos;
Sempre há momentos ruins...
Um dia iremos nos lembrar
Sem julgamento algum, de tudo.
Sabendo que o que fizemos,
Foi uma tentativa
De fazer a vida
Mais feliz.
866
Beatriz Azevedo
Eu sou a Beatriz
eu sou a beatriz
sem dentes
eu sou a beatriz
dândi abundante
eu sou a beatriz
estridente gigante
eu não sou mais
a beatriz de Dante
sem dentes
eu sou a beatriz
dândi abundante
eu sou a beatriz
estridente gigante
eu não sou mais
a beatriz de Dante
955
Batista de Lima
Pródigo
Sempre retorno para casa
não para a casa
para onde sempre retorno
Retorno para uma outra casa
que carrego aos ombros
para outra casa
que me carrega aos ombros
Sempre carrego essa casa do retorno
que cabe em qualquer casa
e não cabe em casa alguma
Não adianta a casa onde nasci
nem a casa onde todo dia nasço
A casa que carrego
não tem portas nem paredes
nem ocupa terreno algum
A casa que carrego
é apenas uma casa
uma profunda e vasta casa
não para a casa
para onde sempre retorno
Retorno para uma outra casa
que carrego aos ombros
para outra casa
que me carrega aos ombros
Sempre carrego essa casa do retorno
que cabe em qualquer casa
e não cabe em casa alguma
Não adianta a casa onde nasci
nem a casa onde todo dia nasço
A casa que carrego
não tem portas nem paredes
nem ocupa terreno algum
A casa que carrego
é apenas uma casa
uma profunda e vasta casa
1 122
Aymar Mendonça
Do Tempo
No flanco das rochas
a marca de carneiros
emancipados
O giro das cirandas
travando a liberdade das esferas
E na eclosão das uvas, mães do vinho
a saudação telúrica dos pâmpanos
As aranhas tecendo mandalas
os relógios registrando ausências
enquanto a mariposa adeja sem rumo
tentando frustrar a arrogância dos ventos
num incontido descaso do amanhã
Cumprem-se as sentenças do Universo
e o Tempo se traja de compromissos.
a marca de carneiros
emancipados
O giro das cirandas
travando a liberdade das esferas
E na eclosão das uvas, mães do vinho
a saudação telúrica dos pâmpanos
As aranhas tecendo mandalas
os relógios registrando ausências
enquanto a mariposa adeja sem rumo
tentando frustrar a arrogância dos ventos
num incontido descaso do amanhã
Cumprem-se as sentenças do Universo
e o Tempo se traja de compromissos.
907
Aymar Mendonça
Do Tempo
No flanco das rochas
a marca de carneiros
emancipados
O giro das cirandas
travando a liberdade das esferas
E na eclosão das uvas, mães do vinho
a saudação telúrica dos pâmpanos
As aranhas tecendo mandalas
os relógios registrando ausências
enquanto a mariposa adeja sem rumo
tentando frustrar a arrogância dos ventos
num incontido descaso do amanhã
Cumprem-se as sentenças do Universo
e o Tempo se traja de compromissos.
a marca de carneiros
emancipados
O giro das cirandas
travando a liberdade das esferas
E na eclosão das uvas, mães do vinho
a saudação telúrica dos pâmpanos
As aranhas tecendo mandalas
os relógios registrando ausências
enquanto a mariposa adeja sem rumo
tentando frustrar a arrogância dos ventos
num incontido descaso do amanhã
Cumprem-se as sentenças do Universo
e o Tempo se traja de compromissos.
907
Alcides Werk
Da Noite do Rio
Nesta noite sem medida
eu todo banhado em sombras
fugi de casa, fugi
para o branco desta praia,
como se a aurora que busco
neste rio se afogou.
Preciso acordar o rio
que está cansado de viagens
para ver se me alivio
da morte que trago em mim
com falas de cobras-grandes
e de mortos pescadores
que fazem parte do rio
e estão assim como estou.
No céu repleto de nuvens
há nuvens cheias de chuva:
por que não chove? Quisera
molhar-me dentro da noite,
tremer de fome e de frio
por remissão de meus males
deixar meu corpo vazio
guardando o castelo inútil
e partir buscando a aurora
para que venha depressa
banhar as águas do rio
e minha face marcada
dos ventos com que lutei.
eu todo banhado em sombras
fugi de casa, fugi
para o branco desta praia,
como se a aurora que busco
neste rio se afogou.
Preciso acordar o rio
que está cansado de viagens
para ver se me alivio
da morte que trago em mim
com falas de cobras-grandes
e de mortos pescadores
que fazem parte do rio
e estão assim como estou.
