Citações neste tema
Literatura e Palavras
William Shakespeare
O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.
64
William Shakespeare
As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão.
48
Aristóteles
O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo facto de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.
56
Aristóteles
A poesia é mais fina e mais filosófica do que a História. Pela poesia se expressa o universal, a história expressa somente o detalhe.
35
Charles Chaplin
O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizerem as mesmas coisas com outras palavras.
70
William Shakespeare
O que há num nome? Aquilo que chamamos de rosa, com outro nome, teria o mesmo perfume.
50
Karl Kraus
O incompreensível na arte da palavra — nas outras artes também não compreendo o compreensível — não deve tocar o sentido exterior. Este deve ser mais claro do que aquilo que fulano e sicrano têm a dizer um ao outro. O misterioso encontra-se atrás da clareza. A arte é algo tão claro que ninguém compreende. Qualquer alemão entende que sobre todos os cimos há paz; todavia, não há um que já o tenha apreendido.
65
Karl Kraus
O bibliófilo tem aproximadamente a mesma relação com a literatura que o filatelista com a geografia.
65
Karl Kraus
O historiador nem sempre é um profeta voltado para o passado, mas o jornalista é sempre alguém que depois já sabia de tudo antes.
74
Karl Kraus
Agora os especialistas em doenças nervosas precisam lidar com os escritores que vêm à consulta depois de mortos. Bem feito para os escritores, visto que não foram realmente capazes de levar a humanidade a um estádio que exclua o surgimento de especialistas em doenças nervosas.
66
Karl Kraus
Ninguém que examine os meus trabalhos impressos reconhecerá uma costura. E, no entanto, tudo foi descosido cem vezes, e de uma página que foi para a impressão tiveram de resultar sete. No fim, se é que há um fim, a articulação é tão evidente que não se vê a justaposição e não se acredita nela. Escritores que possuam tudo na cabeça, e que ao escrever tomem parte apenas com as mãos, são manipuladores infames com os quais nada tenho em comum a não ser o alfabeto, e mesmo isso apenas a contragosto. Eles não se alimentam, mas seguem vivendo porque têm tudo no estômago.
58
Karl Kraus
A maioria dos críticos escreve críticas que são dos autores sobre os quais escreve críticas. Isto ainda não seria o pior. Só que a maioria dos autores também escreve obras que são dos críticos que escrevem críticas sobre elas.
69
Karl Kraus
Um professor de literatura afirmou que os meus aforismos são apenas a inversão mecânica de frases feitas. Isto é inteiramente correto. Só que ele não apreendeu o pensamento que impele a mecânica: o facto de que da inversão mecânica de frases feitas resulta mais do que da repetição mecânica. Este é o segredo da época atual, e é preciso tê-lo experimentado. Ao mesmo tempo, a frase feita ainda se distingue, para sua vantagem, de um professor de literatura, de quem não sai nada se eu o deixar no seu lugar e menos ainda se o inverter mecanicamente.
72
Karl Kraus
O espírito alemão escarrou duas espécies: a bailarina e a meditativa. Heine é mais responsável por esta, Nietzsche por aquela. No segundo caso, também se descobrirá quem foi o precursor.
66
Karl Kraus
Cada frase deveria ser lida tantas vezes quantas fossem as correções que acompanharam o seu crescimento do manuscrito até à leitura. Porém, para poupar o leitor do que vai além das suas forças e da sua crença, gostaria de publicar cada frase nas suas dez metamorfoses, para que o todo, por fim, ainda fosse menos lido do que compreendido. Seria um caso raro na literatura. Mas poderia ser de alguma utilidade para compensar os danos de um século de tagarelice e de opiniões facilmente compreendidas.
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