Poemas neste tema
Literatura e Palavras
Manuel Bandeira
Agradecendo Uns Maracujás
Estes não são de gaveta.
Estes são do Maranhão.
Não do Maranhão Estado,
Mas do Maranhão poeta
— Raul Maranhão chamado —
Amigo do coração.
Estes são do Maranhão.
Não do Maranhão Estado,
Mas do Maranhão poeta
— Raul Maranhão chamado —
Amigo do coração.
1 086
Manuel Bandeira
Isá
Quisera poder molhar
A minha pena no orvalho
Para num verso imitar
À aurora que ouço cantar
Nos olhos de Isá Bicalho.
A minha pena no orvalho
Para num verso imitar
À aurora que ouço cantar
Nos olhos de Isá Bicalho.
1 109
Manuel Bandeira
Vital Pacífico Passos
Poeta do Forrobodó
Se és pacífico não sei,
Mas que és vital jurarei,
Ó satírico sem dó,
Sem dono, sem lei nem laços
— Vital Pacífico Passos!
Se és pacífico não sei,
Mas que és vital jurarei,
Ó satírico sem dó,
Sem dono, sem lei nem laços
— Vital Pacífico Passos!
970
Manuel Bandeira
"Casa-Grande & Senzala"
"Casa-Grande & Senzala"
Grande livro que fala
Desta nossa leseira
Brasileira.
Mas com aquele forte
Cheiro e sabor do Norte
— Dos engenhos de cana
(Massangana!)
Com fuxicos danados
E chamegos safados
De mulecas fulôs
Com sinhôs!
A mania ariana
Do Oliveira Viana
Leva aqui a sua lambada
Bem puxada.
Se nos brasis abunda
Jenipapo na bunda,
Se somos todos uns
Octoruns,
Que importa? É lá desgraça?
Essa história de raça,
Raças más, raças boas
— Diz o Boas —
É coisa que passou
com o franciú Gobineau.
Pois o mal do mestiço
Não está nisso.
Está em causas sociais,
De higiene e outras que tais:
Assim pensa, assim fala
Casa Grande & Senzala.
Livro que à ciência alia
A profunda poesia
Que o passado revoca
E nos toca
A alma de brasileiro,
Que o portuga femeeiro
Fez e o mau fado quis
Infeliz!
Grande livro que fala
Desta nossa leseira
Brasileira.
Mas com aquele forte
Cheiro e sabor do Norte
— Dos engenhos de cana
(Massangana!)
Com fuxicos danados
E chamegos safados
De mulecas fulôs
Com sinhôs!
A mania ariana
Do Oliveira Viana
Leva aqui a sua lambada
Bem puxada.
Se nos brasis abunda
Jenipapo na bunda,
Se somos todos uns
Octoruns,
Que importa? É lá desgraça?
Essa história de raça,
Raças más, raças boas
— Diz o Boas —
É coisa que passou
com o franciú Gobineau.
Pois o mal do mestiço
Não está nisso.
Está em causas sociais,
De higiene e outras que tais:
Assim pensa, assim fala
Casa Grande & Senzala.
Livro que à ciência alia
A profunda poesia
Que o passado revoca
E nos toca
A alma de brasileiro,
Que o portuga femeeiro
Fez e o mau fado quis
Infeliz!
985
Manuel Bandeira
Idílio na Praia
Nudez anatômica
Onde madrugais
Areia dormente!
Quem vem lá, Vinícius
Não o de Morais
Mas o de imorais
Poemas vai perdido
Tão perdidamente
Pela bomba atômica.
E diz-lhe ao ouvido:
— Ai bombinha atômica
Vem comigo vem!
Sou tão delicado
Sou um monstrozinho
De delicadeza!
Meu amor meu bem
Me ama me possui
Me faz em pedaços!
Já não sou Vinícius
Sou o que jamais
Fui: Mar de Sargaços
Cabo Guardafui!
Cantarei na lira
Casimiriana
Versos que esqueceram
Às musas de Gôngora!
