Lista de Poemas

I work all day, and get half-drunk at night

I work all day, and get half-drunk at night.

Waking at four to soundless dark, I stare.

In time the curtain-edges will grow light.

Till then I see whats really always there:

Unresting death, a whole day nearer now,

Making all thought impossible but how

And where and when I shall myself die.

Arid interrogation: yet the dread

Of dying, and being dead,

Flashes afresh to hold and horrify.

The mind blanks at the glare. Not in remorse

-- The good not done, the love not givenn, time

Torn off unused -- nor wretchedly because

An only life can take so long to climb

Clear of its wrong beginnings, and may never;

But the total emptiness for ever,

The sure extinction that we travel to

And shall be lost in always. Not to be here,

Not to be anywhere,

And soon; nothing more terrible, nothing more true.

This is a special way of being afraid

No trick dispels. Religion used to try,

That vast moth-eaten musical brocade

Created to pretend we never die,

And specious stuff that says No rational being

Can fear a thing it will not feel, not seeing

That this is what we fear -- no sight, no sound,

No touch or taste or smell, nothing to think with,

Nothing to love or link with,

The anaesthetic from which none come round.

And so it stays just on the edge of vision,

A small unfocused blur, a standing chill

That slows each impulse down to indecision.

Most things may never happen: this one will,

And realisation of its rages out

In furnace-fear when we are caught without

People or drink. Courage is no good:

It means not scaring others. Being brave

Lets no one off the grave.

Death is no different whined at than withstood.

Slowly light strengthens, and the room takes shape.

It stands plain as a wardrobe, what we know,

Have always known, know that we cant escape,

Yet cant accept. One side will have to go.

Meanwhile telephones crouch, getting ready to ring

In locked-up offices, and all the uncaring

Intricate rented world beings to rouse.

The sky is white as clay, with no sun.

Work has to be done.

Postmen like doctors go from house to house.

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Identificação e contexto básico

Philip Arthur Larkin nasceu em Coventry, Inglaterra. Foi um poeta, romancista e bibliotecário britânico. É considerado uma das figuras literárias mais significativas do século XX em língua inglesa, embora a sua obra poética seja a mais celebrada.

Infância e formação

Larkin cresceu em Coventry e a sua educação decorreu no King's College, Cambridge, onde estudou Inglês. O ambiente familiar, marcado pela influência do pai e pela atmosfera política da época, contribuiu para a formação do seu pensamento.

Percurso literário

O percurso literário de Larkin começou com a publicação do seu primeiro romance, 'Jill', em 1946, seguido por 'A Girl in Winter' em 1947. No entanto, foi com a poesia que alcançou maior notoriedade. Publicou quatro coleções de poesia: 'The North Ship' (1945), 'The Less Deceived' (1955), 'The Whitsun Weddings' (1964) e 'High Windows' (1974). Para além da escrita, exerceu a profissão de bibliotecário, uma carreira que coexistiu com a sua produção literária e que influenciou a sua visão do mundo e da sociedade.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A poesia de Larkin é marcada por um realismo muitas vezes cru, um tom melancólico, cínico e desiludido. Explora temas universais como o amor, a morte, o tempo, a solidão, a velhice e a banalidade da vida quotidiana. O seu estilo é reconhecido pela clareza, pela precisão da linguagem e pela musicalidade, muitas vezes em contraste com a amargura ou o pessimismo das suas reflexões. Utiliza frequentemente o verso tradicional, mas com uma abordagem moderna e despojada. A sua voz poética é pessoal, confessional e frequentemente irónica, capaz de capturar as ansiedades e as desilusões do homem comum.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Larkin viveu e escreveu num período de significativas mudanças sociais e culturais em Inglaterra, após a Segunda Guerra Mundial. A sua obra reflete uma certa desilusão com o progresso e com as promessas da sociedade moderna. Está associado à chamada 'Geração de 1950' ou 'Geração da Pós-Guerra', caracterizada por um regresso a formas mais tradicionais e a um certo ceticismo em relação às utopias. Os seus poemas capturam o espírito de uma Inglaterra em transição, com as suas alegrias e as suas deceções.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal A vida de Philip Larkin foi relativamente discreta, marcada pela sua dedicação à profissão de bibliotecário, tendo ocupado cargos importantes em universidades como a de Hull. As suas relações pessoais, incluindo as amorosas, foram complexas e, por vezes, tumultuosas, o que se reflete na sua poesia. Era conhecido pelo seu temperamento reservado e por um certo distanciamento social, características que, no entanto, não diminuem a profundidade da sua observação sobre a condição humana.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Philip Larkin alcançou um reconhecimento considerável em vida, especialmente com a publicação de 'The Whitsun Weddings'. É considerado um dos poetas mais importantes da sua geração, influenciando muitos escritores posteriores. A sua obra é objeto de estudo académico e é amplamente lida e apreciada pelo público em geral, o que atesta a sua relevância duradoura.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Larkin foi influenciado por poetas como W. H. Auden e Thomas Hardy. O seu legado reside na sua capacidade de dar voz às ansiedades e desilusões da vida moderna com uma linguagem clara e poderosa. A sua poesia continua a ressoar com leitores de todo o mundo devido à sua honestidade brutal e à sua profunda humanidade.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Larkin tem sido objeto de inúmeras análises críticas, que destacam a sua exploração da melancolia, do vazio existencial, da mortalidade e da busca por significado num mundo cada vez mais secularizado. A sua ironia e o seu pessimismo são frequentemente interpretados como um reflexo das incertezas da vida contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Larkin era conhecido pelo seu gosto pela música jazz e pela sua coleção de discos. A sua personalidade reservada e por vezes ácida contrastava com a beleza e a sensibilidade de muitos dos seus poemas. Era também um colecionador de cartões postais de paisagens urbanas, um interesse que, de certa forma, se liga à sua poesia focada na observação do quotidiano.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Philip Larkin faleceu em 1986, em Hull, Inglaterra. As suas obras continuam a ser publicadas e a ser estudadas, mantendo viva a sua memória e a sua influência na literatura contemporânea.