Poemas neste tema
Sociedade e Mundo
Lucas Tenório
A uma Nau
Flutua... flutua e me leva aos esquadros
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
708
Silvaney Paes
Psiu Disse o Verbo
A mulher,
voltada para o Altíssimo,
sorvia luz, e clamava:
Responde-me Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Era desocultação
a mulher,
e também dúvidas.
Nada lhe dizia O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Vai-se O Altíssimo.
a mulher divaga,
chora e grita.
Abandonou-me Verbo?
Mais o que seja O Verbo, era silêncio.
Retorna O Verbo,
trás consigo um menino.
Pensa a mulher:
Não é tão grande O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Deposita ali o menino,
faminto, entristecido,
e parte
parecendo órfão de Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Escuta a mulher,
algo frágil, baixo.
não tem voz de trovão,
não parece ser O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Psiu...Psiu,
diz o menino:
tenho fome, frio...
É tu O Verbo?
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
A Mulher
olha sob o nariz,
acolhe o menino,
sentindo-se Verbo.
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Psiu...Psiu...
era tudo o que falava
o silêncio
do que seja O Verbo.
Mas o que seja O Verbo, era silêncio!
Agora a mulher,
o menino,
eram o silêncio do Verbo.
Sabiam!...
Todos nós somos O Verbo.
voltada para o Altíssimo,
sorvia luz, e clamava:
Responde-me Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Era desocultação
a mulher,
e também dúvidas.
Nada lhe dizia O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Vai-se O Altíssimo.
a mulher divaga,
chora e grita.
Abandonou-me Verbo?
Mais o que seja O Verbo, era silêncio.
Retorna O Verbo,
trás consigo um menino.
Pensa a mulher:
Não é tão grande O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Deposita ali o menino,
faminto, entristecido,
e parte
parecendo órfão de Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Escuta a mulher,
algo frágil, baixo.
não tem voz de trovão,
não parece ser O Verbo!
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Psiu...Psiu,
diz o menino:
tenho fome, frio...
É tu O Verbo?
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
A Mulher
olha sob o nariz,
acolhe o menino,
sentindo-se Verbo.
Mas o que seja O Verbo, era silêncio.
Psiu...Psiu...
era tudo o que falava
o silêncio
do que seja O Verbo.
Mas o que seja O Verbo, era silêncio!
Agora a mulher,
o menino,
eram o silêncio do Verbo.
Sabiam!...
Todos nós somos O Verbo.
1 154
Silvaney Paes
Visita
Seja bem-vinda
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
1 091
Silvaney Paes
Visita
Seja bem-vinda
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
1 091
Rose M. Martins
Fases da Lua
Morri...
Até então não percebia, mas eu morria a cada dia, gota a gota a sangrar...
Percebi...
Desesperei-me, não sabendo para onde caminhar...
Desisti...
Por um momento, por não me encontrar...
Perdi...
a mim mesma, e de repente estava numa sala a buscar...
Vi...
Alguém chegar, tornando-se cada vez mais importante a me apoiar...
Senti...
Tanta alegria, tanta solidariedade, tudo nada familiar...
Envolvi...
E fui envolvida, num sentimento puro, era só felicidade a brotar...
Vivi...
Tudo intensamente, querendo tocar, saborear, voar...
Venci...
As amarras, tirei a venda dos olhos, e vi um mundo colorido a me esperar...
Sorri...
Você estava de braços abertos, carinhosamente a me amparar...
Corri...
Até o arco-íris dos teus olhos, sentindo o calor de teu sorriso a me
animar...
Retribuí...
Esse abraço maravilhoso, com ânsia, feliz por finalmente te encontrar...
Aprendi...
Que com você é divino conjugar o verbo adorar.
Até então não percebia, mas eu morria a cada dia, gota a gota a sangrar...
Percebi...
Desesperei-me, não sabendo para onde caminhar...
Desisti...
Por um momento, por não me encontrar...
Perdi...
a mim mesma, e de repente estava numa sala a buscar...
Vi...
Alguém chegar, tornando-se cada vez mais importante a me apoiar...
Senti...
Tanta alegria, tanta solidariedade, tudo nada familiar...
Envolvi...
E fui envolvida, num sentimento puro, era só felicidade a brotar...
Vivi...
Tudo intensamente, querendo tocar, saborear, voar...
Venci...
As amarras, tirei a venda dos olhos, e vi um mundo colorido a me esperar...
Sorri...
Você estava de braços abertos, carinhosamente a me amparar...