E te chamarei
Cupincha Nux Vomica
Oriana Ariana!
Ah mal sei que e é igual
a mc2
Perdão bomba atômica!
Sou um sórdido poeta
Fundo em matemática
E te amo ai de mim!
Vem ó pomba atômica!
Vem minha bombinha
Pombinha rolinha
Do meu coração!
Vem como és agora:
Te quero novinha
Donzela pucela
Antes da ebaente
Desintegração!
Onde madrugais
Areia dormente!
Quem vem lá, Vinícius
Não o de Morais
Mas o de imorais
Poemas vai perdido
Tão perdidamente
Pela bomba atômica.
E diz-lhe ao ouvido:
— Ai bombinha atômica
Vem comigo vem!
Sou tão delicado
Sou um monstrozinho
De delicadeza!
Meu amor meu bem
Me ama me possui
Me faz em pedaços!
Já não sou Vinícius
Sou o que jamais
Fui: Mar de Sargaços
Cabo Guardafui!
Cantarei na lira
Casimiriana
Versos que esqueceram
Às musas de Gôngora!
E te chamarei
Cupincha Nux Vomica
Oriana Ariana!
Ah mal sei que e é igual
a mc2
Perdão bomba atômica!
Sou um sórdido poeta
Fundo em matemática
E te amo ai de mim!
Vem ó pomba atômica!
Vem minha bombinha
Pombinha rolinha
Do meu coração!
Vem como és agora:
Te quero novinha
Donzela pucela
Antes da ebaente
Desintegração!
1 180
Manuel Bandeira
Márcia dos Anjos
Ando sem inspiração...
Mas vou ver se agora arranjo os
Versos que o meu coração
Quer para Márcia dos Anjos.
Mas vou ver se agora arranjo os
Versos que o meu coração
Quer para Márcia dos Anjos.
1 072
Manuel Bandeira
André
André, André, André,
O Bandeira o que é?
É poeta ou não é?
André, André, André,
E você o que é?
É André ou Tomé,
Homem de pouca fé?
O Bandeira o que é?
É poeta ou não é?
André, André, André,
E você o que é?
É André ou Tomé,
Homem de pouca fé?
1 070
Manuel Bandeira
Variações Sobre o Nome de Mário de Andrade
Mário
Inteligência
Sabor
Surpresa
As neblinas paulistas condensaram-se em ácidos sarcásticos
E queimaram a epiderme azul dos aços virginais
Mas nas sombras mais fundas ficaram os docementes dos nanquins mais melancólicos!...
Como será São Paulo...
O Paraná com os pinhais intratáveis?
(Não servem para uma exploração regular da indústria do papel)
Goiás! Ilha do Bananal!
Mas os índios? Os mosquitos?
Os botocudos e os borrachudos...
Como será o Brasil?...
Como será São Paulo?
São Paulo era a Sé Velha
Cercada de sobradinhos coloniais
Na Rua de São João a escala cromática dos pára-sóis dos engraxates
Progredior Politeama
A Casa Garraux vendia também objetos de arte
Camilo Castelo Branco não sabia ainda da existência dos piraquaras do Paraíba
Não havia ainda Vasco Porcalho livreiro-editor encomendando a toda a gente uma novela safada
Havia sim a Avenida Tiradentes espapaçada ao sol como um feriado nacional
E o edifício do Liceu implorando baixinho que o deixassem em tijolo aparente
(Lá dentro eu desenhando a bico de pena motivos arquitetônicos do Renascimento...
As minhas arquiteturas corroídas!...)
Duas vezes por semana música no Jardim da Luz
A banda do maestro Antão
A primeira da América do Sul
O samba de Alexandre Levi
Bis! Bis!
