Citações neste tema
Emoções e Sentimentos
Machado de Assis
[…] o coice, que no cavalo é uma perversidade, no burro é um argumento, ultima ratio.
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Machado de Assis
Como poeta humorístico, [Álvares de] Azevedo ocupa um lugar muito distinto. A viveza, a originalidade, o chiste, o humour dos versos deste gênero são notáveis. Nos “Boêmios”, se pusermos de parte o assunto e a forma, acha-se em Azevedo um pouco daquela versificação de Dinis [Antônio Dinis da Cruz e Silva], não na admirável cantata de Dido , mas no gracioso poema do “Hissope”.
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Machado de Assis
Ó tempos! Ó saudades! Tinha eu vinte anos, um bigode em flor, muito sangue nas veias e um entusiasmo, um entusiamo capaz de puxar todos os carros, desde o carro do Estado até o carro do sol — duas metáforas, que envelheceram como eu.
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Machado de Assis
Conquanto a credulidade seja eterna, é preciso fazer com ela o que se faz com a moda: variar de feitio.
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Machado de Assis
[…] eu a tempo advirto que as mais claras águas podem levar de enxurro alguma palha podre — se é que é podre, se é que é mesmo palha.
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Machado de Assis
Desculpe-me de falar tanto na idade, e alguma vez da morte. Cuido que há de ser assim com todos, ou então é do temperamento melancólico, apenas encoberto por um riso já cansado.
51
Machado de Assis
Temos saudade de todos os anos, mas é só quando eles se acham já mergulhados em um passado mais ou menos remoto — porque o homem corre a vida entre dois horizontes — o passado e o futuro — a saudade e a esperança —; a esperança e a saudade, diz um poeta, têm um horizonte idêntico: — l’éloignement .
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Machado de Assis
Temos saudade de todos os anos, mas é só quando eles se acham já mergulhados em um passado mais ou menos remoto — porque o homem corre a vida entre dois horizontes — o passado e o futuro — a saudade e a esperança —; a esperança e a saudade, diz um poeta, têm um horizonte idêntico: — l’éloignement .
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Machado de Assis
[…] a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par.
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Machado de Assis
Ninguém calcula as incertezas, as ânsias em que luta a alma de um folhetinista novel, depois de lançada nesse mar que se chama público, a primeira caravela que a custo construiu no estaleiro das suas opiniões.
47
Machado de Assis
[…] o merecimento precisa um pouco de rufo e outro pouco de cartazes. Ainda assim, antes a modéstia; é menos ruidosa, mas mais segura.
44
Machado de Assis
[…] o merecimento precisa um pouco de rufo e outro pouco de cartazes. Ainda assim, antes a modéstia; é menos ruidosa, mas mais segura.
44
Machado de Assis
Ruim trocadilho; mas o melhor escrito deve parecer-se com a vida, e a vida é, muitas vezes, um trocadilho ordinário.
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Machado de Assis
O nosso erro é crer que inventamos, quando continuamos, ou simplesmente copiamos. Tanta gente pasma ou vocifera diante de pecados, sem querer ver que outros iguais pecados se pecaram, e ainda outros se estão pecando, por várias outras terras pecadoras.
42
Machado de Assis
Vedou-me a audácia esse passo; e murmurou-me ao ouvido aquelas palavras que atiraram Napoleão às pirâmides, e acabou por me dizer: caminha!
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Machado de Assis
A paciência, com perdão da palavra, é um biscoito moral, dado pelo céu a muito poucos.
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Machado de Assis
Afinal de contas, os homens que não são sérios e graves, são exatamente os homens graves e sérios. Demócrito continua a ter razão: só é sério aquilo que o não parece.
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Machado de Assis
É uma crise que dura pouco, mas que produz lutas atrozes. A dúvida desaparece quando o primeiro, o segundo, o terceiro, o décimo amigo vem com a mão aberta e o sorriso leal dizer-lhe uma palavra de animação.
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Machado de Assis
É uma crise que dura pouco, mas que produz lutas atrozes. A dúvida desaparece quando o primeiro, o segundo, o terceiro, o décimo amigo vem com a mão aberta e o sorriso leal dizer-lhe uma palavra de animação.
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Machado de Assis
[…] espíritos medíocres, não podendo abraçar a amplidão do espaço em que a civilização os lançou, olham saudosos para os tempos e as coisas que já foram, e caluniam, menos por má vontade que por inépcia, os princípios em nome dos quais se elevaram.
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Machado de Assis
[…] ninguém ignora que ele [Diderot] não só escrevia contos, e alguns deliciosos, mas até aconselhava a um amigo que os escrevesse também. E eis a razão do enciclopedista: é que quando se faz um conto, o espírito fica alegre, o tempo escoa-se, e o conto da vida acaba, sem a gente dar por isso.
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