No céu repleto de nuvens
há nuvens cheias de chuva:
por que não chove? Quisera
molhar-me dentro da noite,
tremer de fome e de frio
por remissão de meus males
deixar meu corpo vazio
guardando o castelo inútil
e partir buscando a aurora
para que venha depressa
banhar as águas do rio
e minha face marcada
dos ventos com que lutei.
1 408
Marcelo Batalha
Naquela Noite
Pareces mais alta do que és
Mais pela alteza que pela altura.
Naquele noite contemplei no teu sorriso
Todo o meu amor arraigado ;
Tentei registrá-lo em vão.
Tu não mereces a foto que tirei...
Me dirigiste poucas palavras, mas
Teus cabelos molhados falaram bastante.
A clara morenice brilhou dentre tantas,
A voz grave fez solo entre os artistas,
O jeito arredio levou a ribalta para o cantinho da sala.
Haja folego ! Juventude madura,
Olhos de diamante, plácida beleza,
Meu mundo está a teus pés !
Mais pela alteza que pela altura.
Naquele noite contemplei no teu sorriso
Todo o meu amor arraigado ;
Tentei registrá-lo em vão.
Tu não mereces a foto que tirei...
Me dirigiste poucas palavras, mas
Teus cabelos molhados falaram bastante.
A clara morenice brilhou dentre tantas,
A voz grave fez solo entre os artistas,
O jeito arredio levou a ribalta para o cantinho da sala.
Haja folego ! Juventude madura,
Olhos de diamante, plácida beleza,
Meu mundo está a teus pés !
818
Aymar Mendonça
in Certeza
Para onde irá minha alma
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
1 012
Aymar Mendonça
in Certeza
Para onde irá minha alma
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
1 012
Aymar Mendonça
in Certeza
Para onde irá minha alma
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
depois da apoteose?
Irá comigo
a certeza de quê?
Não sei se os anos idos
selarão o encontro
vida/morte
com fluxos de sol.
1 012
Francisco Batista de Lima
Kalynos
E os sátiros, que à sombra esperavam na estreita
Passagem, de repetente erguem-se, — e os mais amantes
as prendem, lhes cingindo a cintura e os cabelos...
(Américo Faço, in Os Sátiros)
Se o vento
que me beija a boca,
beijasse também a tua,
então, extáticos, beijar-nos-íamos,
in ævo.
Se o desejo que te fela o sexo,
fosse o teu desejo que é o meu
avidamente também fela,
então, no símbolo do câncer,
felar-nos-ímos...
A realidade, porém, é bem outra:
asperges-me com teu hissope vivificador
e na floresta, teu pai, vetusto sátiro
toca sua flauta concupiscente
e encante, e enlouquece,
e possui a Ninfa que em mim
hás encarnado pelos sortilégios —
ao sabor da ambrosia,
ardente beijo famélico & rude —
que a velha Grécia tos ensinou.
Passagem, de repetente erguem-se, — e os mais amantes
as prendem, lhes cingindo a cintura e os cabelos...
(Américo Faço, in Os Sátiros)
Se o vento
que me beija a boca,
beijasse também a tua,
então, extáticos, beijar-nos-íamos,
in ævo.
Se o desejo que te fela o sexo,
fosse o teu desejo que é o meu
avidamente também fela,
então, no símbolo do câncer,
felar-nos-ímos...
A realidade, porém, é bem outra:
asperges-me com teu hissope vivificador
e na floresta, teu pai, vetusto sátiro
toca sua flauta concupiscente
e encante, e enlouquece,
e possui a Ninfa que em mim
hás encarnado pelos sortilégios —
ao sabor da ambrosia,
ardente beijo famélico & rude —
que a velha Grécia tos ensinou.
872
Beatriz Alcântara
Tiradentes
O perfume da dama da noite apouca
séculos de vielas íngremes
tempo cansado de ver subir descer
ruas de pedra vermelha roliça
a entremear-se com outra em lâmina.
O perfume da dama da noite destouca
Lembranças da inconfidência insubmissa
enquanto a igreja no alto de portões cerrados
parece não acreditar por não se ofender
pecados de hoje já por tantos sussurrados.
O perfume da dama da noite touca
a brisa que volteia jardins e casas
candeeiros solitários de chama mortiça
amigos à volta da mesa grande a comer
jantar entre vinho e risos preparado.
O perfume da dama da noite treslouca
quem a vida dos outros cobiça
não aceita pelo amor viver sobre brasas
com os encantos namorados sente desprazer
gemidos a ecoarem no coração angustiado.
séculos de vielas íngremes
tempo cansado de ver subir descer
ruas de pedra vermelha roliça
a entremear-se com outra em lâmina.
O perfume da dama da noite destouca
Lembranças da inconfidência insubmissa
enquanto a igreja no alto de portões cerrados
parece não acreditar por não se ofender
pecados de hoje já por tantos sussurrados.
