Mal Secreto
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
In: CORREIA, Raimundo. Poesias completas. Org. pref. e notas Múcio Leão. São Paulo: Ed. Nacional, 1948. v.1, p.16
Comentários (5)
porra
tive que fazer por conta de um trabalho escolar, PORRA
Na verdade ele não está como pronome ele está significando talvez(se)
A obra de Raymundo Corrêa intitulada de Mal secreto possui 2 quartetos e 2 tercetos que formam um soneto possui rima ABAB nas duas primeiras estrofes e CCD nas duas últimas.O tema se trata sobre a falsidade humana.O eu lírico pensa que cada pessoa tem que parecer melhor do que ela realmente e para ser aceita perante a sociedade, o que é uma mentira sobre a realidade humana.Ele sente que todo homem esconde o que ele realmente sente usando usando um disfarce para ocultar a verdade.As características apresentadas são, ele usa uma linguagem culta e objetiva, destaca a falsidade humana e aborda a realidade humana.por conta de que nas redes sociais as pessoas não mostrarem quem são realmente, como exemplo usarem filtros para mudar ou melhorar a aparência e não mostram a realidade do dia dia só mostram o superficial.
No caso de sua frase seria mais adequado o uso de "Há" que "é"