Corri...
Até o arco-íris dos teus olhos, sentindo o calor de teu sorriso a me
animar...
Retribuí...
Esse abraço maravilhoso, com ânsia, feliz por finalmente te encontrar...
Aprendi...
Que com você é divino conjugar o verbo adorar.
422
Jorge Viegas
Gratidão
Gratidão
é dádiva de Deus,
Em tudo dai graças, Paulo dizia,
Pela salvação que vem dos céus,
Graças a Ele ainda que tardia.
O agradecer não humilha, edifica
Nossas vidas que o mal persegue
E nos cerca de tudo que não vivifica,
Enobrece o homem que a Deus segue.
Graças pela doença, graças pela saúde.
Por fracassos para que Deus nos ajude
Até a vitoria final e júbilo que abraças.
Sejamos humildes, sejamos gratos
Pelas bênçãos, e também pelos ingratos,
Por insignificâncias, ... Em tudo dai graças.
é dádiva de Deus,
Em tudo dai graças, Paulo dizia,
Pela salvação que vem dos céus,
Graças a Ele ainda que tardia.
O agradecer não humilha, edifica
Nossas vidas que o mal persegue
E nos cerca de tudo que não vivifica,
Enobrece o homem que a Deus segue.
Graças pela doença, graças pela saúde.
Por fracassos para que Deus nos ajude
Até a vitoria final e júbilo que abraças.
Sejamos humildes, sejamos gratos
Pelas bênçãos, e também pelos ingratos,
Por insignificâncias, ... Em tudo dai graças.
1 845
Emídia Felipe
Alfabeto
Tenho que
aprender a desconfiar de quem é confiante
Ter a certeza de que tudo é incerto
E que tudo para nós nunca será o bastante
Não quero saber mais de meus erros
Suas conseqüências já me bastam
E a verdade que me acompanha é a mentira que vivo
São só coisas sem sentido
Mas que sentido há nas coisas deste mundo?
Tentar seguir estas regras vazias é engano
Antecipar sofrimentos é atrasar a vida
Abrir os olhos e seguir em frente é poder então saber
Que a missão cumprida está acontecendo
aprender a desconfiar de quem é confiante
Ter a certeza de que tudo é incerto
E que tudo para nós nunca será o bastante
Não quero saber mais de meus erros
Suas conseqüências já me bastam
E a verdade que me acompanha é a mentira que vivo
São só coisas sem sentido
Mas que sentido há nas coisas deste mundo?
Tentar seguir estas regras vazias é engano
Antecipar sofrimentos é atrasar a vida
Abrir os olhos e seguir em frente é poder então saber
Que a missão cumprida está acontecendo
857
Jorge Viegas
Pretérito Social
Mentes
civilizadas de ideais diluídos
Na muralha do vil metal dourado
Criaram o banquete perfumado
Para alimentar os sentidos fluidos.
Apareceu sonhadora
Na tela pintada de azul
Onde o vento do sul
Abriu a linha reveladora.
Pinceladas de contrastes verticais
Brilham na melodia da madrugada
E no esplendor da grinalda aprumada
Reluzem lembranças superficiais.
Embriagantes desejos estilizados
De seios transparentes
Descem como sentidos mecanizados
Por entre sombras aparentes.
Simples força inventada
Alimenta o sonho da tendência
Que vê na transparência
A nudez da criação futurista.
civilizadas de ideais diluídos
Na muralha do vil metal dourado
Criaram o banquete perfumado
Para alimentar os sentidos fluidos.
Apareceu sonhadora
Na tela pintada de azul
Onde o vento do sul
Abriu a linha reveladora.
Pinceladas de contrastes verticais
Brilham na melodia da madrugada
E no esplendor da grinalda aprumada
Reluzem lembranças superficiais.
Embriagantes desejos estilizados
De seios transparentes
Descem como sentidos mecanizados
Por entre sombras aparentes.
Simples força inventada
Alimenta o sonho da tendência
Que vê na transparência
A nudez da criação futurista.
1 008
Terezinha Rezende Moreira
Semear
Semeia,
o que importa é semear
pouco, muito, tudo,
a semente da esperança.
Semeia
tuas energias para poderes
enfrentar as lutas
Semeia tua coragem
para poderes encorajar
o outro.
Semeia teu entusiasmo,
tua fé, o teu amor.
Semeia coisas pequeninas,
Insignificantes
semeia e confia
Cada semente
há de enriquecer,
um pedaço de chão.
o que importa é semear
pouco, muito, tudo,
a semente da esperança.