O perfume da dama da noite touca
a brisa que volteia jardins e casas
candeeiros solitários de chama mortiça
amigos à volta da mesa grande a comer
jantar entre vinho e risos preparado.
O perfume da dama da noite treslouca
quem a vida dos outros cobiça
não aceita pelo amor viver sobre brasas
com os encantos namorados sente desprazer
gemidos a ecoarem no coração angustiado.
1 016
Aymar Mendonça
Karma
Saber travar o gosto da framboesa
louvar a luz do sol
fugir da neve que estilhaça
O vento
o vento em manhãs de rocio
e á noite o fanal das madrugadas
em portos ancestrais
Gente de olhar gris e têmpora marcada
ou gente aos trapos
tropa de trapos
e o rio a correr
levando troncos e cardumes.
louvar a luz do sol
fugir da neve que estilhaça
O vento
o vento em manhãs de rocio
e á noite o fanal das madrugadas
em portos ancestrais
Gente de olhar gris e têmpora marcada
ou gente aos trapos
tropa de trapos
e o rio a correr
levando troncos e cardumes.
946
Aymar Mendonça
Karma
Saber travar o gosto da framboesa
louvar a luz do sol
fugir da neve que estilhaça
O vento
o vento em manhãs de rocio
e á noite o fanal das madrugadas
em portos ancestrais
Gente de olhar gris e têmpora marcada
ou gente aos trapos
tropa de trapos
e o rio a correr
levando troncos e cardumes.
louvar a luz do sol
fugir da neve que estilhaça
O vento
o vento em manhãs de rocio
e á noite o fanal das madrugadas
em portos ancestrais
Gente de olhar gris e têmpora marcada
ou gente aos trapos
tropa de trapos
e o rio a correr
levando troncos e cardumes.
946
Anízio Vianna
leitmotiv
a seda do luar na veia
o sedativo
onde pousei meu desejo
tua mão varreu o piso
deixo
no AR
como
que por alívio
o perfume desse filme
não cessa de passar
lento
na tela
da música
meu leitmotiv
falo:
- é feminino cantar
o sedativo
onde pousei meu desejo
tua mão varreu o piso
deixo
no AR
como
que por alívio
o perfume desse filme
não cessa de passar
lento
na tela
da música
meu leitmotiv
falo:
- é feminino cantar
1 186
Marcelo Batalha
Orgulho Meu
Hoje a menina olhou pra mim
Pra mim e para um povaréu abismado
E cativou
Como quem nos tivesse hipnotizado
Ela, ai meu deus, visão do infinito
Eu, além do horizonte, meio fora de controle
Hoje a menina cantou pra mim
Pra mim e para um povaréu entusiasmado
E encantou
Como quem lá sempre tivesse pisado
Ela embalada pelos tons do bem-querer
Eu envolvido pelos sons do paraíso
Hoje a menina sorriu pra mim
Pra mim e para um povaréu inebriado
E ousou
Como quem comete um pecado
Ela esbanjando alegria e sedução
Eu irremediavelmente no éden
Hoje a menina olhou,
Sorriu, cantou
Hoje a menina cresceu,
Brilhou, venceu
Verdadeiro orgulho meu
E de um povaréu apaixonado.
Pra mim e para um povaréu abismado
E cativou
Como quem nos tivesse hipnotizado
Ela, ai meu deus, visão do infinito
Eu, além do horizonte, meio fora de controle
Hoje a menina cantou pra mim
Pra mim e para um povaréu entusiasmado
E encantou
Como quem lá sempre tivesse pisado
Ela embalada pelos tons do bem-querer
Eu envolvido pelos sons do paraíso
Hoje a menina sorriu pra mim
Pra mim e para um povaréu inebriado
E ousou
Como quem comete um pecado
Ela esbanjando alegria e sedução
Eu irremediavelmente no éden
Hoje a menina olhou,
Sorriu, cantou
Hoje a menina cresceu,
Brilhou, venceu
Verdadeiro orgulho meu
E de um povaréu apaixonado.
934
Frederico Barbosa
Como quien lee
Traducción de Manuel Ulacia
Girar la llave,como quien lee una página:abrir por dentro,librarse siendo.Como quien se envuelve en el personajelento.
Descubrir el más allá del sueño,lo inesperado, lo cierto,lo más que imaginado.Lo que los ojos buscan cubriren el sueño.
Ver en tí, mi cara,mi cara interpretada:mitad mía, mitad clara.
Poema em português
Girar la llave,como quien lee una página:abrir por dentro,librarse siendo.Como quien se envuelve en el personajelento.
Descubrir el más allá del sueño,lo inesperado, lo cierto,lo más que imaginado.Lo que los ojos buscan cubriren el sueño.