O namorozinho nacional passeando cheio de dengue entre os zincos lambuzados de cerveja
Não havia guaraná bebida depurativa e tônico-refrigerante
Quem fazia o policiamento era a torre da Inglesa
O relógio grande batia os quartos um dois três quatro e recomeçava indefinidamente sem compreender como aquela gente podia ainda ouvir Puccini
E em torno dele a garoa paulistana irônica silenciosa encharcava todos os minutos
Mas as garoas condensaram-se em ácidos sarcásticos
E queimaram a epiderme azul dos aços virginais:
Mário de Andrade!
Como será São Paulo?
Não havia mais bandeirantes
Nem a lembrança de Álvares de Azevedo
O antigo Largo de São Bento com as árvores nuas e magrinhas
Pedia tanto um pouco de neve que lhe desse um arzinho de Paris
Os filhos de Bernardino de Campos faziam parte do cordão
Nem Teatro Municipal nem Esplanada Hotel
Só havia um viaduto:
Anhangabaú dos suicídios passionais!
Ponte Grande!
Cambuci!
E o cemitério da Consolação...
Mário um cigarro
O punho forte do subconsciente campeia e conjuga os relâmpagos mais díspares
Os ritmos mais dissolutos
Raivas
Testamentos de Heiligenstadt
Amores fantasmagorias carnavais porrada
Coisas absolutamente incompreensíveis
Como as obras de Deus
Raivas raivas
Bondade
A girândola do último dia de novena
Tudo
Para todos os lados
CATÓLICO
Mário um cigarro
Positivamente esta quarta-feira está cotidiana demais
O leite da manhã tinha mais água
O sol está banal como uma taça de campeonato
Como os bronzes comerciais que representam o Trabalho
Eu não sei latim
Não sei cálculo diferencial e integral
Não sei tocar piano (por causa de uma sonatina de Steibelt)
Não compreendo absolutamente Fichte Schelling e Hegel
Victor Hugo é pau
Byron é pau
Mário um cigarro
CAPORAL LAVADO!
Numa pia de igreja em Bizâncio está gravada esta inscrição
NIPSONANOMHMATAMHMONANOSPIN
Soletrada da direita para a esquerda recompõe o mesmo sentido
Lava os pecados não laves só a cara
Mário eles não lavam nem os pecados nem a cara
Os homens são horríveis
POR ISSO HÁ QUE OS AMAR
Com os docementes dos nanquins mais melancólicos
Brasil
Como será o Brasil?
MÁRIO DE ANDRADE
Inteligência
Sabor
Surpresa
As neblinas paulistas condensaram-se em ácidos sarcásticos
E queimaram a epiderme azul dos aços virginais
Mas nas sombras mais fundas ficaram os docementes dos nanquins mais melancólicos!...
Como será São Paulo...
O Paraná com os pinhais intratáveis?
(Não servem para uma exploração regular da indústria do papel)
Goiás! Ilha do Bananal!
Mas os índios? Os mosquitos?
Os botocudos e os borrachudos...
Como será o Brasil?...
Como será São Paulo?
São Paulo era a Sé Velha
Cercada de sobradinhos coloniais
Na Rua de São João a escala cromática dos pára-sóis dos engraxates
Progredior Politeama
A Casa Garraux vendia também objetos de arte
Camilo Castelo Branco não sabia ainda da existência dos piraquaras do Paraíba
Não havia ainda Vasco Porcalho livreiro-editor encomendando a toda a gente uma novela safada
Havia sim a Avenida Tiradentes espapaçada ao sol como um feriado nacional
E o edifício do Liceu implorando baixinho que o deixassem em tijolo aparente
(Lá dentro eu desenhando a bico de pena motivos arquitetônicos do Renascimento...
As minhas arquiteturas corroídas!...)
Duas vezes por semana música no Jardim da Luz
A banda do maestro Antão
A primeira da América do Sul
O samba de Alexandre Levi
Bis! Bis!
