Citações neste tema
Vida e Existência
Padre António Vieira
Se queremos julgar, viremos os olhos para a parte de dentro, que ainda mal, porque tanto acharemos que julgar, que examinar e que condenar. Se nos julgarmos sem paixão a nós, eu vos prometo que tenhamos tanto que fazer e tanto que pasmar que não nos fique nem tempo, nem ânimo para julgar a outrem.
31
Padre António Vieira
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania.
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Padre António Vieira
Estude-se nos acontecimentos passados, que são a melhor regra para os acertos, porque, como os livros são mestres para a vida, são aqueles sucessos lição para os prudentes.
51
Padre António Vieira
Somos pouco maiores que ervas, e fingimo-nos tão grandes como as árvores; somos a coisa mais inconstante do mundo, e cuidamos que temos raízes; se o Inverno nos tirou as folhas, imaginamos que no-las há-de tornar a dar o Verão; que sempre havemos de florescer, que havemos de durar para sempre. Isto somos e isto cuidamos.
35
Padre António Vieira
Somos pouco maiores que ervas, e fingimo-nos tão grandes como as árvores; somos a coisa mais inconstante do mundo, e cuidamos que temos raízes; se o Inverno nos tirou as folhas, imaginamos que no-las há-de tornar a dar o Verão; que sempre havemos de florescer, que havemos de durar para sempre. Isto somos e isto cuidamos.
35
Padre António Vieira
Nenhuma coisa trazemos os homens mais esquecida e desconhecida, nenhuma trazemos mais detrás de nós, que a nós mesmos.
48
Padre António Vieira
Cada um em seu juízo não se deve estimar mais que aquilo em que ele mesmo se avalia.
72
Padre António Vieira
A mim não me faz medo o pó que hei-de ser; faz-me medo o que há-de ser o pó.
48
Padre António Vieira
A mim não me faz medo o pó que hei-de ser; faz-me medo o que há-de ser o pó.
48
Padre António Vieira
Os homens, quando testemunham de si mesmos, uma coisa é o que são e outra coisa é o que dizem.
54
Padre António Vieira
O ofício há-se de transformar em natureza, a obrigação há-se de converter em essência, e devem os homens deixar o que são para chegarem a ser o que devem.
46
Padre António Vieira
O ofício há-se de transformar em natureza, a obrigação há-se de converter em essência, e devem os homens deixar o que são para chegarem a ser o que devem.
46
Padre António Vieira
Aquele cego quando não tinha olhos não via, depois que teve olhos, viu; nós temos olhos e não vemos. Naquele cego houve cegueira e vista, mas em diversos tempos; em nós no mesmo tempo está junta a vista com a cegueira, porque somos cegos com os olhos abertos e, por isso, mais cegos que todos.
42
Padre António Vieira
O erro por que muitas vezes se não acertam as eleições dos ofícios é porque se buscam os homens grandes nas casas grandes, e eles estão escondidos nas casas pequenas.
47
Padre António Vieira
Reputa-se por escravo quem vive com dependências. De muito necessita o corpo para a ostentação comum; e já por fazer gala das necessidades intentou o corpo para a necessidade o fazer-lhe galas, querendo que parecesse ostentação o que só é remédio da sua desnudez. A alma necessita de tão pouco que até a mesma respiração com que se conserva no corpo a lança outra vez de si.
31
Padre António Vieira
Quem dividido de si se vê formoso namora-se de si; quem dividido de si se vê feio envergonha-se de si.
54
Padre António Vieira
A primeira vitória para alcançar outras muitas é sujeitar o juízo próprio quem não é sujeito ao mando alheio.
50
Padre António Vieira
Nesta matéria de «vós quem sois», todo o homem mente duas vezes, uma vez mente-se a si e outra vez mente-nos a nós: mente-se a si, porque sempre cuida mais do que é; e mente-nos a nós, porque sempre diz mais do que cuida.
43
Padre António Vieira
Nas coisas baixas e vis, a humildade é filha do conhecimento próprio: nas altas, e muito mais nas altíssimas, é filha da ignorância de si mesmo.
38
Padre António Vieira
Coisa dificultosa é que homens tão derramados nas coisas exteriores cheguem a se ver interiormente, como convém. Sermões (8)
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