Semeia
tuas energias para poderes
enfrentar as lutas
Semeia tua coragem
para poderes encorajar
o outro.
Semeia teu entusiasmo,
tua fé, o teu amor.
Semeia coisas pequeninas,
Insignificantes
semeia e confia
Cada semente
há de enriquecer,
um pedaço de chão.
2 503
Silvaney Paes
Brasil - Portugal
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
957
Silvaney Paes
Brasil - Portugal
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
957
Silvaney Paes
Brasil - Portugal
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
957
Silvaney Paes
Brasil - Portugal
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Num Ipiranga Português
Mais também Tupí na raça
Diziam Gritava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D.Pedro
Mais que Gritava?
Grita Morte
Grito que Libertava
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um Tal D. Pedro
Mas morreu?
Não. Só libertara.
Rompeu.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
E Porque Rompeu
E não morreu?
Viu num futuro.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um tal D. Pedro
Mais que achou haver de Novo?
La no Futuro......
Irmãos de Novo.
Um Dom
Um Dom de Pedro
Um D. PEDRO
957
Silvaney Paes
Preto
Negras
Almas
Em peles alvas
Não esqueceram
Suas negras senzalas
Negras Falas
Que vez por outra,
São naus lembradas
Trazendo almas escravas.
Negras Almas
Nessas línguas com facas
Que separam por serem fracas
E que cortam, marcam e matam
Negras Falas
Que humilham, pisam,
Negando as almas
Que não tenham a pele clara
Negras Almas
Enganadas achando terem escravas
Sendo vós as pretas almas
Em pele clara
Almas
Em peles alvas
Não esqueceram
Suas negras senzalas
Negras Falas
Que vez por outra,
São naus lembradas
Trazendo almas escravas.
Negras Almas
Nessas línguas com facas
Que separam por serem fracas
E que cortam, marcam e matam
Negras Falas
Que humilham, pisam,
Negando as almas
Que não tenham a pele clara
Negras Almas
Enganadas achando terem escravas
Sendo vós as pretas almas
Em pele clara
1 066
Silvaney Paes
Preto
Negras
Almas
Em peles alvas
Não esqueceram
Suas negras senzalas
Negras Falas
Que vez por outra,
São naus lembradas
Trazendo almas escravas.
Negras Almas
Nessas línguas com facas
Que separam por serem fracas
E que cortam, marcam e matam
Negras Falas
Que humilham, pisam,
Negando as almas
Que não tenham a pele clara
Negras Almas
Enganadas achando terem escravas
Sendo vós as pretas almas
Em pele clara
Almas
Em peles alvas
Não esqueceram
Suas negras senzalas
Negras Falas
Que vez por outra,
São naus lembradas
Trazendo almas escravas.
Negras Almas
Nessas línguas com facas
Que separam por serem fracas
E que cortam, marcam e matam
Negras Falas
Que humilham, pisam,
Negando as almas
Que não tenham a pele clara
Negras Almas
Enganadas achando terem escravas
Sendo vós as pretas almas
Em pele clara
1 066
Sylvio Persivo
Fernando Pessoas
Sendo tantos numa mesma pessoa,
Muitas vezes, não sabia quem era
Ele mesmo. E seu ser, que procurava
Reter o mundo todo em si, era todo
Mundo por ser capaz de sentir
A beleza de todas as coisas. Nem
Mesmo se preocupava em buscar
Razões para os fatos serem como são,
Pois sabia, se alguma coisa sabia,
Que explicar jamais resolve:
É apenas outra forma de ilusão.
E de ilusões se fez tantos, tantos
Que foi muitos, em muitos cantos,
Sendo um só. E vive, apesar de ser pó!
Muitas vezes, não sabia quem era
Ele mesmo. E seu ser, que procurava
Reter o mundo todo em si, era todo
Mundo por ser capaz de sentir
A beleza de todas as coisas. Nem
Mesmo se preocupava em buscar
Razões para os fatos serem como são,
Pois sabia, se alguma coisa sabia,
Que explicar jamais resolve:
É apenas outra forma de ilusão.
E de ilusões se fez tantos, tantos
Que foi muitos, em muitos cantos,
Sendo um só. E vive, apesar de ser pó!
880
Silvaney Paes
Pássaros Presos
Chorarei
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
1 091
Silvaney Paes
Pássaros Presos
Chorarei
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
1 091
Silvaney Paes
Pássaros Presos
Chorarei
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
por ti meninas,
Pássaros presos nas matas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a que mata,
Fria águia.
