

Murilo Mendes
Murilo Mendes foi um poeta brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da poesia do século XX no Brasil. Sua obra é marcada pela originalidade, pela influência do surrealismo e do cubismo, e por uma profunda religiosidade que se manifesta de maneira singular e, por vezes, irreverente. Mendes explorou temas como a fé, o cotidiano, a arte, a cultura popular e a dimensão espiritual da existência, com um estilo que mescla o lírico, o visionário e o lúdico. Sua poesia, que se desenvolveu a partir do modernismo brasileiro, dialogou intensamente com outras artes e com a tradição religiosa, criando um universo poético único e de grande impacto.
1901-05-13 Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
1975-08-14 Lisboa
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Murilo Menino
Eu quero montar o vento em pêlo,
Força do céu, cavalo poderoso
Que viaja quando entende, noite e dia.
Quero ouvir a flauta sem fim do Isidoro da flauta,
Quero que o preto velho Isidoro
Dê um concerto com minhas primas ao piano,
Lá no salão azul da baronesa.
Quero conhecer a mãe-d'água
Que no claro do rio penteia os cabelos
Com um pente de sete cores.
Salve salve minha rainha,
Ó clemente ó piedosa ó doce Virgem Maria,
? Como pode uma rainha ser também advogada.
Publicado no livro Poesia Liberdade (1947). Poema integrante da série Livro Primeiro: Ofício Humano, 1943.
In: MENDES, Murilo. Poesias, 1925/1955. Rio de Janeiro: J. Olympio, 195
Força do céu, cavalo poderoso
Que viaja quando entende, noite e dia.
Quero ouvir a flauta sem fim do Isidoro da flauta,
Quero que o preto velho Isidoro
Dê um concerto com minhas primas ao piano,
Lá no salão azul da baronesa.
Quero conhecer a mãe-d'água
Que no claro do rio penteia os cabelos
Com um pente de sete cores.
Salve salve minha rainha,
Ó clemente ó piedosa ó doce Virgem Maria,
? Como pode uma rainha ser também advogada.
Publicado no livro Poesia Liberdade (1947). Poema integrante da série Livro Primeiro: Ofício Humano, 1943.
In: MENDES, Murilo. Poesias, 1925/1955. Rio de Janeiro: J. Olympio, 195
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