Citações neste tema
Arte
Peter de Vries
Os quadros que eles penduram nos restaurantes não são muito melhores do que a comida servida nos museus.
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Napoleão Bonaparte
As velas que aqui acendemos hoje, iluminariam outrora as catacumbas. ( Na Igreja de Notre-Dame, no dia da coroação. )
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Padre António Vieira
O ofício e obrigação dos poetas não é dizerem as coisas como foram, mas pintarem-nas como haviam de ser ou como era bem que fossem.
43
Padre António Vieira
A imagem mais perfeita, a proporção mais ajustada e a medida mais igual da obra é o conhecimento de si mesmo em quem a faz.
49
Padre António Vieira
A pintura tem cores e sombras, claros e escuros; e tanto se descobre a soberania do seu espírito no claro do que diz, como no escuro do que cala.
45
Mário Quintana
A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem sempre um quê de proibido: algo assim como essa tentação irresistível que leva os garotos a riscar a brancura dos muros.
50
Mário Quintana
O mau gosto e irremediável fealdade dos cabides deve ter sido uma das causas da vertiginosa e já histórica emigração dos chapéus para os anéis de Saturno.
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Mário Quintana
Mas por que motivo os nossos barcos já não têm mais as belas figuras de proa, ou a proa em forma de figura, como os dos vikings? E não seria também melhor que os nossos aviões encantassem os ares com as suas configurações de aves ou peixes ou maravilhosos animais de sonho? Hoje apenas irritam-nos com o seu rumor e as suas formas exatas. Queremos um mundo estritamente funcional. Tudo muito lógico, sim, mas será humano? Conviria não esquecer que o adorno veio antes do vestuário.
50
Mário Quintana
As barbas do Doutor Fausto estão longas e brancas como as do Padre Eterno. A mão repousa sobre a esfera armilar. Mas a sua fronte sulca-se de inextrincáveis hieróglifos,
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Mário Quintana
Na linguagem corrente não se encontra a palavra “cântaro”. Mas é uma palavra que jamais poderá sair dos poemas. Há palavras assim. São como esses nobres animais heráldicos, que só existem nos brasões.
45
Mário Quintana
Eles consideram a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade e o Cristo do Corcovado entre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno — sem a mínima desconfiança de que poderia ser o contrário.
34
Mário Quintana
Ah, essas pequenas coisas, tão quotidianas, tão prosaicas às vezes, de que se compõe meticulosamente a tecitura de um poema... talvez a poesia não passe de um gênero de crônica, apenas: uma espécie de crônica da eternidade.
13
Mário Quintana
Dizem eles, os pintores, que o assunto não passa de uma falta de assunto: tudo é apenas um jogo de cores e volumes. Mas eu, humanamente, continuo desconfiando que deve haver alguma diferença entre uma mulher nua e uma abóbora.
45
Mário Quintana
No Tempo da Era usava-se esta gostosa expressão pra cima do interlocutor: “Diz isso cantando!” Quando alguém resolve musicar alguma coisa que a gente escreveu, não será mais ou menos isso o que acontece?
43
Mário Quintana
O Doutor Dogmático ajeitou os nasóculos. E decretou: “Meus senhores e minhas senhoras, ilustrados agentes da Censura e demais entidades aqui representadas — como acabei de vos provar, a fantasia está morta.” E fez um gesto definitivo. Porém com tamanha infelicidade o fez que, da ponta de cada dedo espetado no silêncio do ar poluído, brotaram-lhe inesperadamente flores súbitas. E nenhuma parecia deste mundo. (Faltam pormenores.)
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Mário Quintana
Shakespeare. Nunca lhe passou pela cabeça o receio do ridículo. Em contrapartida, Racine, com a sua infalível mésure é que nos parece às vezes afetado. O que jamais acontece com Shakespeare, apesar de todos os pesares. Como os grandes homens da História estão acima do bem e do mal, os grandes poetas estão acima do bom e do mau gosto.
50
Mário Quintana
A natureza é barroca. O sonho é barroco. Portanto, que teriam vindo fazer neste mundo as colunas gregas?
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Mário Quintana
Não te assustes com a cafonice do título. Eu também não acredito que tenham jamais existido as vendedoras de violetas. É dessas coisas falsamente poéticas, pura invencionice para idealizar a miséria misturando-a com flores — ainda mais a violeta, famosa pela sua humildade e modéstia — ôrre!
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