Chorarei por ti meninas,
Ratos revirando as latas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a Gata,
A que caça nas latas.
Chorarei por ti meninas,
Prostitutas das praças.
Lamentarei por mim meninas,
Sou muitas praças,
Aquela que paga.
Chorarei por ti meninas,
Escravas de suas casas.
Lamentarei por mim meninas,
Sou a dona da casa,
Senhora de Escravas.
Chorarei por ti meninas,
Mais só chorarei.
Diante de ti sou Fraca,
Sociedade Parca,
Sou vossa Mãe Pátria.
1 091
Hugo Pires
Milénio
Por dois mil calhaus subi,
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
1 084
Hugo Pires
Milénio
Por dois mil calhaus subi,
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
1 084
Marcelo Ribeiro
Da Tua Casa à Minha
Todas
as casas de portas fechadas
E o caminho enebriante à minha frente
Tão escuras que são as estradas
Que me conduzem novamente
A mansão sombria de minhas discórdias
Poucos são os transeuntes que me aparecem
Vagabundos de lirismo arcaico que se apetecem
Da chama do umbral da noite
Molhando os dedos e apagando a vela trêmula
No sepulcro sacro do castiçal da boêmia
Resgatam temas de valentia
Em que brigavam por lemas de alforria:
Libertar a alma e o corpo
Amar à exaustão e revelia!
Choram por damas perdidas
E rememoram alegres as perdidas damas
Sonham voltar a saborear deliciosas comidas
E depois roncar solenemente
Em não mais que confortáveis e esquecidas camas
O pouco que sonham lhes é muito
E seu canto é somente onírico e mudo
Não atingem aos nossos peitos
Reverberam, quanto muito
À outros corações vagabundos
Há cachorros que lhes lambem
As chagas que os iguais, sim, mortais
Lhes conferiram em encontros informais
Pois para a morte, a fome, o frio e a violência
Não existe formalidade
Basta um terno e gravata
Carro importado e caneta refinada
Para assinar qualquer suja bravata
Esperam por nova chance
Um amor, emprego, sonhos apenas
E antes que a impossível imagem da felicidade se apague
Mais um fino trago de cachaça num só lance
A esquentar corpo, alma e melenas
São estes os únicos seres que avisto
Quando retorno da tua casa
Já que teus olhos ficaram cravados em meu peito
as casas de portas fechadas
E o caminho enebriante à minha frente
Tão escuras que são as estradas
Que me conduzem novamente
A mansão sombria de minhas discórdias
Poucos são os transeuntes que me aparecem
Vagabundos de lirismo arcaico que se apetecem
Da chama do umbral da noite
Molhando os dedos e apagando a vela trêmula
No sepulcro sacro do castiçal da boêmia
Resgatam temas de valentia
Em que brigavam por lemas de alforria:
Libertar a alma e o corpo
Amar à exaustão e revelia!
Choram por damas perdidas
E rememoram alegres as perdidas damas
Sonham voltar a saborear deliciosas comidas
E depois roncar solenemente
Em não mais que confortáveis e esquecidas camas
O pouco que sonham lhes é muito
E seu canto é somente onírico e mudo
Não atingem aos nossos peitos
Reverberam, quanto muito
À outros corações vagabundos
Há cachorros que lhes lambem
As chagas que os iguais, sim, mortais
Lhes conferiram em encontros informais
Pois para a morte, a fome, o frio e a violência
Não existe formalidade
Basta um terno e gravata
Carro importado e caneta refinada
Para assinar qualquer suja bravata
Esperam por nova chance
Um amor, emprego, sonhos apenas
E antes que a impossível imagem da felicidade se apague
Mais um fino trago de cachaça num só lance
A esquentar corpo, alma e melenas
São estes os únicos seres que avisto
Quando retorno da tua casa
Já que teus olhos ficaram cravados em meu peito
901
Mariana Ianelli
Reminiscência
Esquecemos
o tema.
Ele fende a madeira, bordando delicado as arestas,
eu trato a colheita debaixo do cordão da aragem.
Nada nos pertence - últimos mandamentos,
o dever e o tédio dos dias,
famílias lendárias, ironia.
Estamos de volta à beira dos mundos
e sob o pano se aquieta a razão
da nossa continuidade secreta.
A geada bate na terra, desatina as séries da fome
e nós não desanimamos.