O namorozinho nacional passeando cheio de dengue entre os zincos lambuzados de cerveja
Não havia guaraná bebida depurativa e tônico-refrigerante
Quem fazia o policiamento era a torre da Inglesa
O relógio grande batia os quartos um dois três quatro e recomeçava indefinidamente sem compreender como aquela gente podia ainda ouvir Puccini
E em torno dele a garoa paulistana irônica silenciosa encharcava todos os minutos
Mas as garoas condensaram-se em ácidos sarcásticos
E queimaram a epiderme azul dos aços virginais:
Mário de Andrade!
Como será São Paulo?
Não havia mais bandeirantes
Nem a lembrança de Álvares de Azevedo
O antigo Largo de São Bento com as árvores nuas e magrinhas
Pedia tanto um pouco de neve que lhe desse um arzinho de Paris
Os filhos de Bernardino de Campos faziam parte do cordão
Nem Teatro Municipal nem Esplanada Hotel
Só havia um viaduto:
Anhangabaú dos suicídios passionais!
Ponte Grande!
Cambuci!
E o cemitério da Consolação...
Mário um cigarro
O punho forte do subconsciente campeia e conjuga os relâmpagos mais díspares
Os ritmos mais dissolutos
Raivas
Testamentos de Heiligenstadt
Amores fantasmagorias carnavais porrada
Coisas absolutamente incompreensíveis
Como as obras de Deus
Raivas raivas
Bondade
A girândola do último dia de novena
Tudo
Para todos os lados
CATÓLICO
Mário um cigarro
Positivamente esta quarta-feira está cotidiana demais
O leite da manhã tinha mais água
O sol está banal como uma taça de campeonato
Como os bronzes comerciais que representam o Trabalho
Eu não sei latim
Não sei cálculo diferencial e integral
Não sei tocar piano (por causa de uma sonatina de Steibelt)
Não compreendo absolutamente Fichte Schelling e Hegel
Victor Hugo é pau
Byron é pau
Mário um cigarro
CAPORAL LAVADO!
Numa pia de igreja em Bizâncio está gravada esta inscrição
NIPSONANOMHMATAMHMONANOSPIN
Soletrada da direita para a esquerda recompõe o mesmo sentido
Lava os pecados não laves só a cara
Mário eles não lavam nem os pecados nem a cara
Os homens são horríveis
POR ISSO HÁ QUE OS AMAR
Com os docementes dos nanquins mais melancólicos
Brasil
Como será o Brasil?
MÁRIO DE ANDRADE
812
Manuel Bandeira
João Condé
Se as cores perder o João
Condé, dê-se ao descorado
Uma condecoração:
Assim, do pé, para a mão,
Ficará Condé corado.
Condé, dê-se ao descorado
Uma condecoração:
Assim, do pé, para a mão,
Ficará Condé corado.
1 128
Manuel Bandeira
Sacha
Sacha muchacha,
Nariz de bolacha!
(Meu estro não acha
Outra rima em acha.
Por isso se agacha,
Se cobre de graxa,
Se arranha, se racha,
Se desatarracha
E pede em voz baixa
Desculpas a Sacha.)
Nariz de bolacha!
(Meu estro não acha
Outra rima em acha.
Por isso se agacha,
Se cobre de graxa,
Se arranha, se racha,
Se desatarracha
E pede em voz baixa
Desculpas a Sacha.)
1 382
Manuel Bandeira
Ana Margarida
Fosse eu Rubén Darío e mil
Versos faria de seguida
Chamando-te, Ana Margarida,
"La nifia bella del Brasil".
Versos faria de seguida
Chamando-te, Ana Margarida,
"La nifia bella del Brasil".
1 141
Manuel Bandeira
Carlos Drummond de Andrade
O sentimento do mundo
É amargo, ó meu poeta irmão!
Se eu me chamasse Raimundo!...
Não, não era solução.
Para dizer a verdade,
O nome que invejo a fundo
É Carlos Drummond de Andrade.
É amargo, ó meu poeta irmão!
Se eu me chamasse Raimundo!...
Não, não era solução.
Para dizer a verdade,
O nome que invejo a fundo
É Carlos Drummond de Andrade.
