

Olavo Bilac
Olavo Bilac foi um poeta, jornalista e professor brasileiro, amplamente considerado um dos maiores nomes do Parnasianismo no Brasil. Sua obra é marcada pela perfeição formal, pelo rigor métrico e pela temática voltada para o amor, a pátria e os ideais clássicos. Bilac é conhecido por seu nacionalismo exacerbado e por sua habilidade em versificar, tendo sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
1865-12-16 Rio de Janeiro, Brasil
1918-12-28 Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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XVII [Por estas noites frias e brumosas
Por estas noites frias e brumosas
É que melhor se pode amar, querida!
Nem uma estrela pálida, perdida
Entre a névoa, abre as pálpebras medrosas...
Mas um perfume cálido de rosas
Corre a face da terra adormecida...
E a névoa cresce, e, em grupos repartida,
Enche os ares de sombras vaporosas:
Sombras errantes, corpos nus, ardentes
Carnes lascivas... um rumor vibrante
De atritos longos e de beijos quentes...
E os céus se estendem, palpitando, cheios
Da tépida brancura fulgurante
De um turbilhão de braços e de seios.
Publicado no livro Poesias, 1884/1887 (1888). Poema integrante da série Via Láctea.
In: BILAC, Olavo. Obra reunida. Org. e introd. Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 119. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira)
É que melhor se pode amar, querida!
Nem uma estrela pálida, perdida
Entre a névoa, abre as pálpebras medrosas...
Mas um perfume cálido de rosas
Corre a face da terra adormecida...
E a névoa cresce, e, em grupos repartida,
Enche os ares de sombras vaporosas:
Sombras errantes, corpos nus, ardentes
Carnes lascivas... um rumor vibrante
De atritos longos e de beijos quentes...
E os céus se estendem, palpitando, cheios
Da tépida brancura fulgurante
De um turbilhão de braços e de seios.
Publicado no livro Poesias, 1884/1887 (1888). Poema integrante da série Via Láctea.
In: BILAC, Olavo. Obra reunida. Org. e introd. Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 119. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira)
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