Todo tempo pela coragem da maior renúncia,
todo tempo de hoje arrancado de falsas glórias.
Ele talha a madeira, aparando com bom jeito as margens,
eu escolho as raízes, separo a polpa da casca.
Alguma diferença estrita em nós
surpreende a imprudência da fuga,
um mistério não comentado,
uma ambição impedida de voltar ao passado
que tínhamos matado no tempo por um golpe de sorte.
Não perguntamos pela mãe deixada na ponta da história.
Assim foi resolvido.
Mortos, quebrados ao meio.
Revemos os exércitos calmos,
a conformação de milhares, o vírus temerário.
E nenhum reconhecimento é nosso,
a cela terrível dos anos, o verbo régio da tradição.
Na tarde isolada do terceiro dia,
nós renascemos do ácido.
o tema.
Ele fende a madeira, bordando delicado as arestas,
eu trato a colheita debaixo do cordão da aragem.
Nada nos pertence - últimos mandamentos,
o dever e o tédio dos dias,
famílias lendárias, ironia.
Estamos de volta à beira dos mundos
e sob o pano se aquieta a razão
da nossa continuidade secreta.
A geada bate na terra, desatina as séries da fome
e nós não desanimamos.
Todo tempo pela coragem da maior renúncia,
todo tempo de hoje arrancado de falsas glórias.
Ele talha a madeira, aparando com bom jeito as margens,
eu escolho as raízes, separo a polpa da casca.
Alguma diferença estrita em nós
surpreende a imprudência da fuga,
um mistério não comentado,
uma ambição impedida de voltar ao passado
que tínhamos matado no tempo por um golpe de sorte.
Não perguntamos pela mãe deixada na ponta da história.
Assim foi resolvido.
Mortos, quebrados ao meio.
Revemos os exércitos calmos,
a conformação de milhares, o vírus temerário.
E nenhum reconhecimento é nosso,
a cela terrível dos anos, o verbo régio da tradição.
Na tarde isolada do terceiro dia,
nós renascemos do ácido.
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Mariana Ianelli
Reminiscência
Esquecemos
o tema.
Ele fende a madeira, bordando delicado as arestas,
eu trato a colheita debaixo do cordão da aragem.
Nada nos pertence - últimos mandamentos,
o dever e o tédio dos dias,
famílias lendárias, ironia.
Estamos de volta à beira dos mundos
e sob o pano se aquieta a razão
da nossa continuidade secreta.
A geada bate na terra, desatina as séries da fome
e nós não desanimamos.
Todo tempo pela coragem da maior renúncia,
todo tempo de hoje arrancado de falsas glórias.
Ele talha a madeira, aparando com bom jeito as margens,
eu escolho as raízes, separo a polpa da casca.
Alguma diferença estrita em nós
surpreende a imprudência da fuga,
um mistério não comentado,
uma ambição impedida de voltar ao passado
que tínhamos matado no tempo por um golpe de sorte.
Não perguntamos pela mãe deixada na ponta da história.
Assim foi resolvido.
Mortos, quebrados ao meio.
Revemos os exércitos calmos,
a conformação de milhares, o vírus temerário.
E nenhum reconhecimento é nosso,
a cela terrível dos anos, o verbo régio da tradição.
Na tarde isolada do terceiro dia,
nós renascemos do ácido.
o tema.
Ele fende a madeira, bordando delicado as arestas,
eu trato a colheita debaixo do cordão da aragem.
Nada nos pertence - últimos mandamentos,
o dever e o tédio dos dias,
famílias lendárias, ironia.
Estamos de volta à beira dos mundos
e sob o pano se aquieta a razão
da nossa continuidade secreta.
A geada bate na terra, desatina as séries da fome
e nós não desanimamos.
Todo tempo pela coragem da maior renúncia,
todo tempo de hoje arrancado de falsas glórias.
Ele talha a madeira, aparando com bom jeito as margens,
eu escolho as raízes, separo a polpa da casca.
Alguma diferença estrita em nós
surpreende a imprudência da fuga,
um mistério não comentado,
uma ambição impedida de voltar ao passado
que tínhamos matado no tempo por um golpe de sorte.
Não perguntamos pela mãe deixada na ponta da história.
Assim foi resolvido.
Mortos, quebrados ao meio.
Revemos os exércitos calmos,
a conformação de milhares, o vírus temerário.
E nenhum reconhecimento é nosso,
a cela terrível dos anos, o verbo régio da tradição.
Na tarde isolada do terceiro dia,
nós renascemos do ácido.
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