1 080
Manuel Bandeira
Hilda Moscoso
O poeta te deseja, Hilda, o favor divino
Neste metro, como teu pai, alexandrino.
Neste metro, como teu pai, alexandrino.
960
Manuel Bandeira
Keats
A thing of beauty is a joy
For ever, Keats exprimiu.
Mas ele próprio sentiu
Quanto essa alegria dói.
For ever, Keats exprimiu.
Mas ele próprio sentiu
Quanto essa alegria dói.
1 134
Manuel Bandeira
Clara Ramos
Já cantei Clara de Andrade;
Hoje canto Clara Ramos.
De Graciliano, que amamos,
Grácil filha e claridade.
Hoje canto Clara Ramos.
De Graciliano, que amamos,
Grácil filha e claridade.
1 197
Manuel Bandeira
Murilo Mendes
Mais te amo, ó poesia, quando
A realidade transcendes
Em pânico, desvairando
Na voz de um Murilo Mendes.
A realidade transcendes
Em pânico, desvairando
Na voz de um Murilo Mendes.
677
Manuel Bandeira
Ribeiro Couto
Não é ruim, não é do Couto,
É Rui, mas não é Barbosa:
É, sim, Rui Ribeiro Couto,
Mestre do verso e da prosa.
É Rui, mas não é Barbosa:
É, sim, Rui Ribeiro Couto,
Mestre do verso e da prosa.
1 078
Manuel Bandeira
Soneto Parnasiano e Acróstico em Louvor de Helena Oliveira
Houve na Grécia antiga uma beleza rara
(Em versos de ouro o grande Homero celebrou-a),
Linda mais do que a mente humana imaginara,
E cuja fama sem rival inda ressoa.
Não a compararei porém (quem a compara?)
À que celebro aqui: a outra não era boa.
O esplendor da beleza é sol que só me aclara
Luzindo sob o véu do pudor que afeiçoa.
Inspiremo-nos, pois, não na Helena de Tróia,
Versátil coração, frio como uma jóia,
Em cujo lume ardeu uma cidade inteira.
Inspiremo-nos, sim, de uma Helena mais pura.
Ronsard mostrou na sua uma flor de ternura:
A mesma flor que orna esta Helena brasileira.
(Em versos de ouro o grande Homero celebrou-a),
Linda mais do que a mente humana imaginara,
E cuja fama sem rival inda ressoa.
Não a compararei porém (quem a compara?)
À que celebro aqui: a outra não era boa.
O esplendor da beleza é sol que só me aclara
Luzindo sob o véu do pudor que afeiçoa.
Inspiremo-nos, pois, não na Helena de Tróia,
Versátil coração, frio como uma jóia,
Em cujo lume ardeu uma cidade inteira.
Inspiremo-nos, sim, de uma Helena mais pura.
Ronsard mostrou na sua uma flor de ternura:
A mesma flor que orna esta Helena brasileira.
1 000
Manuel Bandeira
Celina Ferreira
Não me tocou levemente:
Tocou-me fundo,
Celina, a tua poesia,
Que me tornou para sempre
Seu cúmplice.
Tocou-me fundo,
Celina, a tua poesia,
Que me tornou para sempre
Seu cúmplice.
1 260
Manuel Bandeira
Alphonsus de Guimaraens Filho
Refrão de glória, eis vem no trilho
Do pai — dois mestres em refrães —
Trás Alphonsus de Guimaraens,
Alphonsus de Guimaraens Filho.
Do pai — dois mestres em refrães —
Trás Alphonsus de Guimaraens,
Alphonsus de Guimaraens Filho.
1 044
Manuel Bandeira
Augusto Frederico Schmidt
O poeta Augusto Frederico
Schmidt, de quem dizem que está rico,
Foi homem pobre, certifico,
Mas o poeta sempre foi rico.
Schmidt, de quem dizem que está rico,
Foi homem pobre, certifico,
Mas o poeta sempre foi rico.
805