Ver en tí, mi cara,mi cara interpretada:mitad mía, mitad clara.
Poema em português
1 171
Frederico Barbosa
Como quien lee
Traducción de Manuel Ulacia
Girar la llave,como quien lee una página:abrir por dentro,librarse siendo.Como quien se envuelve en el personajelento.
Descubrir el más allá del sueño,lo inesperado, lo cierto,lo más que imaginado.Lo que los ojos buscan cubriren el sueño.
Ver en tí, mi cara,mi cara interpretada:mitad mía, mitad clara.
Poema em português
Girar la llave,como quien lee una página:abrir por dentro,librarse siendo.Como quien se envuelve en el personajelento.
Descubrir el más allá del sueño,lo inesperado, lo cierto,lo más que imaginado.Lo que los ojos buscan cubriren el sueño.
Ver en tí, mi cara,mi cara interpretada:mitad mía, mitad clara.
Poema em português
1 171
Beatriz Alcântara
Réveillon
A noite feita de copos
encontrou-a virgem pura
distribuindo uvas
gritando imprudente:
— Feliz Ano Novo!
Depois desejou uma nuvem
caminhou na esteira da lua
ouviu o canto da pedra
bebeu o hálito do orvalho
chorou o anil do branco
e ao desprender-se da janela
contraiu núpcias com o ano que findou.
encontrou-a virgem pura
distribuindo uvas
gritando imprudente:
— Feliz Ano Novo!
Depois desejou uma nuvem
caminhou na esteira da lua
ouviu o canto da pedra
bebeu o hálito do orvalho
chorou o anil do branco
e ao desprender-se da janela
contraiu núpcias com o ano que findou.
995
Alcides Werk
Estudo XII
Impossível voltar. A caminhada
já foi longe demais, e não me encontro.
Há marcas fundas do caminho antigo,
mas não posso sentir, vivo agitado.
Vejo em volta de mim alguns pedaços
do meu ser dividido. E tento, às vezes,
fraco e mesquinho como um delinqüente,
redescobrir a minha identidade.
Impossível voltar, e continuo.
Elaboro miragens e as persigo
com a determinação dos suicidas.
E, passo a passo, cada dia cumpro
a função de votar o que me resta
em sacrifício a ti, num rito amargo.
já foi longe demais, e não me encontro.
Há marcas fundas do caminho antigo,
mas não posso sentir, vivo agitado.
Vejo em volta de mim alguns pedaços
do meu ser dividido. E tento, às vezes,
fraco e mesquinho como um delinqüente,
redescobrir a minha identidade.
Impossível voltar, e continuo.
Elaboro miragens e as persigo
com a determinação dos suicidas.
E, passo a passo, cada dia cumpro
a função de votar o que me resta
em sacrifício a ti, num rito amargo.
1 081
Alcides Werk
Estudo XII
Impossível voltar. A caminhada
já foi longe demais, e não me encontro.
Há marcas fundas do caminho antigo,
mas não posso sentir, vivo agitado.
Vejo em volta de mim alguns pedaços
do meu ser dividido. E tento, às vezes,
fraco e mesquinho como um delinqüente,
redescobrir a minha identidade.
Impossível voltar, e continuo.
Elaboro miragens e as persigo
com a determinação dos suicidas.
E, passo a passo, cada dia cumpro
a função de votar o que me resta
em sacrifício a ti, num rito amargo.
já foi longe demais, e não me encontro.
Há marcas fundas do caminho antigo,
mas não posso sentir, vivo agitado.
Vejo em volta de mim alguns pedaços
do meu ser dividido. E tento, às vezes,
fraco e mesquinho como um delinqüente,
redescobrir a minha identidade.
Impossível voltar, e continuo.
Elaboro miragens e as persigo
com a determinação dos suicidas.
E, passo a passo, cada dia cumpro
a função de votar o que me resta
em sacrifício a ti, num rito amargo.
1 081
Armindo Trevisan
Nudez Septenária
A primeira nudez
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
1 225
Armindo Trevisan
Nudez Septenária
A primeira nudez
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
1 225
Armindo Trevisan
Nudez Septenária
A primeira nudez
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
é a nudez apressada,
a nudez que cobre
a Amada.
A segunda nudez
é a nudez demorada,
a nudez que enfeita
a pausa.
A terceira nudez
é a nudez quase fixa,
a nudez que se insere
entre os amantes.
A quarta nudez
é a nudez extática,
a nudez que ingora
o Amor.
A quinta nudez
é a nudez sem espaço,
a nudez que divide
o enlace.
A sexta nudez
é a nudez sem tempo,
a nudez que sustenta
a memória
A sétima nudez
é a nudez eterna,
a nudez que acaba
em Deus.
1 225