Lucas Tenório

Lucas Tenório

n. 1996 BR BR

Lucas Tenório é um poeta contemporâneo cuja obra se destaca pela exploração profunda da condição humana, entrelaçando o íntimo com o universal. Sua poesia é marcada por uma linguagem lírica e reflexiva, abordando temas como a efemeridade do tempo, a busca por sentido e a complexidade das relações interpessoais.

n. 1996-04-22, Maceió

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Meu Pensamento, minha Cotovia

Pensamento meu...
És meu melhor amigo,
Mensageiro ambulante
em gaivota fugaz.
Turbilhão de desejos
em carrossel de sentidos,
Que em minh`alma se faz,
se desfaz, se refaz...

Cotovia, alegria,
és meu tinido mudo!
Como a brisa passante
dessas primaveras...
Pensamento, espera!
... me emudeça com ela...
......................

(- Será este pr`a ti
um cortejo absurdo?)

Mas por quê? Afinal,
não és tu a que voa?
Pois que tal, da janela,
joga aos ares tuas velas!
Que os meus sonhos, menina,
já vão de vento em proa...

Cotovia, psiu! Ô Cotovia,
sê`nessa caravela,
nosso pouso distante,
e que nos deixem à toa...

Tempestades, Tufões...?
Só nos querem as garoas...

(Inspirado em Manuel Bandeira
e Chico Buarque, e em homenagem
a uma pernambucaninha da garoa,
não menos leve e talentosa.)

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Biografia

Identificação e contexto básico

Lucas Tenório é um poeta brasileiro contemporâneo.

Infância e formação

Poucos detalhes sobre sua infância e formação são publicamente conhecidos.

Percurso literário

Seu percurso literário tem se consolidado através da publicação de suas obras poéticas, que gradualmente ganham reconhecimento.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Lucas Tenório é caracterizada por um lirismo introspectivo e uma linguagem cuidada. Explora temas como a passagem do tempo, a saudade, a memória e as nuances dos sentimentos humanos. Sua poesia frequentemente se move entre o pessoal e o universal, convidando à reflexão.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Inserido no contexto da poesia brasileira contemporânea, Tenório dialoga com as inquietações e sensibilidades do seu tempo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações sobre sua vida pessoal são limitadas, privilegiando-se a divulgação de sua obra literária.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A obra de Lucas Tenório tem recebido atenção crescente no meio literário, sendo apreciada por sua profundidade e sensibilidade.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora não haja estudos extensivos sobre suas influências e legado, sua poesia ressoa com a tradição lírica brasileira, ao mesmo tempo que busca uma voz própria na contemporaneidade.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Tenório convida a interpretações que navegam pela melancolia, pela esperança e pela busca por autenticidade no mundo moderno.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Seus hábitos de escrita e inspirações específicas são elementos que compõem o mistério em torno de sua figura artística.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Como autor ativo, a questão de sua morte e memória póstuma ainda não se aplica.

Poemas

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Meu Pensamento, minha Cotovia

Pensamento meu...
És meu melhor amigo,
Mensageiro ambulante
em gaivota fugaz.
Turbilhão de desejos
em carrossel de sentidos,
Que em minh`alma se faz,
se desfaz, se refaz...

Cotovia, alegria,
és meu tinido mudo!
Como a brisa passante
dessas primaveras...
Pensamento, espera!
... me emudeça com ela...
......................

(- Será este pr`a ti
um cortejo absurdo?)

Mas por quê? Afinal,
não és tu a que voa?
Pois que tal, da janela,
joga aos ares tuas velas!
Que os meus sonhos, menina,
já vão de vento em proa...

Cotovia, psiu! Ô Cotovia,
sê`nessa caravela,
nosso pouso distante,
e que nos deixem à toa...

Tempestades, Tufões...?
Só nos querem as garoas...

(Inspirado em Manuel Bandeira
e Chico Buarque, e em homenagem
a uma pernambucaninha da garoa,
não menos leve e talentosa.)

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A uma Nau

Flutua... flutua e me leva aos esquadros
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.

Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.

Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.

Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.

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